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09/02/2011
Latinoamérica - Calle 13
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10/05/2010
PRESIDENTES LATINOAMERICA
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18/03/2010
ENTREVISTA COM GALEANO
Eduardo Galeano alerta de que se mira a Cuba
"con una lupa que magnifica todo lo que interesa a sus enemigos"
Europa Press
El escritor y periodista uruguayo Eduardo Galeano alertó hoy de que "contra Cuba se aplica una lupa inmensa que magnifica todo lo que allí ocurre cada vez que conviene a los intereses enemigos, llamando la atención sobre lo que pasa en la revolución, mientras la lupa se distrae y no alcanza a ver otras cosas importantes y que los medios de comunicación no hacen por informar".
Galeano, que participa hoy en el Seminario Internacional 'Derechos humanos, mujer y frontera: El feminicidio de Ciudad Juárez', organizado por
En este sentido, el escritor afirmó que "respeta la decisión de alguien que es capaz de hacer la huelga de hambre y morir por lo que cree, aunque no es algo digno de aplauso". Al mismo tiempo, apuntó que lo que ha pasado con Zapata y sucede ahora con el periodista Guillermo Fariñas son cosas "importantes y desgraciadas" y ante las cuales el Gobierno de Cuba tendría que "tomar nota, pues son señales de alarma en cuanto a signos de descontento popular que deberían impulsar los cambios que la revolución necesita".
No obstante, Galeano lamentó que "los grandes medios de comunicación no hayan recogido en tantas páginas que dedicaron al terremoto de Haití que el país que más médicos mandó fue Cuba, 1.000, y que los galenos haitianos recibieron la formación en el país cubano de forma gratuita".
Así, añadió que "mientras Cuba manda médicos, Estados Unidos mandó soldados, lo que implica una concepción de las relaciones internacionales diametralmente opuesta". Además, aseguró que "Cuba sigue siendo un país ejemplar en su capacidad de solidaridad y en su dignidad nacional". No obstante, precisó que "no aplaude todo lo que hace Cuba, pues el amigo de verdad es el que crítica de frente y elogia por la espalda".
Por otro lado, el autor de 'Memoria del fuego' afirmó que "la discriminación en este mundo continúa y contra la mujer es muy grave, pues aunque se hayan ganado algunas batallas sigue existiendo discriminación marcada por las tradiciones machistas, elitistas o militaristas, pese a que haya quien cree que está resuelto el asunto"
OBAMA, "POSITIVO"
El escritor aclaró que no él "no pretende demostrar que las mujeres son mejores que los hombres, ni los negros que los blancos o los indios que los conquistadores, sino reivindicar la igualdad de derechos para poder mostrar lo que somos, es decir, mitad basura, mitad maravilla".
En este sentido expresó que "sigue creyendo que el hecho de que Barack Obama fuera elegido presidente de los Estados Unidos es positivo, porque se trata de reivindicar la igualdad de derechos en una nación que cuenta con unas contradicciones del racismo tan frecuentes". Al mismo tiempo, apuntó que no cree que el presidente haya tenido tiempo de leer el ejemplar que le regaló el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, de su obra 'Las venas abiertas de América Latina'; pues "Obama es un hombre prisionero del poder y éste no deja tiempo para leer", dijo, aunque, confesó que "le hubiera recomendado otro libro suyo más digerible".
Asimismo lamentó que "Obama no aprovechara la entrega del Nobel de
"SI LOS HOMBRES QUEDARAN EMBARAZADOS, EL ABORTO SERÍA LIBRE"
Continuando con la lucha de la igualdad de derechos, en cuanto a la reforma de
"EL MUNDO, UN CASINO"
Galeano, que hoy imparte la conferencia 'Mujeres' en Sevilla, donde realiza un recorrido a través de la historia por la imagen de la mujer en el mundo con sus aventuras y desventuras, destacando figuras como la de Emilia Pardo Bazán -primera catedrática española- o Concepción Arenal, lamentó que el poder "sigue siendo masculino en casi todas las facetas de esta sociedad o desempeñado por mujeres disfrazadas de hombres como la ex jefa de la diplomacia estadounidense Condoleezza Rice o por desprestigiadoras de la noble causa de la reivindicación de los derechos femeninos".
Con respecto a la crisis, el periodista uruguayo aseguró que la situación actual confirma que "el capitalismo es un sistema gobernado por las altas finanzas, convirtiendo el mundo en un casino donde gana el que mejor juega". En este sentido alertó de que una de las consecuencias de esta crisis es "la resurrección del racismo, pues a las altas cifras de parados en países como España, en Italia y otros países del norte del mundo se ha vuelvo a ver brotes de racismo que se creían enterrados".
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22/01/2010
A RELAÇÃO DOS EUA COM A AMÉRICA LATINA MUDOU NESTE PRIMEIRO ANO DO GOVERNO OBAMA?
Onde estão as mudanças?
"Os tempos mudaram", disse Barack Obama antes de embarcar para Cúpula das Américas, em abril de 2009, indicando sua intenção de reformular a política externa dos EUA em relação à América Latina. Levando o argumento adiante em seu discurso de abertura, Obama prometeu "um novo começo" e um relacionamento "sem parceiros seniores ou juniores". Essa promessa de mudança, que tinha sido o tema principal de sua campanha eleitoral, ecoou bem entre os estadistas latino-americanos, muitos dos quais haviam ficado profundamente desapontados com oito anos de Bush e do unilateralismo dos EUA.
Até mesmo políticos como Hugo Chávez se sentiram inclinados a comentar, após a cúpula, que era "o verdadeiro início de uma nova história".
O povo da América Latina também nutria altas esperanças no presidente recém-eleito. No início de 2009, uma maioria inequívoca de pessoas no Brasil, no México e na Argentina expressava confiança em Obama.
Assim, Obama teve o apoio público necessário para melhorar as relações com os vizinhos do Sul e para realizar algumas das iniciativas que propusera em um plano intitulado "Uma Nova Parceria para as Américas".
Esse plano político consistia em três elementos principais: fortalecer a democracia e o Estado de Direito na América Latina, apoiar os governos em seu combate ao tráfico de drogas e a criminalidade organizada e ajudar na redução da pobreza, da fome e dos problemas de saúde e educação.
Mais especificamente, Obama, por exemplo, prometeu criar um conselho de segurança comum, melhorar as relações com Cuba, promover o alívio da dívida latino-americana, ajudar a Colômbia a combater os rebeldes das Farc e colaborar com o Brasil com o comércio e o desenvolvimento de biocombustíveis, como o etanol.
No primeiro ano de governo Obama, a maioria dessas propostas não saiu do papel. Com a exceção do esforço pouco animado de fechar a prisão de Guantánamo e da redução das restrições às visitas de cubano-americanos a parentes na ilha e à transferência de remessas de dinheiro a Cuba, Obama não empreendeu nenhuma iniciativa significativa em direção às mudanças que prometeu.
Em lugar disso, sua trajetória escorregadia no golpe hondurenho e o acordo fechado com a Colômbia, que dá aos EUA acesso a sete bases militares e o direito de enviar soldados para lá, lembram mais a política de seu predecessor que um novo começo.
Poderíamos argumentar, com certeza, que promessas de campanha quase nunca são cumpridas. Também se poderia dizer, em defesa de Obama, que em seu primeiro ano no cargo ele teve que concentrar sua atenção na crise econômica, na reforma da saúde e nas guerras no Iraque e Afeganistão.
Essas questões podem, de fato, parecer mais urgentes que reforçar e reformular as relações com a América Latina, mas, no longo prazo, neglicenciar essas relações terá consequências indesejadas para os EUA.
A maior parte da América Latina compreende muito bem que o bem-estar econômico de seus países ainda pode beneficiar-se de relações econômicas positivas com os EUA e que uma economia americana forte garante a entrada de capitais e um grande mercado para exportações.
Contudo, os EUA também precisam dar-se conta de que a América Latina -e especialmente o Brasil- já diversificou seus laços e ampliou suas relações comerciais com União Europeia, Rússia e China. Sobretudo as últimas duas vêm fazendo bom proveito do interesse declinante na América Latina que tem o rival.
A Rússia concordou em construir reatores nucleares para a Venezuela e já entregou a Chávez armas no valor de mais de US$ 4 bilhões. A China, desde 2004, já firmou mais de 40 acordos bilaterais com Argentina, Brasil, Venezuela e Cuba, prevendo mais de US$ 100 milhões em investimentos chineses até 2014.
Se Obama continuar a fazer pouco caso da América Latina como fez em seu primeiro ano no poder, os EUA correrão o risco de perder um parceiro importante para o futuro, em um mundo cada vez mais competitivo.
MATTHIAS S. FIFKA é professor de economia e política internacional
na Universidade Erlangen-Nuremberg (Alemanha)
e vice-diretor do Instituto Germano-Americano.
Tradução de Clara Allain.

Uma nova abordagem às Américas
Como mostrou a resposta dos EUA à crise no Haiti -maciça, imediata e sem prazo para terminar-, as mudanças chegaram à política americana em direção ao hemisfério Ocidental. Talvez as expectativas exageradamente altas ainda não tenham sido plenamente atendidas, mas, mesmo assim, é inegável que a administração Obama segue uma abordagem às Américas que é diferente da de seu predecessor.
Começando com a Cúpula das Américas, a administração Obama traçou um plano baseado na cooperação com parceiros dispostos a promover uma agenda aberta, fundamentada na recuperação econômica, no desenvolvimento de longo prazo, no alívio da pobreza e na cooperação energética. Dominou o desejo de, acima de tudo, mudar o tom das relações hemisféricas e restaurar a ideia de que, mesmo quando os líderes discordam, eles ainda podem dialogar.
Como demonstração de boa vontade, a administração Obama mostrou que estava levando a parceria a sério no contexto global. Os EUA receberam países como Brasil, Argentina e México em discussões visando a coordenar a recuperação financeira e econômica global. Talvez mais importante, assinalaram um desejo de converter o G20 no fórum financeiro global principal, suplantando o G8, em parte para institucionalizar um papel latino-americano nessas discussões. Além disso, antes da cúpula, a administração anunciou a redução de certas restrições a Cuba, incluindo viagens e comunicações, e assinalou sua disposição de avançar mais, dependendo de ações recíprocas concretas em direção à democracia serem realizadas pelo regime Castro.
Mas uma parceria requer parceiros.
Na primeira ocasião após a cúpula para demonstrar disposição de cooperar -na Assembleia Geral da OEA, em Honduras-, boa parte do hemisfério forçou um confronto político com Cuba que foi desnecessário e contraproducente, em vez de tomar nota das medidas previamente anunciadas e de iniciativas encorajadoras adicionais de Washington.
A resposta dos EUA à crise democrática em Honduras assinalou mais uma mudança em relação às "maneiras de fazer negócios" anteriores. De fato, imediatamente depois de o presidente Zelaya ter sido afastado do poder, os EUA condenaram o golpe e trabalharam com o presidente Arias, da Costa Rica, para estabelecer um processo para devolver Zelaya ao poder, ao mesmo tempo trabalhando para assegurar que as eleições previamente programadas fossem realizadas de forma livre e justa.
Infelizmente, outros no hemisfério trabalharam em sentido diferente, procurando solapar as eleições hondurenhas e atirar esse país em um estado de turbulência política permanente, um cenário que teria sido perigoso e insustentável.
Mas talvez o melhor exemplo da nova abordagem dos EUA ao hemisfério diga respeito a questões comerciais. A expansão comercial no hemisfério Ocidental foi sem dúvida uma prioridade da administração Bush.
Contudo, a administração Obama deixou que acordos pendentes com a Colômbia e o Panamá ficassem em compasso de espera. Ela cancelou um programa bem-sucedido para autorizar caminhões mexicanos a ingressar nos Estados Unidos, sob medidas previstas pelo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio. Ela não buscou do Congresso uma autorização de negociações comerciais que lhe permitisse concluir as negociações comerciais globais de Doha, que são tão importantes para o Brasil.
Os observadores que talvez esperassem que os EUA sob Obama deixassem de agir como superpotência, se afastassem do combate às drogas, abandonassem aliados que enfrentam desafios de segurança, como Colômbia e México, e se alinhassem com movimentos populistas e líderes anti-EUA vão se decepcionar.
Aqueles que têm uma visão objetiva dos EUA, porém, terão que concluir que sua política para as Américas mudou. A questão agora é se os líderes regionais vão responder com um novo espírito de parceria ou se vão continuar com o "business as usual".
ERIC FARNSWORTH, mestre em relações internacionais,
é vice-presidente do Conselho das Américas, em Washington.
É ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA
e trabalhou na Casa Branca como assessor político
sênior para Assuntos Hemisféricos (1995-1998).
Tradução de Clara Allain
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19/01/2010
O BERLUSCONI CHILENO

A direita retorna das sombras no Chile
De tanto considerar-se um país da OCDE, distanciado da América Latina, o “tigre latinoamericano”, o Chile ganhou um Berlusconi. Esse é o molde de Sebastien Piñera, recém-eleito presidente do Chile, fazendo com que a direita volte ao governo – depois de ter ocupado violentamente o poder, mediante uma ditadura militar, de
Depois dos ditadores militares que representaram os interesses da direita e dos EUA na região, o neoliberalismo projetou um outro tipo de líder da direita:o empresário supostamente bem sucedido.
Roberto Campos, entre outros, já dizia que o Estado e as empresas estatais deveriam funcionar com o mesmo critério das privadas: a busca do lucro, o critério custo-beneficio, a competitividade. Empresas estatais deficitárias deveriam ser fechadas ou privatizadas – junto com as rentáveis também, já que não competiria ao Estado essa função.
Berlusconi foi eleito e reeleito, entre outras imagens, por essa: o empresário mais rico, o supostamente mais bem sucedido, da Itália. “Se deu certo dirigindo suas empresas, vai dar certo no Estado” – conforme a pregação liberal. “Vai passar o Estado a limpo”, “Vai cortar os gastos inúteis” (isto é, os não rentáveis economicamente). O Estado funcionar conforme o custo-benefício significa cortar recursos para políticas sociais, pagar salários aos fucionários públicos, para investimentos de infra-estrutura.
Daí o sucateamento do Estado, as privatizações,
a mercantilização das relações sociais.
O empresário de sucesso no mercado seria o melhor agente para “passar a limpo” o Estado, fazer o tal “choque de gestão” – que os tucanos adoram. Aqui mesmo eles já apoiaram Antonio Ermirio de Morais, contra seu atual aliado, Orestes Quércia, para o governo de São Paulo.
No Chile, José Piñera, irmão e sócio do eleito presidente do Chile, foi o introdutor das malditas “reformas laborais”, um dos eixos do neoliberalismo, com seu suposto fundamental: gastar menos com remuneração salariale elevar a superexploração do trabalho, como outras forma de transferência de recursos para os grandes empresários.
O Grupo Piñera ficou conhecido no Chile como dos que mais fez pela introdução do cartão de crédito no Chile, porém o grosso dos seus esforços esteve concentrada na expansão da Lan Chile, com a criação de Lan Perú e a compra de outras empresas latinomericanas de aviação. Para se assemelhar mais ainda a Berlusconi, ainda que não seja torcedor do Colo-Colo, comprou o clube, como quem compra uma fábricas de empanadas.
Piñera não esconde suas afinidades com o presidente colombiano, Uribe, com quem tratará de fazer dobradinha, tentando isolar a Equador e a Bolívia na região andina e se apresentar, junto com o Peru, como um pólo ortodoxo neoliberal, intensificando as relações de livre comércio com os EUA. Mal sabe ele que os tempos de auge do neoliberalismo já ficaram para trás, que se aventurar por esse caminho é deixar a economia chilena ainda mais fragilizada diante dos continuados efeitos da crise internacional, ainda para um pais que tem um TLC com os EUA – eixo dessa crise.
A derrota é muito dolorosa para o povo chileno. Mesmo se não colocássemos os governos da Concertação no bloco progressista na região – porque privilegiaram o Tratado de Livre Comércio com os EUA, mantiveram uma política econômica ortodoxo –, toda a esquerda sai derrotada. Porque, apesar das debilidades dos governos da Concertação – refletido agora no voto majoritário da direita, que incorpora amplos setores populares –, a esquerda não soube construir, nas duas décadas de democratização, uma alternativa antineoliberal no Chile. O povo chileno pagará caro esse erro da esquerda, que agora tem, pelo menos, a possibilidade de colocar em questão o modelo herdado do pinochetismo.
Os momentos de balanço de derrotas como essa se prestam para as divisões,para os oportunismos, para os radicalismos verbais. A esquerda chilena pode olhar para a América Latina para ver distintas expressões de governos populares e de blocos sociais e políticos que levam a cabo esses governos, como referência, para que o Chile volte a assumir seu lugar no processo de integração regional e de construção de alternativas efetivamente de esquerda, nas terras de Allende, Neruda e Miguel Enriquez.
Emir Sader é jornalista.
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08/12/2009
ELEIÇÕES NA BOLÍVIA
Depois de um ex-tupamaro é agora a vez de ser reeleito um índio, Evo Morales, para a presidência da Bolívia. Sua vitória pode ser considerada esmagadora, uma vez que atingiu 63% dos votos, enfraquecendo ainda mais a já debilitada oposição e conquistando dois terços das cadeiras do senado, o que permitirá ao presidente “aymará” o aprofundamento de seu projeto socialista.
Os aymará têm uma bandeira que os identifica. Se trata da wiphala que com suas sete cores representam as crenças e costumes desta etnia andina que junto a quechua é a mais numerosa da Bolívia, e a que pertence Evo Morales. La wiphala não falta a nenhum dos atos eleitorais em que participa, para não esquecer que se trata do primeiro presidente indígena eleito em um país latino-americano. Durante os três anos em que esteve no poder, Morales tem mostrado sua intenção de integrar os indígenas (que na Bolívia correspondem a metade da população) em uma sociedade que durante séculos os tratou como cidadãos de segunda ordem. No entanto, e a pesar dos indígenas terem conquistado muitos espaços na via pública, a realidade é que algumas da quase 40 etnias que coexistem na Bolívia, agonizam.
Uma vez mais a extrema-direita revanchista vê-se derrotada. Os seus planos secessionistas das terras mais ricas por ora foram derrotados, mas por certo não pararão. Os Bolivianos não podem baixar a guarda. Os "exemplos" mais a norte assim o aconselham.
Uma nota positiva das eleições foi a transparência do processo, avalizada pelos observadores internacionais que cobriram todo o país. A Organização dos Estados Americanos (OEA), com o colombiano Horácio Serpa à frente, qualificou a jornada como "um dia de participação massiva, alegre, pacífica e cívica, o que dá a este processo uma especial legitimidade democrática".
A introdução do censo biométrico que controla os eleitores não só pelo seu documento de identidade mas também pela impressão digital e também pela fotografia era, sem dúvida, um dos detalhes que mais interesse suscitou entre meios de comunicação de todo o mundo.
O chefe da missão de observadores enviada pela União Européia para as eleições gerais da Bolívia, José Antonio de Gabriel, destacou a “completa tranqüilidade” que se viveu durante a jornada de votação na qual praticamente não houve nenhum acidente.
José Antonio de Gabriel também elogiou a Corte Nacional Eleitoral do país andino. Segundo ele, o organismo eleitoral “fez muito bem o seu trabalho”. Na sua opinião, o padrão biométrico estreado este ano na Bolívia “estabelece muitas salvaguardas contra a fraude, já que utiliza fotos e as impressões digitais, de tal forma que é praticamente impossível que uma pessoa possa votar várias vezes”.
Gabriel, que recentemente capitaneou a missão
Muitos são os desafios que acompanharão este segundo mandato com mais poderes, principalmente desenvolver o país e melhorar as condições sociais da segunda população mais pobre da América Latina.
Mas, acreditamos que na Bolívia a revolução ali operada deixou de ser de
Evo Morales e passou a ser do povo boliviano.
O texto acima é uma adaptação minha ao texto de título “Depois do Tupamaro, o Índio” publicado no Blog Português “Salvo Conduto” http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/ , com contribuição da cobertura jornalística feita pelos espanhóis do “Periodismo e Direitos Humanos” na Bolívia intitulada “La agonía de los otros indígenas bolivianos”, vide na íntegra em http://www.pmasdh.com/
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30/11/2009
SALUDOS URUGUAYOS
Todo gaúcho é meio uruguaio, e como não poderia deixar de ser,
saudosos com a vitória da Frente Ampla, de Pepe Mujica
Referir este país é sempre falar um pouco de sua gente
e de nós mesmos. Somos filhos de uma geração,
que sempre que necessitou encontrou
guarida nos hermanos. Talvez pela proximidade geográfica
e quem sabe pela identidade cultural do gaúcho, do churrasco,
do chimarrão, de Benedetti e Galeano dentre outros.
Mas tenho certeza, sobretudo, pela acolhida afável e sempre
afetuosa de seu povo, principalmente nos
momentos mais difíceis da construção da resistência
democrática no Brasil, de forma sempre generosa albergava
nossos exilados políticos, apoiando-lhes na reconstrução
de uma nova fase em suas vidas.
Novos ventos têm soprado na América Latina...
Sendo capaz de projetar como grande líder, um dirigente político
de mãos calejadas e de corpo pisoteado e perfurado nos porões da ditadura,
mas que conservou e manteve na fenomenologia de sua alma,
a generosidade e confiabilidade dos seus, sem deixar de dedicar-se
de forma pacienciosa durante anos e anos, às mais longínquas
comarcas e redutos de seus conterrâneos.
Esta foi doação a seu povo nos últimos anos,
deste ex-guerrilheiro tupamaro e sempre simples e sensível chacarero,
conhecido por todos como Pepe Mujica.
Nota:
Fragmentos extraídos do texto sobre as "Eleições Uruguaias", das quais foi observador internacional representando o Partido dos Trabalhadores, Adão Villaverde.
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09/10/2009
AMÉRICA LATINA E OS MÉRITOS DO REGIONALISMO ANÁRQUICO
Em artigo no jornal argentino Clarín http://www.clarin.com/diario/2009/10/05/opinion/o-02012303.htm, Mônica Hirst afirma que Honduras terá de passar por um longo processo de pacificação, com intermediação e interferências de países e organizações regionais.
Ao analisar a atuação coletiva diante da crise hondurenha, a pesquisadora conclui que a América Latina desenvolveu uma capacidade de coordenação regional. Ela vem desde o surgimento da política desenvolvimentista de substituição de importações surgida na Cepal (Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe).
Politicamente, nasce com a formação do Grupo de Contadora (Colômbia, México, Panamá e Venezuela), em 1983, para tentar resolver pacificamente os conflitos na Nicarágua, na Guatemala e El Salvador, na América Central, combatendo a estratégia militarista do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.
Em 1985, surgiu o Grupo de Apoio a Contadora (Argentina, Brasil, Peru e Uruguai). No ano seguinte, os dois se uniram para formar o Grupo do Rio, do qual hoje também fazem parte Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Honduras, Nicarágua, República Dominicana e a Comunidade dos Países do Caribe (Caricom). Além do Compromisso de Esquipulas, que garantiu a paz e a democratização da América Central, acrescenta Mônica Hirst, ações bilaterais, trilaterais e multilaterais ajudaram a evitar golpes e retrocessos políticos na Bolívia, no Equador, no Haiti, no Paraguai e na Venezuela.
A principal característica deste regionalismo anárquico é a rejeição a qualquer tentativa de institucionalização de mecanismos de governança supranacional, fruto do soberanismo que impera no subcontinente. Ninguém quer abrir mão da soberania nacional, enquanto na União Europeia há um consenso de que ceder parte da soberania nacional é precondição para manter a influência europeia no mundo. Na análise da professora, a segunda característica é a preservação da liberdade e da autonomia regional.
Até mesmo a Organização dos Estados Americanos (OEA), fundada em 1948 como um instrumento de defesa dos interesses dos EUA na região durante a Guerra Fria, nos últimos anos age em defesa de interesses coletivos, como na crise de março de 2008, depois que a Colômbia matou o subcomandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes, num acampamento no Equador.
Outra característica é a espontaneidade. Os problemas são resolvidos caso a caso, a partir da iniciativa de governos nacionais. O quinto elemento importante é a não violência. A única intervenção militar aconteceu no Haiti, com um mandato claro das Nações Unidas para pacificar o país mais pobre da América, que estava à beira da guerra civil. Por fim, esse regionalismo anárquico marcado pelo soberanismo evita o surgimento de uma liderança regional.
Neste aspecto, Mônica Hirst vê dois embates que terminam empatados, Venezuela x Brasil e Brasil x EUA. Nem o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, consegue impor sua ideologia bolivarista nem o Brasil consolida uma preeminência política e econômica, apesar da sua assimetria em relação aos demais países latino-americanos.Ao mesmo tempo, os EUA, voltados para seus próprios problemas internos e para questões internacionais muito mais importantes na sua agenda, não escapam de uma negligência benigna, benigna na medida em que o não envolvimento evita que seu peso desproporcional destrua um frágil equilíbrio regional e os consensos que ele produz.
Por outro lado, no Brasil, imerso em suas contradições internas, não há um consenso nacional para que o país assuma as responsabilidades permanentes necessárias à consolidação de uma liderança regional, o que teria um custo político e econômico.
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04/10/2009
LA NEGRA SE FUE...
La Negra, como era conhecida, foi uma militante ativa, durante os pesados anos da mais sangrenta de nossas ditaduras, a argentina, que perdurou de 1976 a 1983. Afirmou-se comunista até o fim, e suas letras foram o testemunho vivo da história de luta pela liberdade, contra os regimes totalitários na América Latina.

Em 1979 em um show em La Plata foram presos Mercedes, os músicos e o público, inciando um período de perseguição que a levou ao exílio em Madri nos anos seguintes.
Contava um querido professor uruguaio, que no show do Gigantinho em Porto Alegre, nos anos 80 - quando uma bomba de efeito moral foi detonada, ameaçando a não continuação do espetáculo - que as luzes do ginásio foram acesas, como uma forma de repreender a apresentação, e que tal ação acabara tendo efeito contrário, ao assumir o comando, La Negra disse que aquilo era ótimo pois assim se poderia identificar a "los ratos" mais claramente, referindo-se aos agentes infiltrados na platéia, e em seguida acalmou o público conduzindo-os em um coro entusiasmado e muito emocionado.
Eternizou "Gracias a La Vida" de Violeta Parra, e " sua voz iluminou alguns dos tempos mais escuros que a América Latina já experimentou", como bem colocou um jornalista da Zero Hora. Mas pra mim, a música que mais marcou, foi "Solo le pido a Dios," uma canção que sempre me remeteu a uma série e imagens, manifestações e um grande nó na garganta, e que agora ao procurar por ela no You tube, encontrei esse vídeo que traduz muito bem tudo o que o nosso mundo vem passando de meados dos anos 1970 pra cá.
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacia y sola sin haber hecho lo suficiente.
Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Despues que una garra me araño esta suerte.
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.
Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede mas que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden facilmente.
Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.
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28/08/2009
CÚPULA DA UNASUL
principal discussão: Acordo Colômbia - Estados Unidos,
com a instalação de Bases Militares no país, como o principal
ponto de uma série de "convênios" militares entre os dois países.
Em cheque: A capacidade de liderança do Brasil,
em seu discurso, em tom apaziguador, Lula tenta mediar conflito.
Como sempre, o politizado povo argentino,manifesta-se em frente à Reunião dos Chefes de Estado do América do Sul.
www.terra.com.br
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29/06/2009
GOLPE EM HONDURAS REPETE ROTEIRO DO SÉCULO 20
Mas o que se seguiu, na madrugada deste domingo, repetiu um roteiro comum na América Latina, especialmente na Guerra Fria. (O diferente desta vez foi a condenação internacional --dos Estados Unidos à Venezuela--, o que faz do novo governo, em um limbo diplomático, um teste para as aventuras golpistas deste século.)
As Forças Armadas hondurenhas prenderam e deportaram o presidente. Tanques ocuparam alguns pontos estratégicos da cidade. Seguindo a praxe dos golpes, canais de notícias e rádios saíram do ar ou passaram programas amenos.
Os militares, com apoio do Congresso e da Justiça, também prenderam integrantes do antigo governo --a acusação feita pelos apoiadores de Zelaya foi corroborada pela OEA (Organização dos Estados Americanos). Estariam presos a ministra das Relações Exteriores, Patricia Rodas, o prefeito de San Pedro Sula (centro industrial), Rodolfo Padilla, entre outros.
O objetivo declarado do golpe é barrar a consulta proposta pelo presidente, tampouco prevista legalmente, que abriria caminho para uma nova Carta permitindo a reeleição.
porém, é a necessidade de barrar o "socialismo",
desta vez a ameaça
estatista da aliança com Caracas.
Venezuelanos protestam em solidariedade ao povo hondurenhoem frente a embaixada de Honduras em Caracas.
Fotos: Reuters, AFP e AP

http://alternativabolivariana.org/
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26/06/2009
NÃO IMPORTA, SÃO ÍNDIOS...
se repete hoje, como há 500 anos atrás.
ainda hão de se extinguir?
Até quando marginalizaremos e destruíremos
nossos ancentrais?
Nossa gente e nossas matas pedem socorro!
Não podemos ser coniventes com governos genocídas
nem com práticas de mercados destrutivas!
Depois de quase dois meses de tensão, o sangue correu no Peru como resultado do confronto entre o governo peruano e as comunidades indígenas da selva amazónica. Cerca de 5.000 indígenas de tribos peruanas, aglutinados na Associação Inter-étnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), protestam contra leis que, consideram afectar o seu direito às terras que ocupam desde tempos ancestrais e que o governo de Alan Garcia aprovou recentemente. Lutam contra os decretos que abrem a porta a uma descontrolada invasão privada.
Desde então bloquearam estradas e vias fluviais, mas Alan Garcia preferiu avançar para o genocídio. Mais de 55 indígenas e camponeses foram mortos a tiro no Peru. Mais de 225 feridos. Mais de 105 presos. São apenas alguns dos números do massacre perpetrado pelas forças do governo peruano, que abriram fogo com cinco helicópteros contra 5 mil manifestantes da região norte do país, no dia 5 de Junho.
Centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição juntaram-se à população da região e exigem a revogação de decretos legislativos enviados ao Congresso como parte da implementação do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. Conforme denunciam as entidades populares, o governo peruano está de mãos dadas — e atadas - com grandes grupos económicos nacionais e internacionais, a quem entregaram ilegalmente nos últimos anos 44 milhões de hectares, o equivalente a 68% do território amazónico do Peru.
As tropas não pouparam nas munições e abriram fogo contra civis desarmados. Muitos deles mulheres, crianças e idosos. Todos eles pobres. Todos eles invisíveis para os grandes meios de comunicação.
Mas afinal quem quer saber da sorte dos indígenas peruanos? Que é que isso importa aos governos ocidentais ou aos respectivos média tão lestos a vir a público sempre que estejam em causa os seus interesses geoestratégicos. Isso não vende e depois, dizem eles, o Peru está em boas mãos, as de Alan Garcia...
Fonte: Carta Maior
Mais em vídeos:
ONU, qualifica de massacre a morte de indígenas no Peru
de la prensa del gobierno (...),
las campañas de prensa que criminalizan las protestas de paz”
“Aquí no hay sino dos culpables:
tú por oprimir a mi pueblo,
y yo por querer liberarlo”
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