Mostrando postagens com marcador ARGENTINA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ARGENTINA. Mostrar todas as postagens

24/10/2011

¡Fuerza Cristina!

Cristina Kirchner comemora reeleição na Argentina

Desde 2003 quando a política neoliberal jogou os argentinos no fundo no poço, esmagando a classe média e criando 25% de desemprego, o governos do casal Néstor (morto ano passado) e Cristina Kirchner, construíram consideráveis avanços no setor econômico, educacional, político, e social.

Em uma eleição sem surpresas, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, foi reeleita neste domingo com mais de 53% dos votos, a maior vitória eleitoral desde 1983, ano da redemocratização do país. O segundo colocado, o socialista Hemes Binner, governador da Província de Santa Fé, ficou mais de 37 pontos percentuais atrás de Cristina.

A presidenta reeleita comemorou a vitória com um discurso cheio de emoção e apelo popular, no qual pediu ao povo que "a acompanhe" e lembrou constantemente do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), que morreu há quase um ano, ainda que sem citar seu nome.
Cristina iniciou sua militância política na década de setenta

“Quero agradecer a alguém que já não pode me ligar mais, 
mas que é o grande fundador da vitória de hoje. 
Sem ele, sem sua coragem e valentia, sem as coisas que ele fez, 
talvez tivesse sido impossível chegar até aqui. 
Ele é o homem que transformou o país”, 
falou Cristina no Hotel Intercontinental, no centro da capital argentina, Buenos Aires. 
“Se digo que estou feliz, é mentira. Se digo que estou triste também é mentira”, 
acrescentou, emocionada.

04/07/2011

Acervo reúne visões sobre a Ditadura Argentina

MEMÓRIA ABIERTA
  
A ONG Memória Aberta, que coordena desde 1999 a ação de cinco organizações de direitos humanos, apresentou semana passada o projeto A Ditadura no Cinema: catálogo de filmes sobre a última ditadura, o terrorismo de estado e a transição democrática na Argentina.
  

Cena do drama 'Garage Olimpo' (Foto: Divulgação)

Catálogo La Dictadura en el Cine 
torna acessível informações sobre mais de 450 filmes 
que abordam o período militar do país

DENISE MOTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM MONTEVIDÉU 

Os laços invisíveis -ou nem tanto- que unem gêneros e temáticas tão diversos, como um documentário sobre futebol e uma ficção sobre uma criança que brinca em ser astronauta, são a base do catálogo on-line La Dictadura en el Cine.

Trata-se de um arquivo eletrônico lançado recentemente pela organização argentina Memoria Abierta e que tem por objetivo resgatar imagens, pensamentos e histórias fomentados pela ditadura do país em filmes.

É o caso de obras consagradas -caso de "Kamchatka" (2002), sobre o menino que enfrenta um redemoinho de forma lúdica- e outras apagadas por motivos políticos ou pelo tempo, como o documentário "Fútbol Argentino" (1990).

"O cinema é uma linguagem e um veículo de transmissão privilegiado porque recolhe elementos do trauma pessoal e social, do drama institucional e político que passam então a formar conteúdos da memória e da cultura coletiva de uma sociedade", afirma à Folha Patricia Tappatá de Valdez, diretora de Memoria Abierta.

"Os argentinos, para explicarmos a nós mesmos o que aconteceu, baseamos uma parte de nosso conhecimento dos fatos nesses filmes em que o material de época, a alegoria e a ficção se misturam, e assim nos oferecem perspectivas, versões e representações desse passado."

RARIDADES
O catálogo (http://www.memoriaabierta.org.ar/ladictaduraenelcine) traz alguns achados , como "Estoy Herido, Ataque!" (1977), que se considerava perdido para sempre, e "Murallas de la Libertad" (1978), nunca apresentado na Argentina.

O acervo, que levou um ano e meio para ser sistematizado, reúne e torna acessível ao público informações sobre mais de 450 filmes, rodados entre 1976 e 2011, que tocam direta ou indiretamente nos anos de chumbo da Argentina (1976-1983).

Desse total, 300 obras estão disponíveis em cópias para que sejam vistas na sede da organização, em Buenos Aires.
"É uma cifra altíssima, sobretudo se você levar em conta que, entre os filmes que nos faltam, há muitos que são simplesmente impossíveis de encontrar, realmente. Um arquivo como esse é inédito", comenta Liora Gomel, porta-voz da entidade.

As obras do acervo estão organizadas segundo um índice alfabético, outro cronológico e um terceiro, temático, em que se intercalam subgrupos das narrativas que abordam, como: "Crianças Roubadas", "Guerra das Malvinas" ou "Igreja Católica", Compromisso Social e Cumplicidades", entre vários outros enfoques.

Fundada há uma década, Memoria Abierta é um coletivo de entidades -como Mães da Praça de Maio e Fundação Memória Histórica e Social Argentina- que trabalham em prol da preservação da memória dos anos em que o país esteve mergulhado em um regime militar.

Fonte: Folha de São Paulo (02/07/2011)

01/03/2011

HIJOS: ARGENTINA JULGA VIDELA

Qdo vamos seguir o exemplo da ARGENTINA? 
"Um histórico julgamento foi iniciado ontem (28/02) contra o ex-ditador argentino Jorge Videla e outros ex-militares acusados de um plano sistemático de roubo e mudança de identidade de cerca de 500 bebês, filhos de desaparecidos, a maioria nascida em cativeiro nas prisões clandestinas".
 
Indicação de documentário: "H.I.J.O.S., EL ALMA EN DOS"
Direção de Carmen Guarini e Marcelo Céspedes. Argentina. 2002. 80 min. (legendas em inglês).
Documentário sobre o grupo H.I.J.O.S., criado por descendentes dos desaparecidos políticos para manter viva a memória e reinventar o legado dos seus pais.
 

28/10/2010

"GRACIAS NÉSTOR"


"Gracias Néstor. Pusiste una Argentina de pie, sos un verdadero patriota. 
Te vamos a extrañar mucho"

(um dos muitos cartazes levados por milhares de pessoas que desde ontem se aglomeram em torno da Casa Rosada, levando flores e lágrimas ao ex-presidente Kirchner). 

Governo de Néstor Kirchner (2003/07) tirou a Argentina do cemitério econômico onde fora enterrada pelo neoliberalismo de Menem e De la Rúa. A exemplo dos tucanos no Brasil, Menem privatizou amplamente o patrimonio publico argentino e terceirizou a própria moeda numa dolarização desastrosa. Ao deixar a Casa Rosada, em 1999, incluía em seu passivo uma taxa de desemprego de 20%, a classe média empobrecida, dívida externa explosiva e o parque fabril esfarelado pela farsa do 'peso forte', que tornou impossível competir com as importações. 

Empossado em 2003, Kirchner não hesitou: decretou a moratória da dívida externa, impondo aos credores uma renegociação com desconto de 75% -- a maior da história mundial. Vitorioso nesse braço de ferro, recompôs o poder aquisitivo da população e devolveu a auto-estima aos argentinos reduzindo a pobreza drasticamente e levando torturadores ao banco dos réus. 

Hoje, a Argentina desfruta novamente de crédito internacional e a economia projeta um crescimento de 9% em 2010. Sucedido pela esposa, Cristina Kirchner, Néstor era tido como favorito para as eleições presidenciais de 2011. Sua morte deixa à viúva e valente Cristina a incontornável missão de buscar um novo mandato para impedir a volta da direita ao poder.

02/05/2010

CONTRASTES

Enquanto na Espanha um juiz é acusado criminalmente por ter ousado investigar os crimes contra a humanidade, inesquecíveis e não amnistiá-veis do regime franquista;

Enquanto no Brasil o Supremo Tribunal Federal recusa a revisão da Lei de Amnistia de 1979, no sentido de permitir o julgamento dos torturadores da ditadura que governou o país entre 1964 e 1985;


Na Argentina o Supremo Tribunal de Justiça declarou inconstitucionais os indultos que o Governo de Carlos Menem concedeu ao ditador Carlos Videla e ao seu ministro de economia José Martinez de Hoz, por considerar imprescritíveis os delitos de lesa humanidade.


Igualmente na Bolívia a justiça está realizando diligências para investigar os crimes cometidos durante a ditadura de Luis Garcia Meza (1980-1991), tendo o Supremo Tribunal de Justiça deste país ordenado ontem às Forças Armadas a desclassificação dos arquivos secretos desse período para investigar o desaparecimento de várias pessoas.



04/10/2009

LA NEGRA SE FUE...

A primeira notícia deste domingo foi da morte da cantora argentina Mercedes Sosa... ela já não estava bem de saúde há um tempo, embora insistisse em continuar cantando. Ícone inconteste da música latino-americana, tornou-se porta voz de uma geração inconformada e expoente da "Nueva Canción", movimento musical dos anos 60, com raízes cubanas, africanas, andinas e espanholas, que deu o tom às canções de protesto, contra as desigualdades sociais e liberdades vigiadas.

La Negra, como era conhecida, foi uma militante ativa, durante os pesados anos da mais sangrenta de nossas ditaduras, a argentina, que perdurou de 1976 a 1983. Afirmou-se comunista até o fim, e suas letras foram o testemunho vivo da história de luta pela liberdade, contra os regimes totalitários na América Latina.
Em 1979 em um show em La Plata foram presos Mercedes, os músicos e o público, inciando um período de perseguição que a levou ao exílio em Madri nos anos seguintes.

Contava um querido professor uruguaio, que no show do Gigantinho em Porto Alegre, nos anos 80 - quando uma bomba de efeito moral foi detonada, ameaçando a não continuação do espetáculo - que as luzes do ginásio foram acesas, como uma forma de repreender a apresentação, e que tal ação acabara tendo efeito contrário, ao assumir o comando, La Negra disse que aquilo era ótimo pois assim se poderia identificar a "los ratos" mais claramente, referindo-se aos agentes infiltrados na platéia, e em seguida acalmou o público conduzindo-os em um coro entusiasmado e muito emocionado.

Eternizou "Gracias a La Vida" de Violeta Parra, e " sua voz iluminou alguns dos tempos mais escuros que a América Latina já experimentou", como bem colocou um jornalista da Zero Hora. Mas pra mim, a música que mais marcou, foi "Solo le pido a Dios," uma canção que sempre me remeteu a uma série e imagens, manifestações e um grande nó na garganta, e que agora ao procurar por ela no You tube, encontrei esse vídeo que traduz muito bem tudo o que o nosso mundo vem passando de meados dos anos 1970 pra cá.



Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacia y sola sin haber hecho lo suficiente.

Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Despues que una garra me araño esta suerte.

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.

Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede mas que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden facilmente.

Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.



27/04/2009

ELE, O ...




EGO:
Um pequeno argentino
que vive em todos nós!

Related Posts with Thumbnails