13/03/2009

Ditadores Exilados e Genocídios Séc. XX

Material visual elaborado pelo Periódico Espanhol "El País",
onde é traçado o mapa mundi com a origem dos principais ditadores e dos principais genocídos do século XX.
Trata-se de um interessante gráfico, embora eles não incluam as Ditaduras Militares Latino-Americanas, seus articuladores e suas baixas.


Ditadores:
EX
  • Ferdinand Marcos – Filipinas
  • Raúl Cedras – Haiti
  • Alfredo Stroessner – Paraguai
  • Anastásio Somoza – Nicarágua
  • Eric Honecker – Alemanha
  • Jean-Claude Baby Doc Duvalier – Haiti
  • Mobutu Sese Seko – Congo
  • Hissen Habre – Chad
  • Charles Taylor – Liberia
  • Megistu Mariam – Etiópia
  • Mohammed Reza Pahlavi – Iran
  • Idi Amim – Uganda
Muitos ainda sem julgamento, vivem exílados em outros países.
Os que já faleceram, em sua maioria, não sofreram punição em vida.


Genocídios:
  • Genocídio em Ruanda (1994) - 3.8 milhões de mortos.
  • Crimes em Darfur (2004) - 300.000 mortos e 2,5 milhões de refugiados.
  • Holocausto nazi (1939 x 1945) - 6 milhões de mortos.
  • Matança na Bósnia (1992 x 1994)44.000 mulheres e 8.000 homens de bósnios muçulmanos.
  • Ataque contra os Kurdos (1987 x 1988) – 180.000 mortos.
  • Genocídio Armênio (1915 x 1923)1 milhão e meio de mortos, fora os milhares que padeceram em decorrência das epidemias.
  • Gulag Soviético (1930 x 1956) mais de 2 milhões de “contra-revolucionários” assassinados.
  • Violação de Nanking (1937)200 mil mortos.
  • Regime de Pol Pot (1975 x 1979) – Camboja mais de 1.7 milhões de mortos.

Na listagem, faltou o
Timor Leste, jovem país da Ásia.
Ex colônia portuguesa, que tornou-se independente em 1975, sendo três anos após invadido pelas forças armadas indonésias, que mantiveram a violenta ocupação por 25 longos anos, promovendo o massacre de cerca de um terço da população local.
O drama do povo timorense nunca recebeu a devida atenção da comunidade internacional. Em 1999, após um plebiscito supervisionado pela ONU, foi confirmada a autonomia da região. Ao deixarem o novo Estado, as tropas indonésias vandalizaram 99% do território.


Mais:
Sobre o Timor, tem um excelente
documentário produzido por Lucélia Santos -> Timor Leste - O Massacre que o Mundo não Viu. BRA/2001

Link para o gráfico do El País: http://www.elpais.com/graficos/internacional/Dictadores/exiliados/genocidios/siglo/XX/elpepuint/20090218elpepuint_1/Ges/

09/03/2009

Dia Internacional da Mulher

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Frida Kahlo
Isabel Allende
Clara Nunes
Anita Garibaldi
Angelina Jolie
Iracema
Virginia Woolf
Jeanne Hebuternne
Anastácia
Olga Benário Prestes
Ana Terra
Mafalda
Leila Diniz
Lisa Simpson
Rosa LuxemburgoAmelie PoulainAs Mulheres de Klimt

Homenagem a todas mulheres que lutam
por um mundo melhor, menos opressivo,
mais alegre, justo e solidário!!!

02/03/2009

"Ditabranda" ... fala sério ...

...
A Folha saúda a ditadura!

Publicado por Ceso Marcondes na Carta Capital 26/02

Já se passaram nove dias do editorial da Folha de S.Paulo que criou o termo “ditabranda” para caracterizar a ditadura militar que aterrorizou o País a partir de 1964. Mas a polêmica não morreu, apesar do Carnaval. Hoje mesmo, dia 26, os respeitabilíssimos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides se insurgem na seção de cartas dos leitores do jornal. Ambos protestaram dia 20 passado no mesmo espaço diante da “criação” do editor do jornal. Agora, repudiam a resposta que obtiveram da Redação.

Para quem não viu, a Folha lhes respondeu simplesmente o seguinte: “Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua "indignação" é obviamente cínica e mentirosa”.

Ou seja, o caldo entornou de vez. Se no Editorial do dia 17, o “ditabranda” apareceu de passagem, só “uma lembrança”, em um texto que criticava o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, naquela Nota da Redação, não só o jornal reiterou sua criação, como destratou duas das figuras mais respeitadas da universidade brasileira. São eles cínicos e mentirosos em sua indignação, disse a Folha, extrapolando todos os limites da boa conduta jornalística descritos em seu Manual de Redação.
Tão absurda quanta, foi a “exigência” do jornal: ficamos sabendo que passa a ser obrigatório condenar o regime cubano para ser autorizado a condenar o brasileiro daquela época. Vindo de quem apoiou abertamente o golpe de 64, dá para entender a “exigência”. O jornal já recebeu a contestação de muita gente, entre elas, de pelo menos três jornalistas da própria Folha: do ombudsman Carlos Eduardo Lins e Silva, de Fernando de Barros e Silva e Juca Kfouri. Agora, ganha audiência na internet o abaixo-assinado aqui reproduzido.

O leitor de CartaCapital pode deixar seu comentário neste espaço ou se manifestar através da petição online.“REPUDIO E SOLIDARIEDADE Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio a arbitraria e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiros que lutaram pela redemocratização dos país.

Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964. Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota da Redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato.

Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis a atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal. Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.”
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A esta altura do campeonato, um dos jornais mais
respeitados do país,definir como "branda" a ditadura,
que mais do que sequelas deixou em nossa sociedade,
é acima de tudo irresponsável do ponto de vista jornalístico.

O períodico que além de "apoiar" as ações dos militares,
"dissimulava" informaçõese ainda por cima "emprestava"
suas peruas para transporte dos presos políticos
até o DOI-COD, no mínimo, deveria pesar suas
manifestações políticas, nesta esfera, nos dias de hoje.
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Trata-se de um desrespeito as vítimas,
aos seus familiares
e a história do nosso país!
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Matar, separar, torturar, desaparecer...
é um ato "brando"
...aonde?
e desde de quando?
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Para que não esqueças,
para que nunca mais aconteça:
Ato contra editorial da Folha ditabranda

12/02/2009

Racismo e Xenofobia na Europa

Em épocas de crise, cada um quer salvar o seu!

Este racícionio, de certa maneira, nos ajuda a entender a crescente onda de manifestações de racismo e xenofobia no continente europeu, que esta tornando-se cada vez mais "segregador".

Fora a crise econômica que assola o mundo hoje, temos um histórico recente de fatores que também explicam este crescimento, que é a chamada "luta antiterrorista", da qual podemos extrair muitas das raízes desta intolerância implícitas nas diretrizes destas leis anti-terror. "A intensificação do clima de hostilidade" contra muçulmanos e o anti-semitismo são cada vez mais freqüentes em países como França e Alemanha.

O relatório anual da Comissão contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) revelou o crescimento do racismo e da xenofobia na Europa contra imigrantes, negros, ciganos, latinos, muçulmanos e judeus. Muitos são barrados em aeroportos, restaurantes, shoppings ou até mesmo abordados em parques públicos por serem considerados suspeitos devido à cor da pele ou por causa de seus costumes.


Em contraponto - a globalização - que nos propicia uma maior mobilidade em todos os sentidos, deveria desenhar no horizonte um grande momento de miscigenação, acima de tudo cultural, entre os povos, mas o que temos assistido são crescentes ondas de discriminação, intolerância e violência.

Muitos são os argumentos levantados por aqueles que defendem que seus países mantenham-se fechados aos imigrantes, preservando os direitos civis e os seus empregos. Esta visão conservadora e até mesmo retrógrada é refletida diretamente na escolha dos seus líderes políticos neste início de século XIX e na expansão da violência de grupos racistas e xenófagos. As campanhas "contra" e as leis de imigração se tornam cada vez mais duras na Europa.

Não é de agora que se explicitam no Velho Continente manifestações claras de preconceito, a existência de um grande número de adeptos aos movimentos , na sua maioria jovens e em geral violentos, como os nazi-fascistas e/ou neo-nazistas, exemplificam muito bem isso. A discriminação extrapola todos os limites. Casos de agressão e mortes também são freqüentes, como na Rússia, onde muitos estudantes vindos da África são linchados e mortos por grupos neonazistas.

O aumento da intolerância, seja ela racial, étnica, religiosa, política e até mesmo economica, tem crescido assustadoramente. Hoje os principais impactados na Europa são os imigrantes, sejam estes legais ou não. Representam de certa forma uma ameaça ao emprego do cidadão europeu e fomentados pelos discursos nacionalistas dos partidos de direita e extrema-direita, em crescente ascenção ao poder, colaboram ao argumento de restrição e até mesmo eliminação destes do seu convívio social.
Em geral, os imigrantes são acusados de serem os responsáveis pelo aumento do desemprego, da violência e dos gastos públicos: uma campanha fascistóide dos governos para justificar a crise do regime capitalista, jogando a culpa para os mais oprimidos.

Na França de Sarcozy agora é lei que os médicos e enfermeiros denunciem pacientes ilegais, atendidos e/ou hospitalizados, aos setores de imigração do Estado.
Na Itália
de Berlusconi, dirigente com fortes traços fascistas, são crescentes as manifestações de "A Itália para os Italianos".
Na Espanha no último domingo naufragou a poucos metros da costa, uma embarcação que vinha da África, morreram à deriva 21 pessoas, 16 delas tinham entre 4 e 17 anos, até ontem nenhuma manchete de capa nos principais jornais espanhóis. Ignorar para melhor viver!*
Na Suíça, o partido ultra-consevador UDC, lançou a campanha "Para criar segurança" ... chute a ovelha negra pra fora! que lindo...



É deveras preocupante o clima negativo na opinião pública em relação às minorias, alimentado por setores da mídia e também pela utilização de argumentos racistas e xenófobos no discurso político.

O que esperar? Como resolver?
É necessário um debate lúcido entre todos, e que todas as violências praticadas contra os não-europeus, assim como aos não-estadunidenses, sejam explícitadas pela grande mídia de forma ao menos, balançar as consciências da opinião pública internacional frente a esta nova forma de bárbarie que estamos assitindo.

Tanto na Europa como nos EUA, os imigrantes e os trabalhadores negros e latinos representam a base de toda a força de trabalho, sendo a pilar fundamental de sustentação da economia. São estes imigrantes que se submetem àqueles empregos que um cidadão europeu ou norte-americano branco já não precisam e portanto não se submetem mais - em parte pelo baixo salário ou pela baixa qualificação do emprego.

As legislações recentemente aprovadas, relacionadas à situação dos imigrantes, são de cunho nacionalista ou protecionista?
Em que medida estas contribuem aos diferentes graus de preconceito no seio da sociedade civil?

Está na hora de os "ocidentais" reverem seus valores, repensarem suas atidudes, repensarem a escolha de seus representantes, afinal, o que disso tudo,
poderá ser positivo para as futuras gerações de europeus?????



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* Escreveu a respeito Patricia Simón em http://periodistasenguerra.blogspot.com/

"Hoy deberíamos estar todos de luto. Hoy deberían cerrarse los comercios, apagar las televisiones y las radios, no cantar, no reir, no comer y, por supuesto, prohibido soñar. Hoy deberíamos no poder parar de llorar. Hoy, y casi cada día, nos debería dar vergüenza estar rodeados por un mar que está sirviendo de fosa común a Europa. Algún día, tendremos que pedir perdón ante los ojos de la historia y las generaciones venideras por haber sido artífices de un genocidio, el genocidio del continente africano al que, en su huida, nosotros no ponemos más que muros. Y qué bueno que tenemos un océano de por medio que nos hace el trabajo sucio sin tener que mancharnos las manos de sangre."


11/02/2009

Politik Kills













La Politika Mata
... es una evidencia ...
... no mata siempre ...
... solo cuando no tiene mas remedio ...
... y estamos viviendo epocas ...
... de bien pocos remedios ...
... asi que ...
... por eso es ...

La Politika Mata
... porque tiente que matar ...
... para mantener
... sus intereses ...

La Politika Mata
... es una evidencia ...
... no mata siempre ...
... a veces solo engana ...

Y ahora qué?
Qué es la politica de hoy?
A que sirve? O mejor dicho, a quien sirve?
A todos? ... eso seria ideal ...
... y tu que piensas?




06/02/2009

Onde os dinossauros ainda vagam...

da BBC Brasil

A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semifeudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica "The Economist" que chegou às bancas nesta sexta-feira.

A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".

"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.

"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."

De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".

"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".

A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".

"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.

A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no nordeste, mas que isso estaria mudando.

Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.

"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a "Economist".

Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.

"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.

"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.

http://www.economist.com/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u499793.shtml

03/02/2009

A Revolução Islâmica




Há exatos 30 anos o Irã
realizava a sua ruptura
com o Ocidente,
sacudindo o Tabuleiro Mundial.



A partir de então, passaram a se configurar como a grande
pedra no sapato dos estadunidenses.

Hoje, o Irã tem uma representatividade
e influência muito grandes no mundo árabe,
e para o ocidente são,
não só uma ameaça geopolítica,
mas nuclear e terrorista.





Do ponto de vista geopolítico, estão localizados no epicentro dos maiores conflitos da contemporaniedade, fazem fronteira com o Iraque, com o Afeganistão, com o Paquistão e muito próximos dos territórios palestinos ocupados por Israel - seu principal inimigo ao lado dos EUA.


A Revolução Islâmica proclamada em 1979 com o retorno do aiatolá Khomeini do exílio de 15 anos, decretou o fim do regime monárquico marcado pela corrupção e nepotismo, liderado pelo último Xá da Pérsia, Reza Pahlevi - monarca pró-ocidente, que estava abrindo a sociedade iraniana aos valores ocidentais, na mesma proporção em que aumentava a opressão do regime político. Manisfestações populares e crise econômica ligadas aos altos e baixos do preço do petróleo no mercado mundial, ajudaram a enfraquecer o regime dos Xás.

O crescimento da rivalidade islâmica que se opôs a ocidentalização do Irã, via em Khomeini, clérigo xiita, o promotor da Revolução e sobre os gritos de "somos todos seus soldados" milhares de militantes islâmicos partidários ao regime dos aiatolás o saudaram no aeroporto internacional de Teerã, quando do seu regresso em fevereiro de 1979. Desde então, todos os anos, escolas, meios de transporte e repartições públicas tocam seus sinos e buzinas às 09h33 locais, horário em que pousou o avião da Airfrance no qual ele retornava há 30 anos.

Tinha início a Revolução Islâmica com o objetivo maior de resgate as tradições religiosas muçulmanas que estavam sendo corrompidas pelos costumes ocidentais, sendo banidos do país vestimentas como a mini-saia, maquiagens, música, jogos, cinema, reintroduzidos os castigos corporais para quem violasse os preceitos da sharia (adultério, consumo de álcool...), perseguição e assassinatos dos opositores do novo regime - fossem eles religiosos (judeus por exemplo), políticos (marxistas), prostitutas, homossexuais... Em suma, perseguição política, uma maior opressão as mulheres e o corte de relações com EUA.


A Revolução Islâmica do Irã começou como um movimento
popular pela democratização e terminou
com a criação do primeiro Estado islâmico.
O episódio transformou completamente a estrutura social do país
e foi um dos momentos que marcaram o século 20.


Khomeini foi escolhido como perpétuo líder supremo político e religioso do Irã, é reverenciado em todo o país e em grande parte do mundo muçulmano ainda hoje.

Três décadas após, o Irã tem um presidente laico e ultra-conservador, Mahmoud Ahmadinejad, personalidade marcante que defende um projeto nuclear audacioso, mantém um exército bem estruturado e propaga discursos nacionalistas e radicais, ao mesmo tempo em que estreita as relações diplomáticas de seu país com os principais países definidos como "eixo do mal" pelo governo do ex-presidente norte-americano George W. Bush, como Coreia do Norte, Cuba e Líbia por exemplo, sem falar na Venezuela, o atual calcanhar de aquiles na América Latina.


Podemos dizer que mais do que nunca, a Revolução Islâmica atravessa um momento histórico crucial, didivida entre os apoiadores e os que contestam o regime, defendendo que hoje as reinvindicações são diferentes das dos anos idos, querendo olhar para o futuro de forma mais livre, o que não deixa de ter relação com o Ocidente.

O presidente Barack Obama já declarou sua intenção em rever as relações com o Irã, as quais foram desfeitas em 1980 quando mais de 50 americanos, funcionários da embaixada do país em Teerã foram sequestrados e mantidos em cárcere por quase 500 dias.

O futuro dos iranianos é uma incógnita, o referido diálogo EUA - IRÃ é possível de acontecer nos próximos meses, mas não podemos esperar que deste, venhamos a ter de pronto, um novo posicionamento político na região, assim como no grande tabuleiro das relações internacionais, dado o imenso oceano que separam estes dois mundos, diferentes até no calendário - uma vez que nós ocidentais utilizamos o solar e os persas, de acordo com seu almanaque, o lunar.

Graziele Saraiva

02/02/2009

Salve a Rainha do MAR




O Highlander da Política Brasileira


O Senador José Sarney (PMDB-AP)
e o deputado Michel Temer (PMDB-SP)
foram eleitos nesta segunda-feira presidentes do Senado e da Câmara respectivamente.

Nossos órgãos representativos máximos estarão em suas mãos até 2010.
Mas Sarney e Temer nos representam?
Mais uma vez torna-se explícito o enorme fosso que divide o cidadão brasileiro de seus representantes em Brasília.

A política participativa se distancia cada dia mais da nossa realidade,
isto esta certo?
Ah não.... o Sarney de novo, não!!!!
......Ninguém merece.....
Coragem meu povo!



27/01/2009

Um Outro Mundo é Possível



O Fórum Social Mundial faz história!
E não é de hoje.
..

Sua consolidação enquanto evento de porte internacional, se deu em decorrência da necessidade de aglutinação da chamada, naquele momento, "nova esquerda", nascente da luta reinvindicatória e de protestos de um barulhento e jovem grupo que se manifestava contrário às grandes organizações financeiras, como OMC, no Fórum Economico, dentre tantas outras, que se espalhavam de Seatle à Gênova, de Davos à Porto Alegre... a estes fora dada a definição controvérsa de "movimento anti-globalização".

E foi lá, na capital gaúcha, na então marcante governança do petista Olívio Dutra, que o FSM se centrou e ganhou a forma que se mantém até hoje. Porto Alegre, naquele momento, destacava-se no cenário político nacional por aplicar o Orçamento Participativo em âmbito estadual e por ter como norte, uma postura ideológica contrária aos interesses dos grandes grupos ruralistas e da mídia dominante no Estado, de fortes raízes oligárquicas e conservadoras. Os grandes opositores do movimento foram a Zero Hora e o Grupo RBS - filiais da Rede Globo e as federações da Indústria e representantes do Agronegócio, juntos, ajudaram a propagar nacionalmente, uma imagem negativa do financiamento e do apoio ao movimento por parte do governo estadual, além de rechaçar e menosprezar as atividades e discussões por ele levantadas.

Desde o início em 2001, quando criado esteve envolto em uma série de reeinvindicações sociais, nasceu como um contra-ponto ao Fórum Econômico Mundial em Davos/Suiça, onde reuniam-se, como fazem até hoje em todos janeiros, os grandes líderes e representantes do sistema financeito mundial. Intrinsecamente vinculada a luta contra o neoliberalismo e por um mundo posneoliberal – que é o sentido de seu lema central “Um outro mundo possível”.
Conforme define sua Carta de Princípios,
o Fórum Social Mundial é um espaço internacional
para a reflexão e organização de todos os que
se contrapõem à globalização neoliberal
e estão construindo alternativas para favorecer

o desenvolvimento humano e buscar a superação
da dominação dos mercados
em cada país e nas relações internacionais.


Contrariando o que muitos esperavam, o movimento não padeceu e sim ganhou força e respaldo. A cada edição surgiam novas propostas, novas discussões, evidenciando a capacidade de mobilização de todos aqueles que de certa forma se sentiam à margem do processo de produção do sistema capitalista.

Aglutinou diversos os movimentos sociais,
de diferentes origens e nacionalidades -
de indígenas à campesinos, de ambientalistas à pacifistas,
de estudantes à intelectuais renomados -
Todos buscando novas alternativas de produção,
de desenvolvimento sustentável,
de economia popular solidária, de paz, de harmonia religiosa,
contrários à guerra,
às imposições e barreiras economicas impostas
pela globalização imperialista,
pela redução da exclusão social,
por uma melhor distribuíção das riquezas,
pela igualdade de oportunidades,
por políticas públicas que propiciassem uma maior inclusão,
dentre tantas outras reinvindicações....


A alternância de sedes expandiu o FSM para outros continentes a partir de 2004. Índia, Quênia, Venezuela e a cada dois anos, alternados por FSM regionais. Mas nem tudo são flores, a descentralização de certa forma pode ser contribuído na limitação de avanço de muitas das propostas surgidas no espaço de trocas, e que efetivamente enfraqueceram, não ganhando maiores mobilizações internacionais, assim como a fragmentação de seus eixos temáticos.

Hoje em Belém/PA inicia-se a nona edição do Fórum, com participação massiva dos movimentos indígenas latino-americanos, dada a proximidade amazônica, e com forte representação diplomática, confirmaram presença os principais líderes: Rafael Correa, Chavez, Evo e claro, Lula.

Podemos dizer que este em especial terá um grande desafio, o de conseguir sintetizar propostas e alternativas aos três grandes acontecimentos determinantes, que são a posse de Obama, a invasão de Gaza por Israel e a crise economica mundial que vem tirando o sono de milhões de trabalhadores de todo o mundo, dado os sucessivos anúncios de demissões em massa por toda parte.

Esperamos que consigamos chegar a determinantes comuns
no que tange alternativas a este conturbado cenário internacional
e que acima de tudo, se produzam trabalhos capazes
de nos aproximar deste "outro mundo possível",
que em muitos momentos, nos parece inatingível e até mesmo utópico,
mas que é possível sim, se todos trabalhassemos numa mesma direção,
uma direção mais humana, mais responsável,
mais tolerante e menos gananciosa.


Graziele Saraiva

Para encerrar, uma ode ao Fórum Social de Belém, escrito por Bernardo Kucinski:

Palavras de ordem

O mundo é complicado
Nossa tarefa também

Julgar sem pré-julgar
Demarcar sem excluir
Incluir sem forçar
Somar, fazer bonito
O mundo é infinito

Combater a indiferença
Respeitar a diferença
e o diferente.
Respeitar

Defender a mata sem esquecer o homem
Cultivar a terra sem derrubar a mata
Cultivar o homem

Amparar sem esperar
Esperar sem se iludir
Não desesperar, agir
Não sucumbir
Perseverar

Convencer, conversar
Persuadir sem mentir
Não sofismar,
Argumentar

Gritar abaixo o imperialismo
Viva o povo palestino
Mas ao anti-semitismo dizer não

Aplaudir a bravura
Mas repudiar a bravata
Não usar gravata

Gritar a Amazônia é nossa
Viva o povo brasileiro
Viva a cesta básica e o Prouni
Viva o luz para todos
Em plena floresta amazônica

Gritar abaixo os banqueiros
Que seja a riqueza de todo o povo brasileiro
Abaixo os juros
E a especulação financeira
Fora com o Deus mercado e o Deus dinheiro

Sonhar mas não dormir
Cada amanhecer é um novo dia
O fim de um descanso
Cada pequeno passo um avanço

Conceituar sem preconceitos
Refinar pensamentos
Provocar sem agredir
Polemizar
De vez em quando aplaudir

Perguntar e saber ouvir
Não ouvir sem perguntar
Questionar,
Sempre
Sempre duvidar,
Não simplificar, complicar

Entender é o que interessa
Para poder avançar
Saber, conhecer, decifrar
Interpretar
O saber é infinito
O universo também

O mundo é complicado
Nossa tarefa também


Página Oficial do Cômite Organizador do FSM:
http://www.forumsocialmundial.org.br/
Carta de Princípios:
http://www.forumsocialmundial.org.br/main.php?id_menu=4&cd_language=1
Fotos do acervo pessoal.


26/01/2009

Não ao choque de civilizações

Periodistas en Guerra

.

"En época de mentiras, contar la verdad

se convierte en un acto revolucionario"

(George Orwell)



Nada mais oportuno, dadas as atuais circunstâncias:
- Internet ajuda a furar bloqueio midiático imposto por Israel
- Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, mas isso não vem impedindo que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundo.


Em meio ao alvoroço noticialesco causado pela invasão em Gaza e na busca de fontes alternativas de informação, que não a imprensa oficial, leia-se Reuters, Associated Press, BBC`s e companhias limitadas... Muito naveguei por blogs, sites oficiais de Organizações Não Governamentais, como Cruz Vermelha, Anistia Internacional e o próprio site da Onu, dentre outros vários , além óbvio, de páginas de mídia alternativa daqui e de fora... muitas descobertas boas, dentre elas os "Periodistas en Guerra".

O blog http://periodistasenguerra.blogspot.com/ é formado por um grupo de jornalistas espanhóis, a maioria correspondentes em áreas de conflito e ativistas políticos.

Sua bandeira:
" El deber del periodista es ir a donde esta el silencio!
Dar voz a quien ha sido olvidado, abandonado y golpeado."


Fazendo uma referência a citação da repórter americana Amy Gooldman, já elogiada por Noam Chomsky e Michael Moore. Amy mantém um programa de rádio e tv , chamado "Democracy Now!" e destacou-se como uma das maiores opositoras dos excessos cometidos pela adminstração Bush e pelas grandes Coorporações Financeiras.

Defendem o papel dos jornalistas e sua independência frente a verdade.

"Creemos firmemente que la independencia
de los periodistas es vital
para la sociedad y que el periodismo
es un servicio público a los ciudadanos
que no puede estar sometido
a intereses políticos o económicos. . .
"

Nele postam notícias, vídeos e fotografias inéditas, sem cortes e diretas do "front" , além de participarem de manisfestos em pról dos Direitos Humanos, e denunciarem abusos e "furos de reportagem" de primeira linha, como o publicado hoje, onde noticiam que :


"Israel esta orientando os seus militares e evitarem viajar à Espanha e a outros países,
por receio de serem detidos por crimes de guerra."


***

Vale a pena acompanhá-los,
realizam um trabalho digno, verdadeiro e acima de tudo esclarecedor,
daqueles difíceis de se encontrar nos dias de hoje,
onde 5 Agências de Notícias
dominam o que será divulgado ao mundo todo!

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Ano Novo Chinês


Segundo o horóscopo chinês 2009, será o ano do Boi.

Para os orientais ele começa hoje 26/01, então...

Feliz ano novo de novo!!!

Segundo o horóscopo chinês, 2009 será o ano do Boi. O Boi simboliza a prosperidade através da força e do trabalho duro. Sendo assim, as pessoas nascidas em 2009 serão seguras, calmas e pacientes, embora não aceitem a rotina e as convenções. Quem nasce no ano do Boi no horóscopo chinês é justo e um bom ouvinte, mas também é bastante teimoso e dificilmente muda de idéia a respeito de algo.

As previsões do horóscopo chinês para 2009 são de que este será um ano para trabalharmos duro para conseguir o que queremos. Também sentiremos o peso da responsabilidade. Apesar disso, em 2009 veremos o nosso trabalho dar resultado e obteremos sucesso com ele.

O ano do Boi favorece a disciplina. A maioria dos conflitos que irão ocorrer serão por falta de comunicação entre as partes. Por isso, procure ser paciente e saiba negociar com as pessoas. Além disso, é um bom ano para se dedicar à casa e às questões domésticas, organizando a sua vida.

Novo ciclo promete ser um período de privações

e de muito trabalho para recuperar o planeta de uma fase difícil,

ocasionada por condutas erradas dos povos.

Chegou o momento de reflexão e de trabalhar mais para o bem comum. Não adianta a ciência evoluir se os seres humanos não evoluem na mesma proporção.

No Japão, o clima é de contenção. Em 2009, o país sofrerá as conseqüências da má gestão dos Estados Unidos e da visão equivocada de Bush. Os Estados Unidos arrastaram o planeta para um precipício e, em 2009, o novo presidente tentará recuperar o país e o mundo.

O Ano do Boi é, geralmente, positivo, de progresso. Todavia, certas configurações astrais prejudicam, embora, pelo horóscopo ocidental, o domínio seja do Sol.

É um ano de muito trabalho!


Para ver seu signo e previsões:
http://www.nippo.com.br/2.semanal.horoscopo/horoscopo01.
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21/01/2009

A Era da Responsabilidade



Com um discurso forte e cheio de símbolos, tomou posse ontem em Washington, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos da América, Barack Hussein Obama.

Inaugurando a Era da Responsabilidade*, assume a presidencia da nação mais poderosa do mundo, com os maiores desafios da história recente: grande crise financeira; economia interna desestabilizada; guerras no Oriente Médio; desigualdades, epidemias e guerras civis da África - tão esperansoza como jamais esteve antes, dadas as raízes em comum com o grande novo líder; dentre muitos outros desafios...

Apelando à esperança e à responsabilidade de todos os cidadãos, enfatizando que a "América" continuará a ser o país mais próspero e poderoso da terra, criticando diretamente os que defendem a "o declínio do império americano", e mandando uma mensagem conciliadora ao mundo muçulmano "buscaremos um caminho baseado em interesse e respeito mútuos", discursou em frente a quase 2 milhões de pessoas, sendo a maioria afro descendentes, na gélida tarde de ontem. A cerimônia foi coberta pelos principais veículos de notícias do mundo e trasmitida aos quatro cantos com ares de grande show da democracia.

Hoje, em seu primeiro dia de trabalho, já anuncia a suspensão dos julgamentos da controversa prisão de Guantánamo em Cuba - Cumprindo Promessa de Campanha = Ponto pra ele!

Mas muita calma nessa hora, assim como sintetizou Fernando Canzian para a Folha de SP:

A posse de Obama só mostrou mais uma vez que o espírito humano não muda. É ingênuo e crédulo por natureza em qualquer "salvador da pátria"que se apresente com um verniz mais brilhante e cercado de boas intenções.

OK, Obama é jovem, sereno e inteligente --e substitui Bush, o que já é grande coisa.É também o primeiro negro a ocupar o cargo, e isso merece comemoração,especialmente da maioria negra (foi essa a impressão) que foi ao Washington Mall homenagea-lo.

Mas quando as expectativas são tão imensas, a decepção pode ser ainda maior.

Logo, devemos comemorar sim, comemorar que saímos dos mesmos, que algo novo se desenha e se desenha mais humano, comemorar o primeiro negro no poder de um dos países que mais sofreu de racismo e segregação racial.

Mas vangloriar a posse como "grande festa da democracia", alto lá!

Democracia são direitos iguais, oportunidades iguais, eleições limpas, direito a voz, a veto, de não intervenção, democracia é colocar-se no lugar do outro, ouvir o diferente, pensar o outro, pensar o todo...

Não podemos restringir a Democracia, grande mestra da nossa Era, à Obama Pop Shows...

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* Por definição "Era" é uma unidade de tempo, é um período,
Nos remete automaticamente à Eric Hobsbawn - Cujas principais obras são: a Era das Revoluções, a Era do Capital, a Era dos Impérios e a Era dos Extremos (século XX).

Hobsbawn é Historiador, inglês, marxista, considerado por muitos, um dos mais lúcidos pesquisadores da atualidade em atividade e reconhecimento internacional Seus livros, de leitura obrigatória para qualquer interessado na história do mundo contemporâneo, trazem de forma lúcida e de fácil compreensão dados, sínteses e conclusões de suas mais ricas análises acerca da história política, econômica e social dos últimos séculos.


Será a Era da Responsabilidade, citada por Obama,
o esboço do que virá a ser este início de século XXI????


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PS: Enquanto isso.... nosso amigo Bush despede-se em grande estilo - entrou tropeçando - no avião presidencial que o levaria ao seu merecido descanso em seu rancho no Texas...


Links:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u492535.shtml

http://www.elpais.com/articulo/internacional/Discurso/inaugural/presidente/Barack/Obama/espanol/elpepuint/20090120elpepuint_16/Tes
Graziele Saraiva
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