Mostrando postagens com marcador DIREITOS HUMANOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DIREITOS HUMANOS. Mostrar todas as postagens

20/06/2011

A Primavera Árabe e a Internet

 ONU declara que o acesso a Internet é um Direito Humano

Manifestantes anti Mubarak en la Plaza de la Liberación, Cairo. Enero, 2011 (AP Photo)
"Os governos e os poderosos tem medo da internet"
O alcance mundial da internet e sua capacidade de informar em tempo real,  mobiliza as populações gerando medo entre governos e poderosos.


Esta afirmação é Frank La Rue, relator especail da ONU para a Promoção e Proteção do Desenvolvimento da Liberdade de Opinião e Expressão. Este temor conduz ao aumento de restrições no uso da rede, mediante a introdução de complexas tecnologias para bloquear os conteúdos, controlar e identificar a ativistas e críticos, além da penalização de formas legítimas de expressão.

O jurista guatemalteco, La Rue, no início de junho apresentou seu informe ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), mencionando as técnicas de filtro de informação empregadas na China, mediante tecnologias que bloqueiam conteúdos com a menção a um só conceito por exemplo, “direitos humanos”.


O acesso aos conteúdos significa pluralidade e diversidade na recepção de informação através da Internet e também na difusão pela mesma via. Esse procedimento implica ausência total de censura, descreveu o especialista. Essa fortaleza da Internet e os levantes populares dos últimos meses no Oriente Médio e norte da  África, especialmente na  Tunizia y Egito, “atemorizando os políticos”. O relator defende que estes  levantes não foram “revoluções da Internet”, mas revoluções dos povos da Tunísia e Egito que usaram a internet. 


No entanto, as mudanças de estilos de governo e de desenvolvimento dependem das populações dos países, mas também fica claro que com a Internet elas contaram com meios mais rápidos para denunciar as violações aos direitos humanos, para enfrentar a impunidade e para divulgar ao mundo em tempo real o que estava acontecendo.

A Internet se converteu em um instrumento crucial para favorecer os direitos humanos e para facilitar a participação cidadã e, em conseqüência,  transforma-se em um fundamento da construção e fortalecimento da democracia. La Rue citou outra forma de censura: o uso do direito penal, como ocorre na Coréia do Sul, onde a legislação especializada tipifica a difamação como um delito com penas de até sete anos de prisão.

A função da Internet como meio para o exercício do direito a livre expressão somente pode perfeccionar-se se o Estado aplicar políticas para promover o acesso universal. Sem estes planos de ação, a Internet voltará a ser um instrumento tecnológico acessível apenas para certas elites, com lãs quais se perpetuará a brecha digital


Texto originalmente publicado em Periodismo Humano
Tradução e adaptação Graziele Saraiva


Para a Anistia Internacional:
Na Primavera Árabe a internet é faca de dois gumes. Uma vez que as redes socias que favoreceram os movimentos contra a ditadura nos países árabes podem ser usadas contra a população.

Facebook, Twitter e outras redes sociais desempenharam um papel considerável nos recentes movimentos contra a ditadura nos países árabes. Mas a internet também pode ser utilizada pelos líderes ameaçados para consolidar seu poder, afirmou recentemente a Anistia Internacional (AI). 

"Não há nenhuma dúvida de que as redes sociais tenham desempenhado um papel muito importante ao permitir que as pessoas se reúnam. Mas temos que ter sempre em mente que isso dá também, aos governos, a oportunidade de tomar medidas duras contra a população", afirmou o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty. A declaração coincide com a publicação do informe anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo.

"Os governos lutam para recuperar a iniciativa ou para utilizar essa tecnologia contra os militantes", afirma o documento. A organização internacional também advertiu que as empresas que fornecem acesso à internet, os operadores de telecomunicações e as redes sociais correm o risco de se tornar cúmplices dos regimes, se forem utilizadas para espiar as ações dos ativistas e militantes, cortar as redes de telefonia móvel ou bloquear o acesso à internet. "Não devem se tornar marionetes ou cúmplices de governos repressivos que desejam sufocar a liberdade de expressão e espiar seu povo.

Na China, onde as autoridades temem um contágio da Primavera Árabe, o controle da internet, que já era firme, foi reforçado. "É uma tentativa de prevenir uma revolta do estilo das do Oriente Médio. O governo estendeu a ofensiva contra os ativistas", adverte a Anistia. Mais de uma centena de ativistas, a maioria deles internautas ativos, desapareceram após um chamado lançado na rede em fevereiro convocando a população a se rebelar. Apesar do desenrolar "incerto" dos levantes em curso, a Anistia afirmou que a queda de ditadores e outras revoltas populares são motivo de otimismo para o futuro. "O gênio saiu da garrafa e as forças da repressão não podem voltar a prendê-lo", disse Salil Shetty.


17/05/2011

Dia Nacional de Luta Contra a Homofobia



“Ninguém nasce odiando outra pessoa 
pela cor de sua pele, 
por sua origem ou ainda por sua religião. 
Para odiar, as pessoas precisam aprender e, 
se podem aprender a odiar, 
podem ser ensinadas a amar.” 

Nelson Mandela 
 

NOTA PÚBLICA | 17 MAIO - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A HOMOFOBIA

Direitos Humanos.gov


No dia 17 de maio de 1990, há exatos 21 anos, a Organização Mundial de Saúde retirou oficialmente a homossexualidade do rol de doenças, reconhecendo que “a homossexualidade é um estado mental tão saudável quanto a heterossexualidade”. A data ficou marcada como o Dia Mundial de Luta contra a Homofobia, em que se comemoram as conquistas e se reforçam as lutas da população LGBT.

No dia 4 de junho de 2010, o Presidente Lula assinou decreto que instituiu a data como o Dia Nacional de Combate à Homofobia; tal decreto simboliza o compromisso do Estado Brasileiro com o enfrentamento da violência praticada contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

O Estado Brasileiro e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República  (SDH/PR) têm sido parceiros do movimento social na luta contra o preconceito, a discriminação e a violência que, infelizmente, ainda são praticados contra a população LGBT no Brasil. Para reforçar o diálogo com a sociedade civil, foi instalado, em março deste ano, o Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT, que tem por finalidade formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e a defesa dos direitos de LGBT. 

No período de 15 a 18 de dezembro de 2011, a SDH/PR realizaa 2ª Conferência Nacional LGBT, que terá como tema “Por um país livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT”. A conferência terá entre seus objetivos avaliar a implementação e execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, propondo estratégias para seu fortalecimento e diretrizes para a implementação de políticas públicas de erradicação da pobreza e combate à discriminação da população LGBT.

Diante desses compromissos, a SDH/PR promove em todo o território nacional a campanha “FAÇA DO BRASIL UM TERRITÓRIO LIVRE DA HOMOFOBIA”, divulgando o serviço do Disque Direitos Humanos (Disque 100), que recebe denúncias de violações praticadas contra LGBT em todo o país, 24 horas por dia.

Além disso, o Governo Brasileiro tem reconhecido os direitos de LGBT dentro da Administração Pública Federal, reconhecendo os direitos dos casais de mesmo sexo, hoje com o respaldo da decisão recente e louvável do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o direito ao nome social na Administração e no Sistema Único de Saúde.

Todas essas ações demonstram que o Governo Federal não será conivente com qualquer tipo de discriminação ou preconceito e demonstra também o compromisso do mesmo com o enfrentamento da homofobia, com o respeito a todos e todas, cidadãos e cidadãs, homens e mulheres, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

A celebração do Dia Nacional de Combate à Homofobia incentivaações que promovam o debate sobre a homofobia e o direito à livre orientação sexual e identidade de gênero, estimulando, assim, uma cultura de paz com respeito à diversidade e colaborará para que o Brasil torne se um Território Livre da Homofobia!


17/12/2010

Corte Interamericana diz que anistia não tem efeito jurídico e que crimes da ditadura devem ser punidos

A Corte Interamericana de Direitos Humanos notificou em 14 de dezembro o governo do Brasil, os representantes das vítimas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos a respeito da Sentença no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) versus Brasil. Em sua Sentença, o Tribunal concluiu que o Brasil é responsável pela desaparição forçada de 62 pessoas, ocorrida entre os anos de 1972 e 1974, na região conhecida como Araguaia.



No caso referido foi analisada, entre outras coisas, a compatibilidade da Lei de Anistia No. 6.683/79 com as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil à luz da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Com base no direito internacional e em sua jurisprudência constante, a Corte Interamericana concluiu que as disposições da Lei de Anistia que impedem a investigação e sanção de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a Convenção Americana e carecem de efeitos jurídicos, razão pela qual não podem continuar representando um obstáculo para a investigação dos fatos do caso, nem para a identificação e a punição dos responsáveis.

Além disso, a Corte Interamericana concluiu que o Brasil é responsável pela violação do direito à integridade pessoal de determinados familiares das vítimas, entre outras razões, em razão do sofrimento ocasionado pela falta de investigações efetivas para o esclarecimento dos fatos.

Adicionalmente, a Corte Interamericana concluiu que o Brasil é responsável pela violação do direito de acesso à informação, estabelecido no artigo 13 da Convenção Americana, pela negativa de dar acesso aos arquivos em poder do Estado com informação sobre esses fatos.

A Corte Interamericana reconheceu e valorou positivamente as numerosas iniciativas e medidas de reparação adotadas pelo Brasil e dispôs, entre outrasmedidas, que o Estado investigue penalmente os fatos do presente caso por meio da justiça ordinária. (As informações são do site da Corte Interamericana de Direitos Humanos*)



*Corte Interamericana de Derechos Humanos:
La Corte Interamericana de Derechos Humanos, con sede en San José Costa Rica, es una institución judicial autónoma de la Organización de los Estados Americanos cuyo objetivo es la aplicación e interpretación de la Convención Americana sobre Derechos Humanos y de otros tratados concernientes al mismo asunto y fue establecida en 1979.

Está formada por juristas de la más alta autoridad moral y reconocida competencia en materia de derechos humanos elegidos a título personal.

17/05/2010

CANCIÓN POR TIBET

Ngawang Choephel fue condenado por intentar grabar música popular de su país.

"China lleva seis décadas intentando hacer desaparecer las tradiciones tibetanas"

"Llegaron en los 50, eran unos extraterrestres y nos están lavando el cerebro"

Un grupo de refugiados tibetanos son fotografiados con instrumentos tradicionales a su llegada a Nueva Delhi (India), donde llegan huyendo de la invasión china. (Diciembre de 1950 / AP)

Ngawang Choephel nació en 1968 en el Tíbet. Con tan sólo dos años su familia se vio obligada a escapar a la India. Si algo le caracteriza es un silencio prácticamente infranqueable. Y tras él, una modestia en el trato que sólo puede ser fruto de la timidez más increíble o de las consecuencias de un largo periodo de internamiento en cárceles chinas. Lleva tiempo conseguir su confianza. El tiempo que se toma antes de comenzar a responder cada pregunta, el tono de voz – extremadamente bajo – o la lentitud con la que habla denotan la profunda reflexión – si bien nunca contaminada de inseguridad – que precede a cada una de sus palabras.

Ngawang creció como refugiado, escuchando canciones tibetanas y viendo danzar a los ancianos que le educaban como tibetano en la India. Con 25 años consiguió una beca Fullbright para estudiar etnografía y música en los Estados Unidos. Como paso previo a su objetivo real. Siempre quiso volver al Tíbet, cautivado por aquella música milenaria de su infancia y preocupado por la posibilidad de su desaparición.

En 1995, armado de una libreta, una grabadora y una cámara de video, Ngawang viajó finalmente de regreso a Tíbet con el único objetivo de grabar música tibetana para codificarla y tratar de evitar que el fallecimiento de los ancianos se llevase sus acordes a la tumba para siempre. Fue detenido. Gran parte de su material, confiscado. Condenado a 18 años de cárcel y acusado de espionaje, podría haberse podrido en un penal Chino si su madre no hubiera decidido permanecer durante casi tres años protestando ante la Embajada China en la India. Su ejemplo llegaría a oídos de las organizaciones de Derechos Humanos y finalmente la presión ejercida por Amnistía Internacional consiguió que, tras siete años en las poco confortables prisiones comunistas, Ngawang fuese puesto en libertad en 2002.

PREGUNTA: Decide viajar desde Estados Unidos al Tíbet ¿con qué intención?

NGWANG CHOEPHEL: No era consciente de la situación real que se vive en el Tíbet. Sólo sabía lo que había leído en los libros y en los relatos de mi madre y de los ancianos del campo del refugiados. Como refugiado uno aprende a no pertenecer a ningún lugar. Contra eso decidí emprender un doble viaje. Por un lado, científico, con el objetivo de contribuir a recuperar la música de mi pueblo, ya que en la universidad en la que estudiaba no había archivos de música tibetana pero sí cientos de ejemplos de música china y por otro de comprender mi identidad y conocer el lugar de donde venían los ancianos que me educaron. Tenía dos años cuando abandoné Tíbet. Necesitaba regresar.

P: ¿Por qué hablar del Tíbet a través de la música y no directamente desde la política?

N.G.: La música es parte de la identidad cultural de un pueblo. Quizás mucho más que su ideología política. Se trata de un mensaje universal y compartido. La música, al mismo tiempo, se convierte en política y se suma al activismo ya que puede ser utilizada para intervenir sobre la realidad, agrupar a las personas y transmitir mensajes de manera colectiva, incidir en su mentalidad, impactando sobre individuos que se fusionan y se convierten en grupo ante la música. Es muy fácil de entender.

Ngawang muestra en diferentes momentos de su documental Tibet in song la imagen más cruda de la colonización cultural china sobre el Tïbet. Un ejemplo. Mañana de mercado en Lhasa. Horas y horas de altavoces que atruenan las calles con himnos del Partido Comunista. Karaokes en los que se cantan himnos del Partido Comunista. Compañías de música chinas que giran por los pueblos disfrazados de tibetanos, modificando antiguas melodías locales y con letras en chino mandarín que elogian la modernización desarrollada por el Partido Comunista ante el estupor de los ancianos, a los que la policía prohibe cantar y bailar en público en su propio idioma.


P: ¿Cómo describiría la realidad con la que se encontró?

N.G.: El gobierno chino no diferencia entre política, religión o música. Cualquier manifestación de la cultura tibetana es reprimida. Pero inmediatamente entendí que, pese a todo, los chinos aún no han logrado destruir totalmente la identidad y la cultura tibetanas. Especialmente en las áreas nómadas, aunque es cierto que quizás las ciudades estén prácticamente perdidas. Todavía no lo han logrado, pero puede quedar poco tiempo. No han logrado cambiar el alma de las personas, aunque hayan ocupado la tierra. En Tíbet continúan cantando la canción para ordeñar a una vaca, la canción para beber y la canción para hacer la mantequilla. Los tibetanos cantan desde que se levantan hasta que se acuestan. Tres tibetanos se juntan y comienzan a cantar y a bailar. Si la policía les ve, inmediatamente les dispersa. Cuando no les detiene.

No han logrado cambiar el alma de las personas, aunque hayan ocupado la tierra

P: ¿Es posible salvar la cultura tibetana o es ya demasiado tarde?

N.G.: En España, por ejemplo, sabéis lo que había y lo que se ha perdido. Al menos tenéis archivos de vuestra herencia cultural. El problema es que a nosotros nos faltan esos archivos, que sólo son transmitidos de persona a persona. Es probable que en una sola generación nuestra cultura desaparezca. En el marco de la globalización cultural estamos asistiendo a una homogeneización progresiva de las manifestaciones culturales. En el caso chino, se suma una destrucción estratégica, científica y cuidadosamente planeada de nuestra identidad, de todo lo que suene a tibetano, desde la religión hasta la comida o la pintura y por supuesto la música y la danza. La ideología comunista china, pretendidamente positivista y objetiva, ha etiquetado la cultura tibetana como caduca y conservadora, religiosa y feudal, condenándola a la desaparición. Cuando China nos invadió en 1950 la modernidad era como un extraterrestre para los tibetanos y ese extraterrestre llegó con un lavado de cerebro. Cuando vieron que la propaganda no era suficiente, pasaron directamente al uso de la fuerza y últimamente han descubierto que la economía es incluso más fuerte que la propaganda política y la fuerza. Si no somos capaces de detener esta tendencia, tras nuestra generación la cultura tibetana podría desaparecer.

P: Se acusa a los tibetanos de resistirse a la modernización que China ha llevado al Tíbet en forma de universidades, trenes, escuelas…

N.G: El discurso de la modernización que se nos aplica tanto a tibetanos como a uigures es totalmente equivocado. Ese sistema va a quebrar ya que se basa exclusivamente en tecnología y capitalismo. La música y la cultura son mucho más humanos que el crecimiento económico y el desarrollo material sin límites, que terminan por uniformarnos para que compremos y produzcamos objetos de consumo inmediato, incluida la música moderna. Si no defendemos nuestras tradiciones como pueblos, dejaremos de existir. No podemos ser otra cosa que lo que hemos sido durante miles y miles de años. El modelo de progreso chino simplemente, nos destruye para transformarnos en otras personas, que sirvan a sus intereses políticos y económicos.

P: Entonces, según su punto de vista ¿medio siglo de colonización no ha llevado ningún avance al Tíbet?

N.G.: El Tíbet moderno es conveniente para la vida diaria. Es más fácil ir a una escuela, es más fácil tener cosas materiales. Pero se pierde el idioma tibetano para sustituirlo por el chino mandarín y se pierde el nomadismo, por ejemplo, para vivir hacinados en cajones de cemento. No puede definirse avance material como modernización y mucho menos como progreso. Ya que no necesariamente significa una mejora en la calidad de vida del ser humano. Las hambrunas en el Tíbet, como en la Rusia estalinista, fueron provocadas por los cambios de modelo productivo impuestas por los comunistas y no porque fuéramos un territorio pobre. Poseer un bien no tiene porque significar ser más feliz. La posibilidad de ver a un médico a cambio de dejar de ser tibetano no es modernizar el Tíbet, es destruirlo.

China ha descubierto que la economía es incluso más fuerte que la propaganda política y la fuerza

P. ¿Cual es tu punto de vista respecto a la vinculación entre religión y política?, ¿No crees que se puede acusar al Dalai Lama de defender un sistema teocrático de sociedad?

N.G.: No hay nada malo en ser religioso. Muchos pueblos del mundo viven su religión con libertad y no se utiliza la religiosidad para humillarlos ni despreciarlos como se hace con los tibetanos. El budismo no es sólo una religión, es un sistema cultural complejo y completo que nadie nos ha impuesto desde el exterior, que ha nacido de nosotros mismos. Religión y cultura en nuestro caso son indisociables. Con la consecuencia, por ejemplo, de ser una de las naciones más pacíficas de este mundo violento en el que vivimos. Nosotros no humillamos ni reprimimos ni exportamos por la fuerza nuestro modelo a nadie. La nuestra es una religión basada en la no-violencia más sofisticada.

P. ¿Es la causa tibetana una causa perdida?

N.G.: Necesitamos generar un movimiento nuevo. Nos hemos estancado, no tenemos ningún plan alternativo. Tenemos al Dalai Lama como líder único y lamentablemente es un anciano. Si él falta, no hay alternativa. Los últimos 50 años de nuestra causa no han generado el más mínimo avance real. Es hora, por tanto, de cambiar de estrategia. En nuestro caso será muy difícil para China justificar una represión como la aplicada contra los uigures. Necesitamos que la protesta despierte de nuevo a través de nuestro ejercicio de la noviolencia y que sea firme, continuada y diaria para que cuando sea inevitable el cambio de liderazgo, éste no dependa de una sola persona. En tibetano lo llamamos “qunlum”, “la fuente de la que nace el movimiento y aquello con lo que se sostiene”. Existe la fuente para el movimiento, nos falta como sostenerlo. La situación es crítica y la represión es brutal. No puedes limitarte a gritar “Libertad para el Tíbet” sino estás dispuesto a convertirlo en acción política organizada.

Monjes budistas tibetanos tocan instrumentos tradicionales en una ceremonia religiosa en Lhasa, en 1988 (AP Photo/Kathy Wilhelm)

Tíbet, seis décadas de ocupación china

Tíbet se extiende sobre un territorio de superficie equivalente a las de Alemania, Francia y España juntas. China lo invadió en 1949. En una década, seis mil monasterios budistas fueron destruidos y 1.200.000 tibetanos (sobre una población total de seis millones) fueron asesinados. La tradición y la cultura tibetana fueron -y son- perseguidas por el gobierno chino. Más de cien mil tibetanos siguieron en 1959 al Dalai Lama a su exilio. En la actualidad son 130.000 los que viven como refugiados en Dharamsala, al norte de la India.

Después de medio siglo de colonización de un territorio en el que no vivían chinos en 1959, los ocho millones de colonos desplazados a la región por el régimen de Pekín constituyen hoy en día la mayoría de la población, frente a los seis millones de tibetanos originarios. La imposición del idioma, la discriminación laboral y educativa, las violaciones constantes de los derechos humanos o la destrucción medioambiental, con el establecimiento de vertederos nucleares dentro del territorio muestran -en el Tíbet- características comunes con la situación del pueblo Uigur a la que ya hemos hecho referencia en periodismohumano.

China trata de asimilar política y culturalmente a las minorías que viven bajo su control a través de políticas que las organizaciones de derechos humanos condenan continuamente. Ambas nacionalidades, Uigur y Tibetana han sido definidas como “Regiones Autónomas” dentro de China, representando en su conjunto más de una cuarta parte del territorio controlado por el Partido Comunista. No obstante, destacados representantes de ambos grupos rechazan este modelo de integración en el Estado, al mismo tiempo que las califican de ”acuerdos sobre el papel más pensados para aliviar la presión exterior que para garantizar la supervivencia de ambas identidades”. Ni Rebiya Kader, líder del Congreso Mundial Uigur, ni Ngawang Choepel, músico tibetano se muerden la lengua al utilizar la expresión “genocidio cultural” para definir la política china en sus regiones de origen.

Fonte: http://periodismohumano.com/culturas/cancion-por-tibet.html

26/01/2009

Periodistas en Guerra

.

"En época de mentiras, contar la verdad

se convierte en un acto revolucionario"

(George Orwell)



Nada mais oportuno, dadas as atuais circunstâncias:
- Internet ajuda a furar bloqueio midiático imposto por Israel
- Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, mas isso não vem impedindo que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundo.


Em meio ao alvoroço noticialesco causado pela invasão em Gaza e na busca de fontes alternativas de informação, que não a imprensa oficial, leia-se Reuters, Associated Press, BBC`s e companhias limitadas... Muito naveguei por blogs, sites oficiais de Organizações Não Governamentais, como Cruz Vermelha, Anistia Internacional e o próprio site da Onu, dentre outros vários , além óbvio, de páginas de mídia alternativa daqui e de fora... muitas descobertas boas, dentre elas os "Periodistas en Guerra".

O blog http://periodistasenguerra.blogspot.com/ é formado por um grupo de jornalistas espanhóis, a maioria correspondentes em áreas de conflito e ativistas políticos.

Sua bandeira:
" El deber del periodista es ir a donde esta el silencio!
Dar voz a quien ha sido olvidado, abandonado y golpeado."


Fazendo uma referência a citação da repórter americana Amy Gooldman, já elogiada por Noam Chomsky e Michael Moore. Amy mantém um programa de rádio e tv , chamado "Democracy Now!" e destacou-se como uma das maiores opositoras dos excessos cometidos pela adminstração Bush e pelas grandes Coorporações Financeiras.

Defendem o papel dos jornalistas e sua independência frente a verdade.

"Creemos firmemente que la independencia
de los periodistas es vital
para la sociedad y que el periodismo
es un servicio público a los ciudadanos
que no puede estar sometido
a intereses políticos o económicos. . .
"

Nele postam notícias, vídeos e fotografias inéditas, sem cortes e diretas do "front" , além de participarem de manisfestos em pról dos Direitos Humanos, e denunciarem abusos e "furos de reportagem" de primeira linha, como o publicado hoje, onde noticiam que :


"Israel esta orientando os seus militares e evitarem viajar à Espanha e a outros países,
por receio de serem detidos por crimes de guerra."


***

Vale a pena acompanhá-los,
realizam um trabalho digno, verdadeiro e acima de tudo esclarecedor,
daqueles difíceis de se encontrar nos dias de hoje,
onde 5 Agências de Notícias
dominam o que será divulgado ao mundo todo!

.
.

08/01/2009

GAZA



Limpeza Étnica?!!!!!


Muitas são as evidências que nos levam a crer que Israel esta praticando uma espécie de "Limpeza Étnica" na Faixa de Gaza, abaixo alguns exemplos pertinentes a esta alegação:





Ataques iniciam entre festividades de final de ano!
Querendo ou não, grande parte da população mundial manteve-se alheia ao início dos conflitos por estarem entre festas de natal e ano novo, logo, a opinião pública não teve grandes mobilizações até término das mesmas. Nesta primeira semana sim, tiveram vultosas manifestações públicas, principalmente na Europa Ocidental e em países do Oriente Médio.

A superioridade bélica do Estado de Israel delineia a desigualdade do conflito!
O exército israelense explicitamente financiado pelas forças armadas estadunidenses, possuem armamentos de primeira linha, tecnologicamente muito mais avançados dos que os mísseis, grande parte de fabricação caseira, usados pelos militantes do Hamas.
Esta desproporcionalidade de combate aliada às práticas violentas , irracionais e , acima de tudo, desiguais de seu exército, caracterizam Terrorismo de Estado.

Baixas incomparáveis, 13 x 800!
Em pouco mais de 15 dias de início do conflito, o número de baixas para os dois lados reflete a diferença de parâmetros. Até ontem, apenas 13 mortos do lado israelense, sendo apenas 5 civis, e do lado palestino, mais de 800, sendo a maioria civis e mais de 257 crianças. Inclusive, numa manifestação estúpida de estratégia militar, bombardearam no ultimo dia 6/01 uma escola gerida pela ONU.

Israel dificulta e impede entrada de Ajuda Humanitária!
De tão absurda a notícia, fica difícil de crer numa solução a curto prazo, nem a médio e que não morram as esperanças, de que ocorra em um longo.
No início da semana foi negociado uma trégua diária de 3 horas! Dia 08/01 por exemplo, o cessar-fogo durou pouco mais de 15 minutos, e um caminhão da ONU que transportava ajuda humanitária foi atacado por soldados israelenses, o motorista morreu.
Nestas três horas a população palestina residente na faixa de Gaza tem de se deslocar, alguns, por vários km para ter acesso a alimentos, água, medicamentos e socorro médico. Fala-se na criação de um corredor humanitário. 75% da região esta sem energia elétrica e os hospitais não tem condições de atender a quantidade de feridos, configurando uma situação de clara crise humanitária.

Vazio de Poder!
Todos sabemos da ineficiência de George W. Bush frente aos conflitos internacionais, ainda mais quando relacionados ao seu principal aliado no Oriente Médio, Israel. Dificilmente se manifestam com relação aos conflitos sempre existentes na região, ao não ser quando envolvem, reservas petrolíferas, como temos assistido nos últimos anos. Não seria agora, em seu momento de retirada, que iria se envolver neste enorme abacaxi!
Obama, por sua vez, diz que somente se manifestará oficialmente após sua posse, no próximo dia 20/01, mas e até lá?
Por mais que a União Européia, liderada pelo presidente francês Sarcozy, tente mediar o conflito, parecem não ter forças diplomáticas suficientes para conseguir qualquer acordo.
Ou seja, quase nada acontece.... caracterizando um vazio de poder.

Infelizmente, o desenrolar dos acontecimentos nos afasta de um fim próximo.


PS: Hugo Chavez expulsou esta semana o Embaixador Israelense da Venezuela, alegando que seu país não servirá de base a representantes de Estados Genocídas, afirmando estar "ao lado da vida, do respeito à soberania dos povos e da justiça."
Dá-le!!!

Graziele Saraiva

Segue texto publicado pela Cruz Vermelha:
Gaza: acesso aos feridos continua sendo prioridade

Depois de quase duas semanas de combates ininterruptos, continua difícil obter acesso aos feridos e esta a prioridade na Faixa de Gaza. As organizações humanitárias devem poder realizar suas atividades com segurança.

Ontem, 6 de janeiro, o CICV teve de abandonar várias tentativas de transportar gêneros médicos aos hospitais devido ao combate, ainda assim o CICV tentou conseguir realizar passagens seguras. O CICV também tentou escoltar cinco ambulâncias da Sociedade Crescente Vermelho da Palestina, que recolheriam pessoas seriamente feridas, ao sul da Faixa de Gaza, mas não foi possível fazê-lo por conta do constante combate.

As autoridades israelenses anunciaram que um corredor humanitário será aberto e eles pararão os ataques por três horas por dia para ajudar as organizações humanitárias a realizarem seus trabalhos. "É um passo importante", disse Pierre Wettach, chefe da delegação em Israel e Territórios Palestinos Ocupados. "Agora temos que ver se isso de fato funciona – e para que isso aconteça, é preciso que ambas as partes envolvidas neste conflito respeitem. No entanto, o que precisamos agora é de um acordo de segurança permanente que permita que as ambulâncias recolham os feridos em toda a Faixa de Gaza. Além disso, os caminhões com gêneros humanitários de necessidade urgente precisam chegar a hospitais, abrigos e outras instalações".

A criação de corredores humanitários não modificará em nada o fato de que os civis que vivem afastados deles também precisam ter acesso a assistência humanitária e cuidados médicos sempre. Além disso, as ambulâncias, os técnicos de manutenção dos serviços básicos, como eletricidade e redes de água, e trabalhadores humanitários devem ter permissão para realizar seus trabalhos de salvamento por toda a Faixa de Gaza.

O CICV continuará a pressionar por uma coordenação eficiente que permita rapidez, passagens seguras para as ambulâncias para o recolhimento de feridos, entrega de gêneros médicos e também para conseguir passagens seguras para os técnicos que tentam consertar com urgência as linhas de energia ou sistemas de fornecimento de água que foram danificados pelos bombardeios.

O CICV se chocou ao saber do ataque israelense ao um abrigo para deslocados da AATNU em Jabaliya na terça-feira, causando um grande número de mortos e feridos. "Também havíamos direcionado famílias que buscavam segurança para esse abrigo", disse Pierre Wettach. "Esse é um incidente muito grave que mostra que as pessoas não podem ter certeza de encontrar segurança em nenhum lugar nesse momento. A AATNU pediu uma investigação internacional independente desse incidente e reiteramos que as partes envolvidas devem fazer o possível para poupar as vidas dos civis".

http://www.icrc.org/web/por/sitepor0.nsf/html/palestine-update-060109



06/01/2009

Condenado o algoz de Ruanda


O Genocídio de Ruanda, há pouquissímos anos atrás, praticamente ontem, foi iniciado devido ao confronto entre duas das principais etnias do país, os tutsis e os hutus.

Para os ruandeses: "O Mundo é o culpado pelo Massacre", ao permití-lo em 1994, e sem fazer a menor questão de recordá-lo quando das manifestações pelos seus 10 anos. E estão cobertos de razão, a maioria dos ocidentais mal sabe de sua ocorrência.

A ferida aberta no seio desta sociedade não cicatrizará tão cedo, para nao dizer - nunca, mas o fato de seus principais mentores serem julgados e condenados, é uma grande vitória para o país que vive hoje assolado pela miséria, epidemias e constante agitação político-étnica.

No fim de dezembro, o ex-coronel do Exército ruandês, Théoneste Bagosora, foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas para Ruanda. Ele foi considerado o mentor do genocídio que, em 1994, vitimou mais de 800 mil ruandeses da minoria tutsi, bem como aqueles da etnia hutu que não concordavam com o massacre. A matança de Ruanda é considerada o segundo pior genocídio do século XX, atrás apenas do Holocausto.

Instalado na Tanzânia, o tribunal foi constituído pela ONU em 2002 e, desde então, já decidiu por três dezenas de condenações e cinco absolvições. No julgamento, além de Bagosora, os ex-comandantes militares Anatole Nsegiyumva e Alloys Ntabakuze também foram condenados à prisão perpétua. Os três foram considerados culpados por liderar o comitê que planejou e coordenou a matança. Cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Bagosora, segundo a Promotoria, fundou a milícia Interahamwe, formada por extremistas hutus, que executou a maior parte dos assassínios.

O genocídio começou poucas horas após o atentado contra o então presidente hutu Juvenal Habyarimana, morto depois que o avião em que viajava foi derrubado. Muitos hutus consideraram os tutsis culpados pela morte de Habyarimana. Bagosora assumiu a chefia política e militar no país e organizou a matança, que duraria cerca de cem dias. Coordenou, entre outras ações, a distribuição das armas e facões usados no genocídio. O ex-coronel tem 67 anos e estava preso desde 1996, quando foi capturado em Camarões.
Graziele Saraiva

Para mais:
Assita:
Hotel Ruanda, um filme de 2004. Direção de Terry George.
Leia:
http://www.pime.org.br/mundoemissao/atualidadesafricamemorias.htm
http://www.adventistas.com/abril2004/clipping_ruanda.htm
Related Posts with Thumbnails