31/03/2009

CHE!

O filme "Che", do americano Steven Soderbergh, é uma saga de quatro horas e meia dedicada ao líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara - porém, por estes pagos tivemos o lançamento somente da primeira parte a do "Che- Argentino".

Filmado em espanhol, e não em inglês, é apresentado em duas partes. A primeira percorre minuciosamente o processo que começa em 1956 com a viagem de Fidel Castro e 80 rebeldes a Cuba e culmina com a entrada dos "barbudos" em Santa Clara em 1959, e com o triunfo da Revolução que derrubou o ditador Fulgencio Batista.

Permeia a história, sempre de maneira pedagógica, com seqüências em preto e branco para simular imagens de arquivo, que na realidade foram reconstituídas para o filme. Uma entrevista de Che a uma jornalista americana é usada como fio condutor desse relato, que passa por diversos momentos importantes do processo revolucionário e do protagonista, especialmente a intervenção do ministro Guevara diante da Assembléia Geral das Nações Unidas em 1964.

O discurso é o original e as imagens parecem ser tão reais e com cara de documentário/acervo, que chegam a confundir, mas são sempre de Del Toro, que com maestria interpretou o comandante.

A história se desenrola em um mosaico da guerra de guerrilha, acompanhada quase no dia-a-dia . Tem um humor aguçado e inteligente, e emana os nobres valores dos revolucionários comunistas, como a necessidade de alfabetização dos guerrilheiros, o respeito aos campesinos - às suas plantações e às suas mulheres.

Ficou sim o gostinho de quero mais, e virá em breve....

A segunda parte de "Che" começa com Fidel Castro lendo a carta de despedida do argentino antes de abandonar Cuba em 1965 com a intenção de estender a revolução pelo mundo, primeiro no Congo e depois na Bolívia.

Do movimento revolucionário de Cuba não ficam rastros nas montanhas da Bolívia. Muito doente, com asma, Che Guevara não é nem sombra do que um dia foi. Pouco a pouco vão caindo seus fiéis seguidores até que a caça ao homem termina com sua prisão seguida de execução sumária em 1967, na selva boliviana.

Trailler:



30/03/2009

O semeador de Estrelas

O "Semeador de Estrelas" é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia.
Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto.
...Um bronze a mais, herança da época soviética...
... Mas com a escuridão seu nome passa a fazer sentido...

27/03/2009

Hora do Planeta 2009

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas.

No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.

Muitos países como Austrália, França, Estados Unidos e China já se juntaram ao movimento. No Brasil, a Hora do Planeta já conta com a adesão oficial da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o prefeito carioca, Eduardo Paes, serão desligadas as luzes de ícones da cidade, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana.

Além da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério do Meio Ambiente, a Hora do Planeta recebeu a adesão de autoridades e representantes de diversos segmentos sociais.

Como participar:
http://www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/como_participar/

Ajude a divulgar a iniciativa:
http://www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/ajude_divulgar_hora_do_planeta/

Confira o vídeo de divulgação:



25/03/2009

É Tudo Verdade / It`s All True 2009


Adicionar imagemÉ Tudo Verdade
é o principal evento dedicado exclusivamente à cultura do documentário na América do Sul.
Criado em 1996 pelo crítico Amir Labaki, o festival tem exibido anualmente
cerca de uma centena de obras não-ficcionais brasileiras e internacionais,
entre lançamentos e clássicos, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro.



Um dos legados culturais da finada era Bush foi o involuntário estímulo à renovação do documentário com causa. Talvez desde o auge da Guerra Fria (1945-1989) nos anos 1960, o cinema-punho não tenha mobilizado tantos corações e mentes.

Uma nova era se inicia em 2009, com crise e esperança alternando-se na definição destes outros tempos. O documentário contemporâneo já é também outro, como revela a extraordinária safra brasileira e internacional exibida nesta 14a. edição do É Tudo Verdade.

Maior pluralidade temática e estilística já se faz sentir e mesmo o documentário militante marca presença para além da polarização estabelecida pela “Guerra ao Terror”. Essa expansão das fronteiras do documentário encontra uma de suas mais fascinantes traduções na obra, a um só tempo política, confessional e performática, do cineasta israelense Avi Mograbi.

Trazendo seu mais recente filme, “Z32”, Mograbi visita pela primeira vez o festival e está ao centro da nona edição da Conferência Internacional do Documentário, co-realizado com o Cinusp e o Sesc-SP. Nada mais natural que o tema principal do encontro sejam os novos desafios para o documentarismo engajado.

Embalado pelos ventos gerais de renovação, o próprio festival experimenta neste ano uma nova fórmula, duplicando sua presença no calendário, a fim de ampliar tanto o acesso do público quanto a agenda do cinema não-ficcional no país. Tudo isso é possível mais uma vez pelo engajamento reiterado de nossos patrocinadores, mesmo neste ano de dificuldades atípicas, e sobretudo pela confiança reafirmada dos produtores e realizadores que privilegiaram o É Tudo Verdade como janela primeira para suas obras. Nossa gratidão é infinita.

Desejo a todos, em nome da incomparável equipe do festival,
uma viagem inesquecível pelo melhor do documentário hoje!
Amir Labaki
Fundador e Diretor
É Tudo Verdade
Festival Internacional de Documentários


Todas exibições terão Entrada Franca!

Site oficial do Evento:
http://www.etudoverdade.com.br/2009/home.asp?lng=

20/03/2009

O Papa na África


A epidemia de Aids assola o continente africano
e o "saudoso" Papa Bento XVI, em visita à região, diz
que o uso de preservativos não é a solução na luta contra o vírus HIV...
a solução seria um
"despertar espiritual e humano"



Número de vítimas da AIDS na ÁFRICA já é quase igual
ao da Peste Negra na Europa medieval.



Fonte dos Mapas:
http://www.lehigh2001.com/danielle/aids.aspx

Outras fontes:
EL Papa no quiere condones - BBC Mundo:
http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/international/newsid_7949000/7949116.stm
En África, el Papa rechazó el uso del preservativo contra el SIDA - Clarin:
http://www.clarin.com/diario/2009/03/18/elmundo/i-01879443.htm
Informe de UNAIDS sobre la situación del VIH/SIDA en África Subsahariana:
http://www.unaids.org/es/CountryResponses/Regions/SubSaharanAfrica.asp

17/03/2009

O direito de saber o que comemos


Pax Transgênica

NO FINAL do século 19, enquanto republicanos e monarquistas debatiam o fim do Império e o nascimento da República no Brasil, a população permaneceu à margem de todo o processo. Alheios à transição política que estava em plena ebulição no país, os brasileiros assistiram “bestializados” à queda de d. Pedro 2º e à formação do novo governo, conforme constatou um desapontado Aristide Lobo, republicano de primeira hora. O império se foi e o brasileiro permaneceu apático, sem saber bem o que estava acontecendo.

Ainda que o espírito republicano tenha aberto espaços de participação popular nos destinos do país, certos setores da sociedade não aprenderam a incluir o cidadão comum nas discussões que lhe dizem respeito.

O debate sobre os transgênicos no Brasil, por exemplo, é um caso emblemático de “bestialização” moderna. As indústrias de biotecnologia e de alimentos, a comunidade científica, os grandes produtores rurais e os ambientalistas se digladiam há anos por meio de termos científicos, técnicos, ambientais, agrícolas e econômicos sem se preocuparem em traduzir essa sopa de letrinhas para a parte mais interessada: os consumidores.

Apesar de serem plantados no Brasil desde 1997, quando a soja geneticamente modificada foi introduzida ilegalmente nos campos do Sul do país, contrabandeada da Argentina, os transgênicos continuam sendo um grande mistério para os brasileiros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Ipsos, a pedido do Greenpeace, revelou que a maioria (70%) expressa dúvida muito grande sobre a validade ou não do consumo de transgênicos. O que mostra que os cidadãos não estão recebendo informação necessária que lhes permita a tomada de decisão séria e responsável sobre o assunto.

O debate sobre os transgênicos poderia estar mais popularizado se a indústria respeitasse e o governo exigisse o cumprimento do decreto nº 4.680/2003, que entrou em vigor no Brasil no ano seguinte. Segundo o texto da lei, todo alimento que tenha sido fabricado com matéria-prima transgênica é obrigado a ter em seu rótulo um símbolo triangular amarelo, com um T preto no meio.

Apesar de estar em vigor há cinco anos, apenas algumas marcas de óleo de soja de algumas empresas foram rotuladas -e, mesmo assim, só a partir do início de 2008, por decisão da Justiça, a partir de denúncias enviadas pelo Greenpeace ao Ministério Público. O silêncio da indústria de alimentos permanece para os produtos que estão, em imensa quantidade, nas prateleiras dos supermercados e que são fabricados a partir de soja transgênica -e em breve do milho transgênico, recém-aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

O assunto promete ganhar força a partir do dia 18 de março, quando a CTNBio fará audiência pública sobre o arroz geneticamente modificado da Bayer. Diferentemente do que ocorre com a soja e o milho, que passam por processamento industrial para virar ração ou óleo, com o arroz poderemos ter, pela primeira vez, um produto geneticamente modificado que irá diretamente do campo para o prato do brasileiro. E seremos os primeiros no mundo a consumir o arroz transgênico, já que o produto da Bayer não está aprovado em nenhum outro país.

A correta identificação dos produtos transgênicos dá aos consumidores a liberdade de escolha e à sociedade civil e à indústria de alimentos a chance de responder aos brasileiros a pergunta óbvia: o que são transgênicos? As pessoas aprenderam a ler rótulos e procuram se informar sobre as substâncias ali indicadas. Se os transgênicos são tão seguros quanto afirmam as empresas que desenvolvem essa tecnologia, que sejam identificados nos alimentos que os contêm. E os consumidores se informarão sobre o assunto, como o fazem hoje para saber os teores de gordura trans, carboidratos e sódio dos alimentos. Anos atrás, a indústria também resistiu a dar esse tipo de informação.

Na verdade, ao final da guerra pela liberação dos transgênicos, quando foi aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança, as condições para a “pax transgênica” que deveriam ser seguidas nunca foram respeitadas -a correta identificação dos produtos que contivessem transgênicos e a garantia da coexistência da sua produção com a convencional e/ou a orgânica. E, como em toda guerra, a maior parte do ônus fica com a sociedade civil, que é obrigada a conviver com a negação de um direito básico: saber o que está comendo.

Indicar nos rótulos aqueles alimentos que de alguma forma têm organismos geneticamente modificados em sua composição é o caminho para que a população brasileira entre de vez nesse debate. Que a decisão dos brasileiros se dê em meio ao excesso de informação, não sob sua escassez.

Por RAFAEL CRUZ,

cientista social, é coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

e SÉRGIO LEITÃO,

advogado, é diretor de campanhas do Greenpeace. Foi diretor do Instituto Socioambiental.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Mais Transgênicos:

http://biorege.weblog.com.pt/arquivo/worldincidents.jpg

O Greenpeace Internacional e o grupo GeneWatch UK acabam de lançar o Relatório sobre o Registo da Contaminação Transgénica 2007. O Relatório original (em inglês) pode ser consultado em http://www.greenpeace.org/raw/content/brasil/documentos/transgenicos/ge-contamination-register-2007.pdf. A síntese ou o “sumário executivo” em português desse Relatório encontra-se em http://www.greenpeace.org/raw/content/brasil/documentos/transgenicos/sumario-executivo-do-registro.pdf.

Segundo esse Relatório, as empresas de biotecnologia agem impunemente enquanto os casos de contaminação transgénica continuam à escala global. O Greenpeace refere 39 novos casos em 23 países, evidenciando a falta de regras de responsabilização de empresas e governos.

A maior parte dos casos de contaminação envolve cultivos de arroz e milho, mas também inclui soja, algodão, canola, mamão, papaia e peixes. O Registro de Contaminação Transgénica existe desde 2005 e já identificou 216 eventos de contaminação em 57 países ocorridos desde 1996, quando as plantações transgénicas foram iniciadas comercialmente.

As contínuas ameaças da contaminação transgénica para a agricultura de países em desenvolvimento demonstram a necessidade de se definir regras legais e internacionais que assegurem que as empresas responsáveis pela contaminação paguem pelos danos.

http://www.greenpeace.org/brasil/

13/03/2009

Ditadores Exilados e Genocídios Séc. XX

Material visual elaborado pelo Periódico Espanhol "El País",
onde é traçado o mapa mundi com a origem dos principais ditadores e dos principais genocídos do século XX.
Trata-se de um interessante gráfico, embora eles não incluam as Ditaduras Militares Latino-Americanas, seus articuladores e suas baixas.


Ditadores:
EX
  • Ferdinand Marcos – Filipinas
  • Raúl Cedras – Haiti
  • Alfredo Stroessner – Paraguai
  • Anastásio Somoza – Nicarágua
  • Eric Honecker – Alemanha
  • Jean-Claude Baby Doc Duvalier – Haiti
  • Mobutu Sese Seko – Congo
  • Hissen Habre – Chad
  • Charles Taylor – Liberia
  • Megistu Mariam – Etiópia
  • Mohammed Reza Pahlavi – Iran
  • Idi Amim – Uganda
Muitos ainda sem julgamento, vivem exílados em outros países.
Os que já faleceram, em sua maioria, não sofreram punição em vida.


Genocídios:
  • Genocídio em Ruanda (1994) - 3.8 milhões de mortos.
  • Crimes em Darfur (2004) - 300.000 mortos e 2,5 milhões de refugiados.
  • Holocausto nazi (1939 x 1945) - 6 milhões de mortos.
  • Matança na Bósnia (1992 x 1994)44.000 mulheres e 8.000 homens de bósnios muçulmanos.
  • Ataque contra os Kurdos (1987 x 1988) – 180.000 mortos.
  • Genocídio Armênio (1915 x 1923)1 milhão e meio de mortos, fora os milhares que padeceram em decorrência das epidemias.
  • Gulag Soviético (1930 x 1956) mais de 2 milhões de “contra-revolucionários” assassinados.
  • Violação de Nanking (1937)200 mil mortos.
  • Regime de Pol Pot (1975 x 1979) – Camboja mais de 1.7 milhões de mortos.

Na listagem, faltou o
Timor Leste, jovem país da Ásia.
Ex colônia portuguesa, que tornou-se independente em 1975, sendo três anos após invadido pelas forças armadas indonésias, que mantiveram a violenta ocupação por 25 longos anos, promovendo o massacre de cerca de um terço da população local.
O drama do povo timorense nunca recebeu a devida atenção da comunidade internacional. Em 1999, após um plebiscito supervisionado pela ONU, foi confirmada a autonomia da região. Ao deixarem o novo Estado, as tropas indonésias vandalizaram 99% do território.


Mais:
Sobre o Timor, tem um excelente
documentário produzido por Lucélia Santos -> Timor Leste - O Massacre que o Mundo não Viu. BRA/2001

Link para o gráfico do El País: http://www.elpais.com/graficos/internacional/Dictadores/exiliados/genocidios/siglo/XX/elpepuint/20090218elpepuint_1/Ges/

09/03/2009

Dia Internacional da Mulher

.

Frida Kahlo
Isabel Allende
Clara Nunes
Anita Garibaldi
Angelina Jolie
Iracema
Virginia Woolf
Jeanne Hebuternne
Anastácia
Olga Benário Prestes
Ana Terra
Mafalda
Leila Diniz
Lisa Simpson
Rosa LuxemburgoAmelie PoulainAs Mulheres de Klimt

Homenagem a todas mulheres que lutam
por um mundo melhor, menos opressivo,
mais alegre, justo e solidário!!!

02/03/2009

"Ditabranda" ... fala sério ...

...
A Folha saúda a ditadura!

Publicado por Ceso Marcondes na Carta Capital 26/02

Já se passaram nove dias do editorial da Folha de S.Paulo que criou o termo “ditabranda” para caracterizar a ditadura militar que aterrorizou o País a partir de 1964. Mas a polêmica não morreu, apesar do Carnaval. Hoje mesmo, dia 26, os respeitabilíssimos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides se insurgem na seção de cartas dos leitores do jornal. Ambos protestaram dia 20 passado no mesmo espaço diante da “criação” do editor do jornal. Agora, repudiam a resposta que obtiveram da Redação.

Para quem não viu, a Folha lhes respondeu simplesmente o seguinte: “Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua "indignação" é obviamente cínica e mentirosa”.

Ou seja, o caldo entornou de vez. Se no Editorial do dia 17, o “ditabranda” apareceu de passagem, só “uma lembrança”, em um texto que criticava o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, naquela Nota da Redação, não só o jornal reiterou sua criação, como destratou duas das figuras mais respeitadas da universidade brasileira. São eles cínicos e mentirosos em sua indignação, disse a Folha, extrapolando todos os limites da boa conduta jornalística descritos em seu Manual de Redação.
Tão absurda quanta, foi a “exigência” do jornal: ficamos sabendo que passa a ser obrigatório condenar o regime cubano para ser autorizado a condenar o brasileiro daquela época. Vindo de quem apoiou abertamente o golpe de 64, dá para entender a “exigência”. O jornal já recebeu a contestação de muita gente, entre elas, de pelo menos três jornalistas da própria Folha: do ombudsman Carlos Eduardo Lins e Silva, de Fernando de Barros e Silva e Juca Kfouri. Agora, ganha audiência na internet o abaixo-assinado aqui reproduzido.

O leitor de CartaCapital pode deixar seu comentário neste espaço ou se manifestar através da petição online.“REPUDIO E SOLIDARIEDADE Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio a arbitraria e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiros que lutaram pela redemocratização dos país.

Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964. Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota da Redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato.

Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis a atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal. Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.”
.
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.
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A esta altura do campeonato, um dos jornais mais
respeitados do país,definir como "branda" a ditadura,
que mais do que sequelas deixou em nossa sociedade,
é acima de tudo irresponsável do ponto de vista jornalístico.

O períodico que além de "apoiar" as ações dos militares,
"dissimulava" informaçõese ainda por cima "emprestava"
suas peruas para transporte dos presos políticos
até o DOI-COD, no mínimo, deveria pesar suas
manifestações políticas, nesta esfera, nos dias de hoje.
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Trata-se de um desrespeito as vítimas,
aos seus familiares
e a história do nosso país!
.
Matar, separar, torturar, desaparecer...
é um ato "brando"
...aonde?
e desde de quando?
.
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Para que não esqueças,
para que nunca mais aconteça:
Ato contra editorial da Folha ditabranda

12/02/2009

Racismo e Xenofobia na Europa

Em épocas de crise, cada um quer salvar o seu!

Este racícionio, de certa maneira, nos ajuda a entender a crescente onda de manifestações de racismo e xenofobia no continente europeu, que esta tornando-se cada vez mais "segregador".

Fora a crise econômica que assola o mundo hoje, temos um histórico recente de fatores que também explicam este crescimento, que é a chamada "luta antiterrorista", da qual podemos extrair muitas das raízes desta intolerância implícitas nas diretrizes destas leis anti-terror. "A intensificação do clima de hostilidade" contra muçulmanos e o anti-semitismo são cada vez mais freqüentes em países como França e Alemanha.

O relatório anual da Comissão contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) revelou o crescimento do racismo e da xenofobia na Europa contra imigrantes, negros, ciganos, latinos, muçulmanos e judeus. Muitos são barrados em aeroportos, restaurantes, shoppings ou até mesmo abordados em parques públicos por serem considerados suspeitos devido à cor da pele ou por causa de seus costumes.


Em contraponto - a globalização - que nos propicia uma maior mobilidade em todos os sentidos, deveria desenhar no horizonte um grande momento de miscigenação, acima de tudo cultural, entre os povos, mas o que temos assistido são crescentes ondas de discriminação, intolerância e violência.

Muitos são os argumentos levantados por aqueles que defendem que seus países mantenham-se fechados aos imigrantes, preservando os direitos civis e os seus empregos. Esta visão conservadora e até mesmo retrógrada é refletida diretamente na escolha dos seus líderes políticos neste início de século XIX e na expansão da violência de grupos racistas e xenófagos. As campanhas "contra" e as leis de imigração se tornam cada vez mais duras na Europa.

Não é de agora que se explicitam no Velho Continente manifestações claras de preconceito, a existência de um grande número de adeptos aos movimentos , na sua maioria jovens e em geral violentos, como os nazi-fascistas e/ou neo-nazistas, exemplificam muito bem isso. A discriminação extrapola todos os limites. Casos de agressão e mortes também são freqüentes, como na Rússia, onde muitos estudantes vindos da África são linchados e mortos por grupos neonazistas.

O aumento da intolerância, seja ela racial, étnica, religiosa, política e até mesmo economica, tem crescido assustadoramente. Hoje os principais impactados na Europa são os imigrantes, sejam estes legais ou não. Representam de certa forma uma ameaça ao emprego do cidadão europeu e fomentados pelos discursos nacionalistas dos partidos de direita e extrema-direita, em crescente ascenção ao poder, colaboram ao argumento de restrição e até mesmo eliminação destes do seu convívio social.
Em geral, os imigrantes são acusados de serem os responsáveis pelo aumento do desemprego, da violência e dos gastos públicos: uma campanha fascistóide dos governos para justificar a crise do regime capitalista, jogando a culpa para os mais oprimidos.

Na França de Sarcozy agora é lei que os médicos e enfermeiros denunciem pacientes ilegais, atendidos e/ou hospitalizados, aos setores de imigração do Estado.
Na Itália
de Berlusconi, dirigente com fortes traços fascistas, são crescentes as manifestações de "A Itália para os Italianos".
Na Espanha no último domingo naufragou a poucos metros da costa, uma embarcação que vinha da África, morreram à deriva 21 pessoas, 16 delas tinham entre 4 e 17 anos, até ontem nenhuma manchete de capa nos principais jornais espanhóis. Ignorar para melhor viver!*
Na Suíça, o partido ultra-consevador UDC, lançou a campanha "Para criar segurança" ... chute a ovelha negra pra fora! que lindo...



É deveras preocupante o clima negativo na opinião pública em relação às minorias, alimentado por setores da mídia e também pela utilização de argumentos racistas e xenófobos no discurso político.

O que esperar? Como resolver?
É necessário um debate lúcido entre todos, e que todas as violências praticadas contra os não-europeus, assim como aos não-estadunidenses, sejam explícitadas pela grande mídia de forma ao menos, balançar as consciências da opinião pública internacional frente a esta nova forma de bárbarie que estamos assitindo.

Tanto na Europa como nos EUA, os imigrantes e os trabalhadores negros e latinos representam a base de toda a força de trabalho, sendo a pilar fundamental de sustentação da economia. São estes imigrantes que se submetem àqueles empregos que um cidadão europeu ou norte-americano branco já não precisam e portanto não se submetem mais - em parte pelo baixo salário ou pela baixa qualificação do emprego.

As legislações recentemente aprovadas, relacionadas à situação dos imigrantes, são de cunho nacionalista ou protecionista?
Em que medida estas contribuem aos diferentes graus de preconceito no seio da sociedade civil?

Está na hora de os "ocidentais" reverem seus valores, repensarem suas atidudes, repensarem a escolha de seus representantes, afinal, o que disso tudo,
poderá ser positivo para as futuras gerações de europeus?????



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* Escreveu a respeito Patricia Simón em http://periodistasenguerra.blogspot.com/

"Hoy deberíamos estar todos de luto. Hoy deberían cerrarse los comercios, apagar las televisiones y las radios, no cantar, no reir, no comer y, por supuesto, prohibido soñar. Hoy deberíamos no poder parar de llorar. Hoy, y casi cada día, nos debería dar vergüenza estar rodeados por un mar que está sirviendo de fosa común a Europa. Algún día, tendremos que pedir perdón ante los ojos de la historia y las generaciones venideras por haber sido artífices de un genocidio, el genocidio del continente africano al que, en su huida, nosotros no ponemos más que muros. Y qué bueno que tenemos un océano de por medio que nos hace el trabajo sucio sin tener que mancharnos las manos de sangre."


11/02/2009

Politik Kills













La Politika Mata
... es una evidencia ...
... no mata siempre ...
... solo cuando no tiene mas remedio ...
... y estamos viviendo epocas ...
... de bien pocos remedios ...
... asi que ...
... por eso es ...

La Politika Mata
... porque tiente que matar ...
... para mantener
... sus intereses ...

La Politika Mata
... es una evidencia ...
... no mata siempre ...
... a veces solo engana ...

Y ahora qué?
Qué es la politica de hoy?
A que sirve? O mejor dicho, a quien sirve?
A todos? ... eso seria ideal ...
... y tu que piensas?




06/02/2009

Onde os dinossauros ainda vagam...

da BBC Brasil

A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semifeudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica "The Economist" que chegou às bancas nesta sexta-feira.

A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".

"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.

"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."

De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".

"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".

A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".

"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.

A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no nordeste, mas que isso estaria mudando.

Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.

"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a "Economist".

Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.

"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.

"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.

http://www.economist.com/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u499793.shtml

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