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05/06/2011

Remixofagia - Alegorias de uma revolução

...revolução cultural provocada pela internet. 

  1. Direito à comunicação como parte fundamental da cidadania.
  2. Construção de um mundo melhor, sustentável e solidário.
  3. Postura construtiva e pacífica com uma visão positiva de futuro.
  4. Uso prioritário de tecnologias livres (softwares, aplicativos, ferramentas).
  5. Prática de padrões abertos de desenvolvimento.
  6. Adesão às licenças abertas que permitem a livre reprodução, reutilização e circulação dos conteúdos produzidos (creative commons ou copyleft).

“Tecnologia é algo que vive dentro dos seres humanos e suas culturas. Existe uma força independente que vive dentro da cultura, e a cultura expressa essa força, e essa força expressa cultura. Elas são como o Yin e o Yang, em sua relação todo o tempo”.

A manifestação do desejo e necessidade do ser humano tornar-se mais próximo, resultando na unidade, que revela então o verdadeiro “poder”, não centralizado, dividido igualmente para todas as pessoas. E assim, uma nova cultura começa a se expressar novamente…. Ciclos  e movimentos do Yin e do Yang, por assim dizer.

31/03/2011

Para que não se Esqueça, Para que Nunca mais aconteça


Há 47 anos o Brasil era tirado do povo e passava para as mãos de militares. Militares como Bolsonaro, preconceituosos, racistas e homofóbicos. Neste dia 31 de março, não dá pra esquecer aquele ano de 64 e os que se sucederam enquanto existia a ditadura militar.


MEMÓRIAS REVELADAS

03/11/2010

Abaixo a xenofobia e o racismo!


 Poucos países no mundo passaram 
pela rica interação de diferentes raças e
etnias tanto quanto o Brasil. 


*** Nossa riqueza cultural consiste nisso *** 


Imagem: OPERÁRIOS de Tarsila do Amaral em sua considerada "fase social", ao retornar da URSS em 1933.

01/11/2010

A VIDA FOI EM FRENTE... E VOCÊ SIMPLESMENTE NÃO VIU QUE FICOU PRA TRÁS


O resultado das Eleições Presidenciais deste domingo mostraram que o maior adversário de Lula, e agora de Dilma, continua sendo a velha mídia conservadora do Brasil. Aquela mesma que apoiou a Ditadura, elegeu o Collor, e tão bem defendeu e se aliou ao neoliberalismo de FHC, e que foi responsável pelo Segundo Turno em 2006 e agora em 2010.

A vitória de Dilma Roussef é um recado da sociedade às forças conservadoras que tentaram, e continuaram tentando, transformar as ações do governo à mera política assistencialista, continuaram mascarando a realidade dos fatos, negando a visibilidade e respeito que o país vem conquistando no cenário internacional. E que se sentem ameaçadas por verem seus arraigados privilégios, darem lugar a uma nova divisão social.

Além de Dilma, e do povo brasileiro, um específico segmento saiu vitorioso deste processo, a mídia alternativa, jornalistas, estudantes, professores, intelectuais em geral  que através de seus blogs, sites, revistas, manifestos, conseguiram sobressair ao senso comum, denunciando as manobras da chamada mídia golpista, desmistificando concepções erroneamente criadas, denúncias infundadas e dados manipulados.
 

Você é o que você consome, come, lê e assiste!
Não há dúvidas de que você é composto daquilo que se nutre. 
Se você só lê revistas de moda e assiste novelas, pouco terá acrescentar ao debate político. 
Se você só dá audiência aos programas jornalísticos da TV Globo, é bem provável que sintonize com as posições ideológicas que estes propagam, e considere o Arnaldo Jabor o suprasumo da inteligência debochada.
O mesmo vale para os leitores ávidos e defensores de uma ligação mais estreira Brasil-Estados Unidos que identificam no Diogo Mainardi uma espécie de guru da política brasileira.

____________________________

A VIDA FOI EM FRENTE... 
E VOCÊ SIMPLESMENTE NÃO VIU QUE FICOU 
PRA TRÁS
_______________________________

E cai no samba, fui comemorar a vitória histórica, que teve oposição até do Vaticano (argh), num barzinho clássico de samba em Copacabana/RJ.

O BIP BIP, reduto do samba carioca, inaugurado no dia do AI 5, período maximo da ditadura militar brasileira, trazendo um pouco de cor para um dos dias mais sombrios da nossa história. E ali se manteve firme, criando uma especie de núcleo da resistência do samba e da esquerda na cidade maravilhosa. 

Alfredinho, o dono do Bar, de cara as vezes amarrada, mas de um coração que nem cabe nele de tão grande, discursou para o seu público mais fiel, e acostumado a sua intensa oratória. Lembrou a trajetória do Partido que ajudou a construir, que subia o morro com seus panfletinhos de xerox, e que eram vistos na zona sul do Rio de Janeiro, como bandidos. E hoje esta no Poder, ajudando a transformar este país, e a integrar seus irmãos sul-americanos numa consoante de esperança e mudança. 

Emocionou e arrepiou a todos. Valeu a noite, e recompensou toda essa exaustiva campanha eleitoral, da qual poderemos ter a confiança e tranquilidade de que de janeiro em diante, teremos a continuidade de um projeto político pensando para todos brasileiros, não mais voltado a uma classe economicamente dominante e que ocupava praticamente todas as vagas das universidades federais desse país, perpetuando a diferença social, e a exclusão ainda tão enraizada como normal nas mentalidades da classe média e alta de nossa sociedade.

Parabéns Dilma!

25/10/2010

Às favas a verdade factual


Mino Carta 25 de outubro de 2010 às 8:56h


 Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção


Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.

Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.

Por exemplo: eu me chamo Mino e neste momento batuco na minha Olivetti. Esta é a verdade factual. Quatro meses depois da reportagem de CartaCapital sobre o célebre caso, a Polícia Federal desvenda o fruto das suas investigações. Coincide com as nossas informações. O sigilo não foi quebrado pela turma da Dilma, e sim por um repórter de O Estado de Minas, acionado porque o deputado Marcelo Itagiba estaria levantando informações contra Aécio Neves.

Nesta edição, voltamos a expor, com maiores detalhes, a verdade factual. E a mídia nativa? Desfralda impavidamente a verdade ficcional. Conta aquilo que gostaria que fosse e não é. Descreve, entre o ridículo e o delírio, uma realidade inexistente, porque nela Dilma leva a pior, como se a própria candidata petista fosse personagem de ficção. Estamos diante de um faz de conta romanesco, capaz talvez de enganar prezados leitores bem-postos na vida, tomados por medos grotescos e frequentemente movidos a ódio de classe.

Ao sabor do entrecho literário, pretende-se a todo custo que o repórter Amaury Ribeiro Jr. tenha trabalhado a mando de Dilma. Desde a quarta 20, a Folha de S.Paulo partiu para a denúncia com uma manchete de primeira página digna do anúncio da guerra atômica. Ao longo do dia, via UOL, teve de retocá-la até engatar a marcha à ré. 

Deu-se que a Polícia Federal entrasse em cena para confirmar com absoluta precisão os dados do inquérito e para excluir a ligação entre o repórter e a campanha petista.

O recorde em matéria de brutal entrega à veia ficcional cabe, de todo modo, à manchete de primeira página de O Globo de quinta 21, obra-prima de fantasia ou de hipocrisia, de imaginação desvairada ou de desfaçatez. Não custa muito esforço constatar que o jornal da família Marinho acusa a PF de trabalhar a favor de Dilma, com o pronto, inescapável endosso do Estadão. Texto da primeira página soletra que, segundo “investigação da PF, partiu da campanha de Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista”. Aqui a acusação se agrava: de acordo com o jornalão, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem coube apresentar à mídia os resultados do inquérito, é mentiroso.

Seria este jornalismo? Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições brasileiras pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área da comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra.

A fidelidade canina à verdade factual é, a meu ver, o primeiro requisito da prática do jornalismo honesto. Escrevia Hannah Arendt: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”. Este final, “porque é”, há de ser entendido como o registro indelével, gravado para sempre na teia misteriosa do tempo. A verdade factual é.

Dulcis in fundo: na festa da premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil, noite de segunda 18, o presidente Lula contou os dias que o separam da hora de abandonar o cargo e deixou a plateia de prontidão para as palavras e o tom do seu tempo livre pós-Presidência. Não mais “comedido”, como convém ao primeiro mandatário. E palavras e tom vai usá-los em CartaCapital. Apresento o novo, futuro colunista: Luiz Inácio Lula da Silva.

Por enquanto, ao presidente e à sua candidata não faltou na festa o apoio de dois qualificadíssimos representantes do empresariado. Roberto Setubal falou em nome dos seus pares. Abilio Diniz, de certa forma a representar também os consumidores, em levas crescentes na qualidade de novos incluídos.

A mídia nativa não deu eco, obviamente, a estes pronunciamentos muito significativos.


Mino Carta
Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br
http://www.cartacapital.com.br/

02/09/2010

Serra em novo papel na campanha, a vítima

Oposição a Lula virou amizade, quase amor

Maria Inês Nassif, no Valor Econômico 02/09/2010


Sem bater em Lula, o marketing de Serra tenta transformá-lo em vítima de Dilma
Em 1989, Fernando Collor de Mello, ex-governador do Estado mais pobre da Federação, Alagoas, assumiu um discurso ofensivo – no sentido também de ofender -, selecionou uma série de desaforos destinados a abalar um governo caindo de impopularidade e partidos em crise, e definiu bordões para causar pânico em torno do candidato de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal concorrente. Collor venceu atirando para todos os lados. Levou junto um partido que inventou antes das eleições, o PRN, que morreu junto com o seu curto reinado.
A eleição de Collor foi a consagração do marketing político como arma eleitoral. Os alvos do candidato eram escolhidos em pesquisas qualitativas, que definiam os inimigos a combater para alcançar popularidade e as fragilidades do principal concorrente. Pegou um país saído do massacre ideológico do discurso anticomunista da ditadura e que vivia uma hiperinflação. Atacou o governo José Sarney pela incompetência administrativa e Lula pelo temor da classe média. Além do horário eleitoral gratuito, tinha o apoio de uma mídia que estava sem candidatos, sofria com a hiperinflação e preferia que o PT ficasse longe do poder.
Foi o início e o auge da influência do marketing político. E o marketing foi tão eficiente porque não brigou com os fatos: o governo era impopular mesmo e seu candidato não subia nas pesquisas; a classe média e as elites tinham medo real de Lula, eram maleáveis a um discurso moralista e de direita e faziam a cabeça dos de baixo. O PMDB, o grande partido do momento, vivia a crise do governo José Sarney e a compartimentação dos interesses de seus líderes regionais e abandonou aos lobos o seu candidato a presidente, Ulysses Guimarães.
Os marqueteiros de Collor trabalharam em terreno fértil – e sua agressividade foi guindada à condição de ira divina. Um impeachment e quatro eleições depois, todavia, a eficiência desse modelo é questionável. Simplesmente porque vai contra a realidade.
Em 2006, nas eleições pós-mensalão, a oposição tentou reeditar o discurso de Collor. Os alvos eram um governo que os partidos adversários consideravam acabado e um partido, o PT, que tinha por decadente. Na cabeça dos partidos oposicionistas, Lula era um Collor pré-impeachment ou um José Sarney em final de mandato: estava condenado a deixar o poder. O modelo do discurso agressivo, beirando as bravatas machistas do Collor presidente, foi o escolhido para derrubar Lula – ou pelo impeachment, em 2005, ou pelo voto, em 2006. Um senador, no plenário, chegou a ameaçar bater em Lula.
O erro de avaliação foi fatal para a oposição. A popularidade de Lula nas pesquisas subiu rapidamente após a ofensiva dos partidos oposicionistas no Congresso. Em 2006, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, chegou a ter mais votos no primeiro do que no segundo turno. A avaliação da oposição, sobre a qual o discurso político foi construído, não levou em conta mudanças que estavam se produzindo no país. Os programas de transferência de renda, em especial o Bolsa Família, despiram as classes média e alta do papel de mediadores de voto das classes menos favorecidas. Lula tinha um patrimônio eleitoral próprio. A agressividade do discurso da oposição, em vez de desgastar o presidente que disputava a reeleição, vitimizou-o. Produziu solidariedade, em vez de provocar aversão.
Da vitória de Lula em 2006 para cá, o modelo Collor de marketing político teria que ter passado por grandes mudanças. Elas foram apenas cosméticas. O marketing de Serra, nos primeiros dias de propaganda eleitoral gratuita, optou por não comprar briga com Lula e não negar a sua popularidade. O problema é que o discurso soou falso. Desde 2005, a oposição aparece na mídia em confronto radical com o presidente que agora é tratado com condescendência, quase amor. No último round eleitoral, Serra tem se apegado às quebras de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. As acusações recaem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e sobre o seu partido, e não sobre o chefe de um governo cuja Receita Federal deixou vazar sigilos.
Enquanto o marketing de Dilma a une a Lula, o de Serra tenta separá-los. Os índices de pesquisa acabam mostrando que a eficiência do marketing é tão maior quanto mais próxima da realidade. As estratégias de campanha de Dilma deslizam numa realidade em que o eleitor tende à continuidade, gosta do presidente e incorporou naturalmente o trabalho de identificação feito entre a candidata e o seu padrinho. As estratégias eleitorais de Serra nadam contra a corrente de um eleitorado majoritariamente governista e da identificação da ex-ministra com o governo que é amplamente aprovado pela população.
A saída de Serra é tentar ser, ele próprio, a vítima. A algoz tem que ser Dilma, porque Lula não tem colado nesse papel. Como a prancha de Serra está contra a onda, no entanto, o marketing teria que conseguir uma sintonia muito fina. É tênue a separação entre uma acusação – a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo – e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.

26/04/2010

A DÉCADA DE OURO DE LUIZ INÁCIO

*Juremir Machado Da Silva

Publicado no Jornal Correio do Povo de 18/04/10

Continuo ouvindo os críticos do presidente Luiz Inácio vociferarem contra ele. Ainda dizem que não passa de um quase analfabeto. Só falam do mensalão. Sonham com as eleições.

Lamentam que a população desinformada se deixe manipular por políticas “populistas”. Pobre massa, incapaz de se proteger do lulismo. Sem dúvida, o povo não sabe o que faz!

Dados da Fundação Getúlio Vargas, publicados pela Folha de S. Paulo, mostram que esta primeira década do século XXI é um estouro.

Ainda temos 30 milhões de miseráveis – pessoas vivendo com menos de R$ 137 por mês, mas seriam 50 milhões sem as políticas sociais do metalúrgico que tomou o poder na lábia e no voto.

A proporção de miseráveis caiu 43%. Que horror! Nunca na história deste país dos últimos 15 anos o poder de compra das famílias esteve tão alto.

É um problema. Dá engarrafamento em supermercado.

O pessoal come demais. Alguns, simplesmente comem. Ficam obesos.

Esse povo, como se vê, é besta.

Onde se viu continuar apoiando um presidente que lhe melhora a vida.

“Foi uma “pequena grande década”, diz Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-Rio, para a Folha de S. Paulo, jornal que não morre de amores pelo PT. “E a melhora na renda hoje é muito mais sustentável, pois está apoiada mais na renda do trabalho”.

Deviam mandar prender uma cara que conta isso. Onde já se viu provar que o Brasil vai bem com Luiz Inácio?

A matéria da Folha diz mais: “Na média da década, a renda do trabalho explicaria 67% da redução da desigualdade. O Bolsa Família, cerca de 17%; os gastos previdenciários, 15,7%.

Desde 2003 foram criados 12,2 milhões de empregos formais”. Que barbaridade!

O principal vem do aumento da renda do trabalho e não das criticadas políticas assistencialistas.

A renda cresce 5,3% ao ano. Esse crescimento é de 7,3% no nordeste. Será que é por isso que Luiz Inácio tem injustificados 83% de apoio por lá?

Um dado da Folha é acachapante: “Em 2003, um salário mínimo comprava pouco mais de uma cesta básica. Hoje, paga 2,2 cestas”. Simplesmente mais do que dobrou.

Com uma situação dessas, a tarefa dos opositores de Dilma é simples: convencer a população que dar continuidade a essa política pode ser muito ruim para todos. Uma missão, bem se vê, absolutamente simples.

Luiz Inácio está completando uma década de ouro para os mais pobres.

Coisa de quem não sabe o que faz.

O economista Ricardo Paes de Barros lamenta que esse crescimento é “mais pró-pobre”. Um erro grave! Mais uma razão para os pobres se rebelarem.

19/04/2010

TODO DIA É DIA DE ÍNDIO

Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, estimava-se que havia por aqui cerca de 6 milhões de índios. Havia em torno de 1.300 línguas indígenas. Atualmente existem apenas 180. O pior é que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes têm menos de 200 pessoas.

Passados os tempos de matança, escravismo e catequização forçada, atualmente há cerca de 600.000 índios no Brasil. Nos anos 50, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes.

Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país. A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas no interior de 650 Terras Indígenas, de norte a sul do território nacional.

De encontro a isto, mais uma vez recomendo o Documentário “O POVO BRASILEIRO” baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro, a primeira parte, MATRIZ TUPI, é dividida em três capítulos e vale muito a pena assistir.


É mais do que necessário fazermos o resgate da nossa história e acima de tudo nos orgulharmos em ter uma matriz tão rica, e ao mesmo tempo diferente da européia que nos acostumamos a incorporar. Nossa herança indígena nos remete à Terra, à Natureza, ao Respeito à Coletividade, ao Amor ao Próximo. Princípios de Solidariedade e Sociabilidade tão esquecidos nestes tempos de Deus Mercado.




Falar, hoje, em povos indígenas no Brasil significa reconhecer, basicamente, seis coisas:

  • Nestas terras colonizadas por portugueses, onde viria a se formar um país chamado Brasil, já havia populações humanas que ocupavam territórios específicos;
  • Não sabemos exatamente de onde vieram; dizemos que são "originárias" ou "nativas" porque estavam por aqui antes da ocupação européia;
  • Certos grupos de pessoas que vivem atualmente no território brasileiro estão historicamente vinculados a esses primeiros povos;
  • Os índios que estão hoje no Brasil têm uma longa história, que começou a se diferenciar daquela da civilização ocidental ainda na chamada "pré-história" (com fluxos migratórios do "Velho Mundo" para a América ocorridos há dezenas de milhares de anos); a história "deles" voltou a se aproximar da "nossa" há cerca de, apenas, 500 anos (com a chegada dos portugueses);
  • Como todo grupo humano, os povos indígenas têm culturas que resultam da história de relações que se dão entre os próprios homens e entre estes e o meio ambiente; uma história que, no seu caso, foi (e continua sendo) drasticamente alterada pela realidade da colonização;
  • A divisão territorial em países (Brasil, Venezuela, Bolívia etc.) não coincide, necessariamente, com a ocupação indígena do espaço; em muitos casos, os povos que hoje vivem em uma região de fronteiras internacionais já ocupavam essa área antes da criação das divisões entre os países; é por isso que faz mais sentido dizer povos indígenas no Brasil do que do Brasil.


Dica de site sobre os Povos Indígenas Brasileiros: http://pib.socioambiental.org/pt



15/03/2010

AS VEZES A ÚNICA COISA VERDADEIRA EM UM JORNAL É A DATA

Por Ayrton Centeno

Como Luis Fernando Veríssimo, 73 anos, arruma tempo para tanto trabalho não se sabe. O que se sabe é que são mais de 70 livros. E sem contar as antologias! Há de tudo: romances, novelas, quadrinhos, contos, crônicas, guias turísticos e até poesia. No final de 2009, chegou às livrarias Os Espiões, sua obra mais recente.No entanto, sua tarefa mais pesada não é essa, mas a de alimentar diariamente colunas nos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora. Autor de uma frase cáustica sobre a imprensa – “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data” – o saxofonista, cronista, romancista, quadrinista, contista e novelista fala aqui sobre mídia, governo Lula, sua situação entre os chamados formadores de opinião, decadência dos diários tradicionais, e-books, elites e eleições.

Brasília Confidencial – Hoje, no Brasil, a mídia enxerga um país totalmente diferente daquele que a maioria da população vê. Enquanto a grande imprensa, pessimista, trabalha sobre uma paleta de escândalos, a população, otimista, toca a sua vida de modo mais tranquilo. Que país o Sr. vê?

Luís Fernando Veríssimo – A imprensa cumpre o seu papel fiscalizador, mas não há duvida que, com algumas exceções, antipatiza com o Lula e com o PT. Acho que os historiadores do futuro terão dificuldade em entender o contraste entre essa quase-unânime reprovação do Lula pela grande imprensa e sua também descomunal aprovação popular. O que vai se desgastar com isto é a idéia da grande imprensa como formadora de opinião.

BC – A grande imprensa enaltece a diversidade de opiniões, mas, curiosamente, os principais jornais do Brasil têm a mesma opinião sobre os mesmos assuntos. Este pensamento único não compromete uma pluralidade de opiniões que a mídia costuma defender quando não está olhando para si própria?

LFV – O irônico é que hoje existem menos alternativas à imprensa “oficial” do que existia nos tempos da censura. Mas as alternativas existem, e o tal pensamento único não é imposto, mas decorre de uma identificação dos grandes grupos jornalísticos do país com alguns princípios, como o da economia de mercado, o governo mínimo, etc.

BC – O senhor defende na sua coluna a reforma agrária e questiona a criminalização dos movimentos sociais. Não se sente muito solitário na mídia tratando desses temas?

LFV – Meus palpites não são muito consequentes. Acho que me toleram como a um parente excêntrico.

BC– Todas as pesquisas indicam a queda da circulação dos grandes diários dentro e fora do Brasil. Com uma longa trajetória no jornalismo, como percebe esta queda persistente, que expressa também o afastamento de uma geração do hábito de ler jornais? E como acompanha o trânsito de boa parte do público para a internet?

LFV – Quem é viciado em jornal e revista como eu só pode lamentar que a era da letrinha impressa esteja chegando ao fim, como anunciam. Mas este é um preconceito como qualquer outro. Mesmo mudando o veículo ainda existirá o texto, e um autor. Vou começar a me preocupar quando o próprio computador começar a escrever.

BC – Atribui-se a um advogado famoso, dono de clientela de altíssimo poder aquisitivo, uma reação irada ao saber que seu cliente endinheirado fora preso: “O que é isso? No Brasil só vão presos os três Ps: preto, puta e pobre!”, reagiu indignado. Estamos no século 21, mas as elites parecem continuar no 19. Acredita que vá ver isto mudar?

LFV – As nossas elites não mudaram muito desde D. João VI. Vamos lhes dar mais um pouco de tempo.

BC – A atual política externa do Brasil, mais independente, colabora de alguma maneira para mudar este comportamento?

LFV – A política externa independente é uma das coisas positivas deste governo. Embora o pragmatismo excessivo possa levar a uma tolerância desnecessária com bandidos, às vezes.

BC – O escritor argentino Jorge Luís Borges dizia que a única notícia realmente nova em toda a sua vida foi a chegada do homem à Lua. O resto já tinha acontecido antes de uma ou outra forma. O que o surpreendeu, além disso? Borges tinha razão?

LFV – O sistema GPS. Finalmente, uma voz vinda do alto para guiar os nossos passos.

BC – Em que trabalha no momento ou pretende trabalhar? De outra parte, o que acha dos e-books?

LFV – Acabei de lançar um romance, chamado Os Espiões. Não tenho outro romance planejado no momento. Devem sair um livro para público juvenil, um de quadrinhos e um sobre futebol este ano, mas não sei bem quando. Quanto aos e-books, só vou aceitar quando tiverem cheiro de livro.

BC – Teremos eleições em 2010 e o governo Lula opera na proposta de um pleito plebiscitário – Nós x Eles – contrapondo os oito anos do PT contra os oito anos do PSDB. Se fosse fazer esta comparação o que diria?

LFV – De certo modo, este governo continuou o outro. E vou votar para que o próximo continue este.

Entrevista publicada em 08/03/2010
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/

01/09/2009

O ataque covarde da IstoÉ à Venezuela



Na edição desta semana, a revista IstoÉ, famosa por suas capas sensacionalistas e reportagens difamatórias, aprontou mais uma das suas. No artigo “O lobista de Chávez”, ela desferiu um ataque covarde contra o jornalista Carlos Alberto de Almeida, reconhecido por sua militância internacionalista e por seu compromisso com a ética jornalística. Descaradamente marcarthista, o texto insufla a perseguição política: “Jornalista brasileiro trabalha no Senado, mas faz hora extra para defender os interesses da Venezuela”. Nela, o senador tucano Álvaro Dias aparece pregando a apuração sobre a “dupla militância do funcionário”. Só falta pedir a sua demissão!

Para a revista, que nunca escondeu o seu ódio à revolução bolivariana, Beto Almeida seria um inimigo da “liberdade de expressão” por defender as medidas de Hugo Chávez contra a ditadura midiática. A fonte principal da IstoÉ é Sociedade Interamericana de Prensa (SIP), a máfia dos barões da mídia que não tolera qualquer restrição legal à “libertinagem de imprensa”. O texto também desfere duro ataque à Telesur, “a emissora criada para se contrapor à rede americana CNN na América Latina”. Beto Almeida é membro do seu conselho diretivo, “seguindo à risca a cartilha do caudilho venezuelano”, esbraveja a revista.


Temores da mídia colonizada
Na prática, o rancoroso artigo visa atingir o presidente Hugo Chávez, num momento em que o parlamento brasileiro discute a adesão da Venezuela ao Mercosul. Ele também procura evitar o fortalecimento da Telesur, que já agrega vários países do continente e realiza o contraponto à mídia colonizada pelos EUA. A IstoÉ chega a alertar os reacionários de plantão. “Até agora, a emissora funciona de forma precária, quase na informalidade. Mas, aos poucos, Beto avança no lobby pelos ideais bolivarianos. Já emplacou, por exemplo, a programação da Telesur na grade do Canal Comunitário de Brasil, a ‘TV Cidade Livre’, da qual é presidente. E está costurando um convênio entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Telesur”.

No seu reacionarismo inconsistente e leviano, a IstoÉ joga farpas para todos os lados. Ataca o governo de Roberto Requião (PMDB), que retransmite a Telesur na TVE do Paraná, e critica a militância de Beto Almeida em defesa do “repasse das verbas públicas para emissoras públicas e comunitárias”. De forma marota, ela aproveita o episódio para se contrapor à 1ª Conferência Nacional de Comunicação. A revista não tolera a diversidade e pluralidade informativas e rejeita qualquer ação que vise enfrentar a concentração e a manipulação midiáticas. Para ela, a militância de Beto Almeida é incompatível “com os princípios da liberdade de expressão”.


“IstoÉ Daniel Dantas”
A publicação semanal da Editora Três já é bem conhecida por seu jornalismo sensacionalista e mercenário, sempre na busca insana por aumento de tiragem e de lucros. Em fevereiro passado, no texto intitulado “Stédile, o intocável”, ela procurou justificar a repressão às 270 famílias de sem-terras acampadas numa fazenda em Eldorado da Carajás (PA), adquirida ilegalmente pelo Grupo Opportunity, controlado pelo mega-especulador Daniel Dantas. A agressão ao líder do MST teve como objetivo criminalizar a luta pela reforma agrária e defender o banqueiro.

Na ocasião, o MST respondeu a altura no texto intitulado “IstoÉ Daniel Dantas”. Lembrou que a revista “atua como títere dos poderosos, ao passo que se distancia do compromisso com a sociedade e a ética jornalística”. Destacou que ela faz o papel de advogado do bandido e que evita noticiar as sujeiras de Daniel Dantas, “preso em julho passado durante a operação da Polícia Federal por prática de crimes financeiros e de desvio de verbas públicas”. E ironizou: “Resta saber se o conteúdo da reportagem é fruto de um trabalho investigativo competente ou se deve ao curioso fato de que a IstoÉ é publicada pela Editora Três, que por sua vez também é controlada pelo banqueiro Daniel Dantas. Desde 2007, ele possui 51% das ações da editora”.

17/07/2009

AH QUE ISSO, ELAS ESTÃO DESCONTROLADAS!

Roberto Vinicius/ Agência Free Lance

Embora a boa e velha ZERO HORA - jormal de maior circulação do Rio Grande do Sul, braço da RBS-TV (a Regional da Rede Globo) - que deveria ser a porta-voz da opinião pública do estado epicentro da crise governamental da tucana, não tenha noticiado em primeira página o "piti" da Governadora Yeda Crusius, a Folha de São Paulo o fez, com foto digna de virar post.


Com legenda e tudo:
"UM DIA DE FÚRIA"
Em casa com o neto João Guilherme e a filha Tarsila, a governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) discute com servidores e professores que pediam seu impeachment

03/06/2009

FORA YEDA


Entre aqueles que acreditam haver casos de corrupção no governo gaúcho, 70% defendem o impeachment da tucana. De acordo com a pesquisa, a administração de Yeda é avaliada como ruim ou péssima por 51%. É a maior reprovação a um governador já registrada pelo Datafolha.




07/05/2009

ISSO É BRASIL

De doer:
"Estou me lixando para a opinião pública.
Até porque parte dela não acredita no
que vocês escrevem. Vocês batem,

mas a gente se reelege."
Sérgio Moraes
deputado federal (PTB-RS), relator do processo contra Edmar Moreira, falando a jornalistas sobre a possibilidade de uma má repercussão caso Moreira seja absolvido.

É Sérgio, nosso queridão amigo Collor que o diga...A real:
"Há uma clara criminalização da pobreza.
A maior parte das vítimas é pobre,
moradora de favelas e negra."

Tamara Melo
da ONG Justiça Global, sobre denúncias que responsabilizam o governo pela violência praticada contra a população, em especial a mais pobre.

Fonte: http://www.folha.uol.com.br/

02/03/2009

"Ditabranda" ... fala sério ...

...
A Folha saúda a ditadura!

Publicado por Ceso Marcondes na Carta Capital 26/02

Já se passaram nove dias do editorial da Folha de S.Paulo que criou o termo “ditabranda” para caracterizar a ditadura militar que aterrorizou o País a partir de 1964. Mas a polêmica não morreu, apesar do Carnaval. Hoje mesmo, dia 26, os respeitabilíssimos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides se insurgem na seção de cartas dos leitores do jornal. Ambos protestaram dia 20 passado no mesmo espaço diante da “criação” do editor do jornal. Agora, repudiam a resposta que obtiveram da Redação.

Para quem não viu, a Folha lhes respondeu simplesmente o seguinte: “Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua "indignação" é obviamente cínica e mentirosa”.

Ou seja, o caldo entornou de vez. Se no Editorial do dia 17, o “ditabranda” apareceu de passagem, só “uma lembrança”, em um texto que criticava o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, naquela Nota da Redação, não só o jornal reiterou sua criação, como destratou duas das figuras mais respeitadas da universidade brasileira. São eles cínicos e mentirosos em sua indignação, disse a Folha, extrapolando todos os limites da boa conduta jornalística descritos em seu Manual de Redação.
Tão absurda quanta, foi a “exigência” do jornal: ficamos sabendo que passa a ser obrigatório condenar o regime cubano para ser autorizado a condenar o brasileiro daquela época. Vindo de quem apoiou abertamente o golpe de 64, dá para entender a “exigência”. O jornal já recebeu a contestação de muita gente, entre elas, de pelo menos três jornalistas da própria Folha: do ombudsman Carlos Eduardo Lins e Silva, de Fernando de Barros e Silva e Juca Kfouri. Agora, ganha audiência na internet o abaixo-assinado aqui reproduzido.

O leitor de CartaCapital pode deixar seu comentário neste espaço ou se manifestar através da petição online.“REPUDIO E SOLIDARIEDADE Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio a arbitraria e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiros que lutaram pela redemocratização dos país.

Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964. Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota da Redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato.

Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis a atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal. Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.”
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A esta altura do campeonato, um dos jornais mais
respeitados do país,definir como "branda" a ditadura,
que mais do que sequelas deixou em nossa sociedade,
é acima de tudo irresponsável do ponto de vista jornalístico.

O períodico que além de "apoiar" as ações dos militares,
"dissimulava" informaçõese ainda por cima "emprestava"
suas peruas para transporte dos presos políticos
até o DOI-COD, no mínimo, deveria pesar suas
manifestações políticas, nesta esfera, nos dias de hoje.
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Trata-se de um desrespeito as vítimas,
aos seus familiares
e a história do nosso país!
.
Matar, separar, torturar, desaparecer...
é um ato "brando"
...aonde?
e desde de quando?
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Para que não esqueças,
para que nunca mais aconteça:
Ato contra editorial da Folha ditabranda

11/02/2009

Politik Kills













La Politika Mata
... es una evidencia ...
... no mata siempre ...
... solo cuando no tiene mas remedio ...
... y estamos viviendo epocas ...
... de bien pocos remedios ...
... asi que ...
... por eso es ...

La Politika Mata
... porque tiente que matar ...
... para mantener
... sus intereses ...

La Politika Mata
... es una evidencia ...
... no mata siempre ...
... a veces solo engana ...

Y ahora qué?
Qué es la politica de hoy?
A que sirve? O mejor dicho, a quien sirve?
A todos? ... eso seria ideal ...
... y tu que piensas?




06/02/2009

Onde os dinossauros ainda vagam...

da BBC Brasil

A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semifeudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica "The Economist" que chegou às bancas nesta sexta-feira.

A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".

"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.

"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."

De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".

"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".

A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".

"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.

A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no nordeste, mas que isso estaria mudando.

Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.

"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a "Economist".

Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.

"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.

"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.

http://www.economist.com/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u499793.shtml

02/02/2009

O Highlander da Política Brasileira


O Senador José Sarney (PMDB-AP)
e o deputado Michel Temer (PMDB-SP)
foram eleitos nesta segunda-feira presidentes do Senado e da Câmara respectivamente.

Nossos órgãos representativos máximos estarão em suas mãos até 2010.
Mas Sarney e Temer nos representam?
Mais uma vez torna-se explícito o enorme fosso que divide o cidadão brasileiro de seus representantes em Brasília.

A política participativa se distancia cada dia mais da nossa realidade,
isto esta certo?
Ah não.... o Sarney de novo, não!!!!
......Ninguém merece.....
Coragem meu povo!



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