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05/08/2011
Crise alimentar na Somália

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11/07/2011
Sudão do Sul é o país mais novo e mais pobre do planeta
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| Após comemorar a independência, o Sudão do Sul terá de resolver a questão da fonteira com o norte |
com a opinião de especialistas,
Um dos maiores campos de refugiados do mundo, conta hoje com aproximadamente 80 mil pessoas. Os campos de refugiados sudaneses se multiplicaram dentro e fora do Sudão desde o início da violência em Darfur no oeste do país. Em função dos conflitos, tornou-se cada vez mais comum encontrar sudaneses refugiados no norte e no sul do país, bem como nos países vizinhos como Chade, Uganda, Quênia e Egito.
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| Campo de refugiados de Darfur no Chade |
O governo dos Estados Unidos também o considera genocídio, embora as Nações Unidas ainda não o tenham feito, pois a China, grande parceira comercial do governo sudanês, defende o país em todos os fóruns internacionais que abordam o tema. Algumas propostas de intervenção militar internacional realizadas na ONU não foram aprovadas por veto deste país.
Observação: O presidente al-Bashir hoje foi recebido com honras de chefe de Estado na China.
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08/04/2010
MINERAIS DE SANGUE EM NOSSOS COMPUTADORES E CELULARES
Por Sérgio Abranches (*)
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por meio da indústria de armas. Computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos podem ser parte de uma trágica conexão entre tecnologias avançadas e o sofrimento humano, o trabalho escravo e guerras intermináveis.
Parece exagerado?
Basta ler o relatório publicado em 2009 “Faced with a gun, what can you do? War and the militarisation of mining in eastern Congo” (“Diante de um revólver, fazer o quê? Guerra e a militarização da mineração no leste do Congo”) da ONG Global Witness. Ele nos conta sobre os “minerais da guerra” ou “minerais de sangue”, que são amplamente usados na indústria eletrônica. Matérias primas na cadeia de suprimentos dessas indústrias de alta tecnologia podem ser provenientes de várias partes das províncias de Kivu, onde grupos armados e o próprio exército congolês controlam o comércio de cassiterita (minério de estanho), ouro, columbita-tantalita, volframita (tungstênio) e outros minerais. O relatório documenta uma história bilionária de brutalidade, tirania e corrupção. Não é muito diferente do que a maioria de nós sabe sobre diamantes, depois de ter visto o filme “Diamantes de Sangue”, dirigido por Edward Zwick, com Leonardo Di Caprio, Djimon Hounsou, e Jennifer Connely, ou o documentário da National Geographic, Blood Diamond (Diamond of War).
Na sua luta mais ampla para conquistar poder econômico, político e militar, todas as facções guerreiras cometeram os mais horríveis abusos dos direitos humanos, incluindo matança generalizada de civis desarmados, estupros, tortura e pilhagem, recrutamento de soldados infantis para lutar em suas fileiras, e o deslocamento a força de centenas de milhares de pessoas. A atração das riquezas minerais do leste do Congo é um dos fatores que os incentiva. Quando esses minerais chegam a seus destinos finais – os mercados internacionais da Europa, Ásia e América do Norte – sua origem e o sofrimento causado por esse comércio já foram esquecidos há muito.
Esses minerais terminam dentro de produtos avançados de grandes companhias globais, relata a Global Witness: Muitos dos principais comptoirs – atacadistas baseados em Goma e Bukavu – compram, vendem e exportam minerais produzidos por esses grupos armados ou que os beneficiam. Eles incluem o Groupe Olive, Muyeye, MDM, Panju e outros. O fato de que esses comptoirs sejam licenciados oficialmente e tenham registro junto ao governo congolês serve de cobertura para a lavagem de minerais que estão financiando o conflito. Entre os clientes desses comptoirs estão companhias da Ásia e da Europa, como a Thailand Smelting and Refining Corporation (THAISARCO), a quinta maior produtora de estanho do mundo, propriedade da gigante dos metais britânica Amalgamated Metal Corporation (AMC); a britânica Afrimex; e várias companhias belgas como Trademet e Traxys. Essas empresas vendem minerais a uma gama de processadoras e manufaturas incluindo firmas da indústria eletrônica.
Agentes econômicos estão fazendo vista grossa para o impacto de suas atividades. Eles continuam a alegar ignorância sobre a origem de seus suprimentos e se escondem por trás de um amontoado de outras desculpas por não serem capazes de excluir minerais que alimentam a guerra de sua cadeia de suprimentos.
O relatório diz que a cassiterita (minério de estanho) é o mais importante dos minerais de sangue tanto em termos de quantidade, quanto de preço. Ela tem muitos usos como componente na produção de soldas, revestimento de estanho e ligas. Os usuários finais são as indústrias eletrônica e de latas de estanho. Soldas eletrônicas representaram mais de 44% de todo o estanho refinado em 2007. Em 2007 e 2008, diz a Global Witness, a assim chamada República Democrática do Congo respondeu por 5% da produção global de minério de estanho.
Os atacadistas – comptoirs – são, de acordo com a Global Witness, uma parte crítica nessa cadeia de suprimento e exportação de minerais, em um quadro de violência, exploração e degradação humana e ambiental.
“Nós todos acabamos comprando minerais que, de alguma forma, foram produzidos ilegalmente. Vocês não podem apenas nos pedir para parar. Não teríamos outra alternativa se não fechar”, um representante de comptoir disse à Global Witness.
A Global Witness escreveu para perto de 200 empresas, no mundo todo, perguntando sobre suas práticas de comércio na República Democrática do Congo.
O ITRI diz que a iTSCi representa “o primeiro teste de campo prático concebido para enfrentar as preocupações com os “minerais de conflito” daquela região e demandou comprometimento significativo e financiamento da ordem de US$ 600 mil para ser concebido e poder ser implementado”.
A Fase 2 consiste em um “teste piloto que começará a rastrear minerais e prover informação verificável sobre sua procedência de províncias minerais específicas no leste da RDC; algo que não era possível até agora”.
A iniciativa tem o apoio de um grupo de consumidores finais pesos pesados da indústria eletrônica, como Apple, Dell, HP, IBM, Intel, Lenovo, Microsoft, Motorola, Nokia, Nokia Siemens Networks, Philips, RIM, Sony, Telefônica, Western Digital e Xerox.
É uma atitude positiva e bem vinda, mas parece ainda uma resposta fraca para um problema tão brutal. A Global Witness reconhece que muitas empresas de mineração e de eletrônica – principalmente TI e celulares – têm políticas claras para sustentabilidade de suas cadeias de suprimento, mas os procedimentos de auditoria e verificação não são adequados à identificação do controle dos paramilitares sobre uma larga fatia do suprimento de minerais.
Um Grupo de Especialistas foi indicado pela ONU em 2004 para examinar a questão e, em 2008, divulgou um relatório recomendando que estados membros da ONU “tomassem medidas apropriadas para garantir que exportadores e consumidores de minerais congoleses sob sua jurisdição conduzissem auditorias e verificações em seus supridores e não aceitassem garantias verbais de compradores sobre a origem de seu produto”.
O plano do ITRI de rastrear minerais e prover informação verificável de procedência pode ser um instrumento importante para a certificação de origem na cadeia de suprimento. Casos similares de bens ilegais entrando no processo de produção de grandes empresas globalmente competitivas mostram que só os consumidores industriais finais têm o poder de impor o cumprimento de regras para limpeza da cadeia de suprimento. Daí a importância do envolvimento de empresas como Apple, Dell, HP, Microsoft, Xerox.
A situação não parece ter mudado muito desde que a Global Witness publicou seu relatório e o ITRI implementou a Fase 1 de seu projeto. Annie Dunnebacke, recém-chegada de uma viagem de campo de um mês ao Congo, relata que:
Por mais de uma década a riqueza mineral do país tem incentivado e fornecido base financeira para que o conflito no Congo continue. A não ser que o governo e doadores internacionais implementem uma estratégia abrangente que elimine de uma vez por todas os motores econômicos desse conflito, a população local continuará a sofrer e o futuro do país continuará ameaçado.
Emilie Serralta, também parte time de campo da Global Witness recém chegado do Congo, acrescenta que a capacidade dos ex-rebeldes de retirar renda das minas significa que eles podem se rearmar, se decidirem que a paz não lhes interessa mais. Esse é perigo particularmente agudo considerando a história dos ex-comandantes de reverter à rebelião quando não conseguem o que querem.
A Global Witness disse, em uma nota de imprensa recente, ter evidência de que companhias do leste do Congo e de Rwanda continuam comprando diretamente das minas militarizadas.
Algumas firmas da indústria se comprometeram no papel a adotar práticas de rastreamento mais preciso na cadeia de suprimento e de compras responsáveis, mas até agora, empresas comprando minerais do leste do Congo não saíram da retórica e não colocaram em prática medidas de auditoria e verificação que tenham credibilidade.
Annie Dunnebacke argumenta, nessa nota de imprensa, que não é suficiente as empresas se apoiarem em promessas ou guias preenchidas por seus supridores. Se as empresas querem evitar serem cúmplices no conflito armado e nos abusos de direitos humanos, têm que fazer investigações para descobrir exatamente de que minas os produtos estão saindo e quem está se beneficiando desse comércio. A informação sobre quem controla que minas é de conhecimento geral nas cidades mercantis do leste do Congo. As empresas comprando minerais das áreas militarizadas não podem alegar ignorância.
Leia a matéria original no link:
http://www.ecopolitica.com.br/
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13/05/2009
A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA
121 anos da Abolição
da Escravatura em terras brasileiras.
Da instauração do tráfico negreiro, até a abolição "definitiva" da escravatura foram escritas as mais tristes páginas de nossa história, largamente preenchidas de sangue, injustiça e hipocrisia.
Estatísticas:
- Calcula-se que para as Américas foram trazidos em torno de 12 a 13 milhões de africanos.
- Para as lavouras brasileiras, estima-se algo em torno de 3 a 4 milhões.
- 40% morriam no caminho, devido a efermidades e as péssimas condições de higiene e acomodação (acumulação) dos porões dos navios negreiros, sendo "dispensados" nas águas do Atlântico.
- Cerca de 5 a 10% dos escravos morriam no primeiro ano após a chegada devido as jornadas exaustivas e aos maus tratos sofridos.
Os grandes proprietários rurais (de terras e de escravos), os empresários e os políticos daquele tempo souberam sugar de todas as formas, o suor e a vida dos trabalhadores africanos e de seus descendentes, em nome dos mais "nobres" desejos de acumulação e expansão do capital, deixando uma incomensurável cicatriz, que permanece aberta e larga no seio da sociedade brasileira.
As lavouras de cana de açúcar, café, tabaco e algodão, não só do Brasil, mas também do Caribe, foram as responsáveis por uma verdadeira sangria na África:
- alimentando guerras internas
- abalando as estruturas organizacionais tradicionais
- destruindo reinos, tribos e clãs
- além da matança indicriminada de milhares de seus habitantes
- mas principalmente "atropelando" e desestabilizando o processo de desenvolvimento civilizatório do contintente que até hoje não conseguiu recuperar o ritmo e encontrar a sua vocação.
A libertação somente foi assinada em 1888, não por um ato de louvável bondade da princesa, e sim, por pressões externas (leia-se inglesas) e internas, que estavam tornando o modo de produção escravista brasileiro, uma pedra no sapato do Império Português. Internamente, a insatisfação com a medida, por parte dos proprietários rurais foram as maiores possíveis, mas por outro lado, satisfez a parcela da sociedade que há anos lutava por ela, e da qual participaram políticos e poetas, escravos, libertos, estudantes, jornalistas, advogados, intelectuais, empregados públicos e operários. Efetivamente a escravidão só foi abolida uns 30 anos depois da assinatura da lei.
Ainda hoje temos os resquícios destes três séculos de servidão forçada muito presentes em nosso cotidiano, e as questões que estão relacionados a este período permanecem carentes de vinculação direta e acima de tudo de responsabilidade:
- Seja na existência de trabalhadores escravos nos interiores do Brasil, que sustentam donos de terra, que assassinam agentes do Incra, missionários e defensores de indígenas e representantes de comunidades locais
- no Turismo Sexual
- na "dependência de empregada", presente em grande parte dos domícilios de média e alta renda, que nada mais representam do que "trazer a senzala pra dentro de casa"
- na discussão das cotas para afrodescendentes nas faculdades brasileiras
- no cercamento das favelas...
- Alguém duvida da dívida histórica que o mundo tem com África???
- E nós brasileiros, realmente abolimos a escravatura?
- Como agimos com relação as propostas de "reparação" aos afrodescendentes?
Para ler:
CASA GRANDE E SENZALA, escrito em 1933 obra máxima e clássico da nossa literatura, escrita por Gilberto Freire.
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11/05/2009
A EPIDEMIA DA QUAL NÃO SE FALA
Sem repercussão na mídia, a África Ocidental enfrenta há meses um dos piores surtos de meningite de sua história, com 1.900 mortos e mais de 56.000 casos declarados.
Não tem um problema de nomenclatura, nem desencadea hostilidades internacionais. Mesmo assim tem causado alertas sanitários no mundo. No entanto, desde os primeiros meses deste ano um grande epidemia de meningite (infecção que afeta as membranas que envolvem o sistema nervoso central) se extendeu por vários países da África. Para combate-la, os Médicos sem Fronteiras (MSF), com a colaboração de diversos Governos, tem posto em marcha uma das maiores campanhas de vacinação da história.
"Sempre há um risco epidemico nesta parte da África, mas este ano a infecção está muito agressiva. Desde 1996 não se havia visto uma tão forte na Nigéria, e se pode dizer o mesno do Niger e Chad", conta Miriam Alia, enfermeira dos MSF que esteve trabalhando nas últimas semanas em nove Estados do norte nigeriano.
O contágio atual é um dos mais graves das últimas décadas. Os ministérios de Saúde do Níger, Nigeria e Chad estão superados. A Organização Mundial de Saúde (OMS) esta alertando para o seu grau de letalidade. As cifras não são nenhum chuvisco. Hoje são mais de 1.900 mortos pela infecção. Enquanto que com 56.000 casos declarados, o surto se extende por três países, com alto risco de saltar aos demais vizinhos.
Desdobramento histórico
Os Governos locais e MSF tentam pará-lo e estão se molibizando com o maior desdobramento da história na região. Trabalhadores voluntários cooperam em distintas áreas e num ritmo vertiginoso. "Sem tratamento a metade dos infectados morre", alerta a enfermeira dos MSF. Pouco mais de dez anos atrás o pior flagelo de meningite que se recorda no contimente africano acabou com a vida de mais de 25.000 pessoas.
O alerta reside principalmente na falta de acesso as vacinas contra a enfermidade. A Nigéria obriga seus cidadãos a pagar pelo medicamenteo e a maioria dos infectados não tem condições financeiras para tal. E assim como a Nigéria, outros países vizinhos o fazem. Vacinar uma pessoa contra a meningite na África custa aproximadamente um euro. A ong tem chegado a cordo com as autoridades locais para oferecê-las gratuitamente.
"Com a vacina se evita que a pessoa adoeça de meningite, mas não se evita a trasmissão", recorda Olimpia de la Rosa, responsável técnica pelas emergências para MSF. De la Rosa explica que a atual vacina oferece imunidade só por três anos, mas que a partir de 2010 se poderá utilizar uma nova que se alargará por 10 anos. Mas até lá, este 2009 está desimando com uma das partes mais pobres da África.
"Este ano a transmissão foi muito rápida, chegando aos campos de refugiados de Darfur", afirma a responsavél técnica do MSF. A transmissão deste tipo de meningite bacteriana (meningocócica de tipo A) se reproduz de pessoa a pessoa pelo nariz e pela boca. E o ar seco, o pó e o vento irritam a garganta e portanto, explica De la Rosa, esta não atua como barreira. As condições de vida pouco saudáveis aumento o risco de tramissão e infecção.
Para limitar a propagação da epidemia, 270 grupos de MSF trabalham neste projeto de vacinação massiva. Os especialistas calculam que mais de sete milhões de pessoas tenham que recer urgentemente a injeção, aos menos nestes três países, que estão localizados no que vem sendo chamado "Cinturão da Meningite", uma área geográfica que abrange do Senegal até a Etiópia, e que circuscreve uma população de mais de 300 millões de pessoas.
Cada dia, cada uma das 270 equipes médicas chegam a vacinar uns 1.500 homens e mulheres com idades compreendidas entre dos 2 e 30 anos, a populaçã de maior risco. "Trabalhamos em centros sanitários, escolas, em casas particulares, inclusive em lugares religiosos (xamãs), em praças, em baixo de árvores". É um trabalho simples, mas essencial. É a única forma de deter a epidemia ali onde pouco se sabe o que vem acontecendo no México. A África só registrou um caso suspeito da gripe A, na cidade de Ceuta.
Aqui as preocupações são outras: são contra o relógio e sem descanso, para evitar que a conhecida meningite siga destruindo milhares de vidas.
Texto de Fernando Navarro para El País
Tradução e grifos Graziele Saraiva
- E COMO SEMPRE AS CRIANÇAS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS -
Links:
El País http://www.elpais.com/articulo/internacional/epidemia/habla/elpepuint/20090507elpepuint_3/Tes
Fotogaleria http://www.elpais.com/fotogaleria/Epidemia/meningitis/oeste/Africa/6448-1/elpgal/
Médicos Sem Fronteiras http://www.msf.org.br/noticia/msfNoticiasMostrar.asp?id=1026
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20/03/2009
O Papa na África

e o "saudoso" Papa Bento XVI, em visita à região, diz
que o uso de preservativos não é a solução na luta contra o vírus HIV...
a solução seria um
"despertar espiritual e humano"

ao da Peste Negra na Europa medieval.

http://www.lehigh2001.com/danielle/aids.aspx
Outras fontes:
EL Papa no quiere condones - BBC Mundo:
http://news.bbc.co.uk/hi/
En África, el Papa rechazó el uso del preservativo contra el SIDA - Clarin:
http://www.clarin.com/diario/
Informe de UNAIDS sobre la situación del VIH/SIDA en África Subsahariana:
http://www.unaids.org/es/
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12/02/2009
Racismo e Xenofobia na Europa

Fora a crise econômica que assola o mundo hoje, temos um histórico recente de fatores que também explicam este crescimento, que é a chamada "luta antiterrorista", da qual podemos extrair muitas das raízes desta intolerância implícitas nas diretrizes destas leis anti-terror. "A intensificação do clima de hostilidade" contra muçulmanos e o anti-semitismo são cada vez mais freqüentes em países como França e Alemanha.
O relatório anual da Comissão contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) revelou o crescimento do racismo e da xenofobia na Europa contra imigrantes, negros, ciganos, latinos, muçulmanos e judeus. Muitos são barrados em aeroportos, restaurantes, shoppings ou até mesmo abordados em parques públicos por serem considerados suspeitos devido à cor da pele ou por causa de seus costumes.

Em contraponto - a globalização - que nos propicia uma maior mobilidade em todos os sentidos, deveria desenhar no horizonte um grande momento de miscigenação, acima de tudo cultural, entre os povos, mas o que temos assistido são crescentes ondas de discriminação, intolerância e violência.
Muitos são os argumentos levantados por aqueles que defendem que seus países mantenham-se fechados aos imigrantes, preservando os direitos civis e os seus empregos. Esta visão conservadora e até mesmo retrógrada é refletida diretamente na escolha dos seus líderes políticos neste início de século XIX e na expansão da violência de grupos racistas e xenófagos. As campanhas "contra" e as leis de imigração se tornam cada vez mais duras na Europa.
Não é de agora que se explicitam no Velho Continente manifestações claras de preconceito, a existência de um grande número de adeptos aos movimentos , na sua maioria jovens e em geral violentos, como os nazi-fascistas e/ou neo-nazistas, exemplificam muito bem isso. A discriminação extrapola todos os limites. Casos de agressão e mortes também são freqüentes, como na Rússia, onde muitos estudantes vindos da África são linchados e mortos por grupos neonazistas.
O aumento da intolerância, seja ela racial, étnica, religiosa, política e até mesmo economica, tem crescido assustadoramente. Hoje os principais impactados na Europa são os imigrantes, sejam estes legais ou não. Representam de certa forma uma ameaça ao emprego do cidadão europeu e fomentados pelos discursos nacionalistas dos partidos de direita e extrema-direita, em crescente ascenção ao poder, colaboram ao argumento de restrição e até mesmo eliminação destes do seu convívio social.
Em geral, os imigrantes são acusados de serem os responsáveis pelo aumento do desemprego, da violência e dos gastos públicos: uma campanha fascistóide dos governos para justificar a crise do regime capitalista, jogando a culpa para os mais oprimidos.
Na França de Sarcozy agora é lei que os médicos e enfermeiros denunciem pacientes ilegais, atendidos e/ou hospitalizados, aos setores de imigração do Estado.
Na Itália de Berlusconi, dirigente com fortes traços fascistas, são crescentes as manifestações de "A Itália para os Italianos".
Na Espanha no último domingo naufragou a poucos metros da costa, uma embarcação que vinha da África, morreram à deriva 21 pessoas, 16 delas tinham entre 4 e 17 anos, até ontem nenhuma manchete de capa nos principais jornais espanhóis. Ignorar para melhor viver!*
Na Suíça, o partido ultra-consevador UDC, lançou a campanha "Para criar segurança" ... chute a ovelha negra pra fora! que lindo...

É deveras preocupante o clima negativo na opinião pública em relação às minorias, alimentado por setores da mídia e também pela utilização de argumentos racistas e xenófobos no discurso político.
O que esperar? Como resolver?
É necessário um debate lúcido entre todos, e que todas as violências praticadas contra os não-europeus, assim como aos não-estadunidenses, sejam explícitadas pela grande mídia de forma ao menos, balançar as consciências da opinião pública internacional frente a esta nova forma de bárbarie que estamos assitindo.
Tanto na Europa como nos EUA, os imigrantes e os trabalhadores negros e latinos representam a base de toda a força de trabalho, sendo a pilar fundamental de sustentação da economia. São estes imigrantes que se submetem àqueles empregos que um cidadão europeu ou norte-americano branco já não precisam e portanto não se submetem mais - em parte pelo baixo salário ou pela baixa qualificação do emprego.
Em que medida estas contribuem aos diferentes graus de preconceito no seio da sociedade civil?
Está na hora de os "ocidentais" reverem seus valores, repensarem suas atidudes, repensarem a escolha de seus representantes, afinal, o que disso tudo,
poderá ser positivo para as futuras gerações de europeus?????
* Escreveu a respeito Patricia Simón em http://periodistasenguerra.blogspot.com/
"Hoy deberíamos estar todos de luto. Hoy deberían cerrarse los comercios, apagar las televisiones y las radios, no cantar, no reir, no comer y, por supuesto, prohibido soñar. Hoy deberíamos no poder parar de llorar. Hoy, y casi cada día, nos debería dar vergüenza estar rodeados por un mar que está sirviendo de fosa común a Europa. Algún día, tendremos que pedir perdón ante los ojos de la historia y las generaciones venideras por haber sido artífices de un genocidio, el genocidio del continente africano al que, en su huida, nosotros no ponemos más que muros. Y qué bueno que tenemos un océano de por medio que nos hace el trabajo sucio sin tener que mancharnos las manos de sangre."
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06/01/2009
Condenado o algoz de Ruanda
O Genocídio de Ruanda, há pouquissímos anos atrás, praticamente ontem, foi iniciado devido ao confronto entre duas das principais etnias do país, os tutsis e os hutus.A ferida aberta no seio desta sociedade não cicatrizará tão cedo, para nao dizer - nunca, mas o fato de seus principais mentores serem julgados e condenados, é uma grande vitória para o país que vive hoje assolado pela miséria, epidemias e constante agitação político-étnica.
No fim de dezembro, o ex-coronel do Exército ruandês, Théoneste Bagosora, foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas para Ruanda. Ele foi considerado o mentor do genocídio que, em 1994, vitimou mais de 800 mil ruandeses da minoria tutsi, bem como aqueles da etnia hutu que não concordavam com o massacre. A matança de Ruanda é considerada o segundo pior genocídio do século XX, atrás apenas do Holocausto.
Instalado na Tanzânia, o tribunal foi constituído pela ONU em 2002 e, desde então, já decidiu por três dezenas de condenações e cinco absolvições. No julgamento, além de Bagosora, os ex-comandantes militares Anatole Nsegiyumva e Alloys Ntabakuze também foram condenados à prisão perpétua. Os três foram considerados culpados por liderar o comitê que planejou e coordenou a matança. Cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Bagosora, segundo a Promotoria, fundou a milícia Interahamwe, formada por extremistas hutus, que executou a maior parte dos assassínios.
O genocídio começou poucas horas após o atentado contra o então presidente hutu Juvenal Habyarimana, morto depois que o avião em que viajava foi derrubado. Muitos hutus consideraram os tutsis culpados pela morte de Habyarimana. Bagosora assumiu a chefia política e militar no país e organizou a matança, que duraria cerca de cem dias. Coordenou, entre outras ações, a distribuição das armas e facões usados no genocídio. O ex-coronel tem 67 anos e estava preso desde 1996, quando foi capturado em Camarões.
Para mais:
Assita:
Hotel Ruanda, um filme de 2004. Direção de Terry George.
Leia:
http://www.pime.org.br/mundoemissao/atualidadesafricamemorias.htm
http://www.adventistas.com/abril2004/clipping_ruanda.htm
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