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30/09/2010

RUMORES DE GOLPE DE ESTADO NO EQUADOR



A polícia e as forças armadas se levantaram contra o governo de Rafael Correa no Equador, em protesto contra a aprovação de uma lei que reduz as vantagens econômicas dessas corporações, como medida de corte de gastos públicos. Nos dias anteriores, o presidente cogitava de dissolver o Congresso e convocar eleições antecipadas (medida prevista na Constituição), devido à recusa de parte de seus partidários de apoiar projetos que considera indispensáveis.

Milhares de policiais e militares tomaram quartéis e delegacias de Quito e bloquearam o acesso à cidade, 150 aviadores fecharam o aeroporto e a base aérea.

O presidente foi ao Regimento Quito, o maior da cidade, tentar dialogar, disse que foi o que mais fez pelos soldos policiais e tentou recordar quanto ganhavam antes de seu governo, mas os policiais o chamaram de “mentiroso”. “Senhores, se querem matar o presidente, aqui está. Matem-me se tem vontade, matem-me se têm valor, em vez de estar na multidão, covardemente escondidos”. Em Guayaquil, estradas e aeroporto também foram fechados há saques de bancos e comércios.

Às 12:40, o twitter oficial do MST informou que, segundo “companheira da Via Campesina”, Rafael Correa estaria preso no Palácio, mas a informação não foi confirmada por órgãos de imprensa. Às 13:20, o jornal El Universo, de Guayaquil, informou que o comandante das Forças armadas, Ernesto González, assegurou que acata a autoridade do presidente Rafael Correa.

Segundo o mesmo jornal, o presidente está sendo atendido num hospital depois de agredido por policiais com garrafas e gás lacrimogêneo.

Transmissão ao Vivo:

 http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

Texto: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/rebeliao-policial-no-equador

09/10/2009

AMÉRICA LATINA E OS MÉRITOS DO REGIONALISMO ANÁRQUICO

As tentativas dos presidentes latino-americanos em resolver o problema de Honduras, acabam por revelar um Regionalismo Anárquico que teve sucesso em conflitos anteriores, observa a cientista política brasileira MÔNICA HIRST, professora da Universidade de Torcuato di Tella, em Buenos Aires.

Em artigo no jornal argentino Clarín http://www.clarin.com/diario/2009/10/05/opinion/o-02012303.htm, Mônica Hirst afirma que Honduras terá de passar por um longo processo de pacificação, com intermediação e interferências de países e organizações regionais.

Ao analisar a atuação coletiva diante da crise hondurenha, a pesquisadora conclui que a América Latina desenvolveu uma capacidade de coordenação regional. Ela vem desde o surgimento da política desenvolvimentista de substituição de importações surgida na Cepal (Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe).


Politicamente, nasce com a formação do Grupo de Contadora (Colômbia, México, Panamá e Venezuela), em 1983, para tentar resolver pacificamente os conflitos na Nicarágua, na Guatemala e El Salvador, na América Central, combatendo a estratégia militarista do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

Em 1985, surgiu o Grupo de Apoio a Contadora (Argentina, Brasil, Peru e Uruguai). No ano seguinte, os dois se uniram para formar o Grupo do Rio, do qual hoje também fazem parte Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Honduras, Nicarágua, República Dominicana e a Comunidade dos Países do Caribe (Caricom). Além do Compromisso de Esquipulas, que garantiu a paz e a democratização da América Central, acrescenta Mônica Hirst, ações bilaterais, trilaterais e multilaterais ajudaram a evitar golpes e retrocessos políticos na Bolívia, no Equador, no Haiti, no Paraguai e na Venezuela.

A principal característica deste regionalismo anárquico é a rejeição a qualquer tentativa de institucionalização de mecanismos de governança supranacional, fruto do soberanismo que impera no subcontinente. Ninguém quer abrir mão da soberania nacional, enquanto na União Europeia há um consenso de que ceder parte da soberania nacional é precondição para manter a influência europeia no mundo. Na análise da professora, a segunda característica é a preservação da liberdade e da autonomia regional.

Até mesmo a Organização dos Estados Americanos (OEA), fundada em 1948 como um instrumento de defesa dos interesses dos EUA na região durante a Guerra Fria,
nos últimos anos age em defesa de interesses coletivos, como na crise de março de 2008, depois que a Colômbia matou o subcomandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes, num acampamento no Equador.

Outra característica é a espontaneidade. Os problemas são resolvidos caso a caso, a partir da iniciativa de governos nacionais.
O quinto elemento importante é a não violência. A única intervenção militar aconteceu no Haiti, com um mandato claro das Nações Unidas para pacificar o país mais pobre da América, que estava à beira da guerra civil. Por fim, esse regionalismo anárquico marcado pelo soberanismo evita o surgimento de uma liderança regional.

Neste aspecto, Mônica Hirst vê dois embates que terminam empatados, Venezuela x Brasil e Brasil x EUA. Nem o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, consegue impor sua ideologia bolivarista nem o Brasil consolida uma preeminência política e econômica, apesar da sua assimetria em relação aos demais países latino-americanos.

Ao mesmo tempo, os EUA, voltados para seus próprios problemas internos e para questões internacionais muito mais importantes na sua agenda, não escapam de uma negligência benigna, benigna na medida em que o não envolvimento evita que seu peso desproporcional destrua um frágil equilíbrio regional e os consensos que ele produz.

Por outro lado, no Brasil, imerso em suas contradições internas, não há um consenso nacional para que o país assuma as responsabilidades permanentes necessárias à consolidação de uma liderança regional, o que teria um custo político e econômico.


28/08/2009

CÚPULA DA UNASUL

Acontece hoje em Bariloche, Argentina, a Cúpula do UNASUL,
principal discussão: Acordo Colômbia - Estados Unidos,
com a instalação de Bases Militares no país, como o principal
ponto de uma série de "convênios" militares entre os dois países.


Em cheque: A capacidade de liderança do Brasil,
em seu discurso, em tom apaziguador, Lula tenta mediar conflito.

Como sempre, o politizado povo argentino,
manifesta-se em frente à Reunião dos Chefes de Estado do América do Sul.

O presidente venezuelano Hugo Chávez justificou, nesta sexta, seu posicionamento contundente em relação às bases dos EUA na Colômbia. "Eu amo a Colômbia, me sinto tão colombiano como venezuelano", disse durante sua participação na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que acontece em Bariloche na Argentina.
Chávez e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ficaram frente a frente, nesta sexta. Os dois vivem um clima tenso desde que Bogotá anunciou um acordo militar com os EUA. Chávez apresentou um documento que supostamente mostra um interesse militar de Washington na América do Sul. Uribe frisou que o acerto com os EUA não fere a soberania colombiana.
Além de reafirmar a soberania militar na Colômbia, Uribe fez críticas a países que apóiam grupos paramilitares colombianos. Um recado claro a Chávez que mantém diálogos com a cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Ao fazer seu discurso, Chávez evitou responder diretamente a críticas de Uribe e apenas citou o documento que ele divulgou ontem em entrevista ao jornal argentino Pagina 12. Segundo o presidente venezuelano um relatório entregue pelo líder cubano Fidel Castro mostraria que o exército dos EUA planeja estabelecer tropas na América do Sul.
Rafael Correa, do Equador, e presidente temporário da Unasul disse que o documento militar trazido à cúpula por Chávez o preocupa muito. "Nesse sentido, a primeira decisão da Unasul é analisar este documento e, em função desta análise, solicitar uma reunião urgente com o presidente Obama", afirmou Correa.
Lula como mediador Em seu discurso na cúpula, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura apaziguadora ao abordar a crise das bases e pediu garantias de que o acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos não afetará outras regiões do continente.
Lula pediu "garantias jurídicas" de que o convênio militar que Bogotá-Washington não afetará a América do Sul. "Respeitamos o acordo, mas queremos nos resguardar", afirmou, e insistiu que os países da região devem "ter a segurança" de contar com instrumentos que garantam que o acordo "é específico para o território colombiano".
"Não está (no acordo), mas também não é proibido, o que não é proibido é permitido, temos que ter cuidado com isso", afirmou. "Ter cuidado e tomar sopa não fazem mal a ninguém", brincou o governante. Como proposta para a crise, Lula sugeriu a criação de um fórum entre os sul-americanos por uma cultura de paz.
Lula disse que ainda aguarda uma resposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a sua proposta de convocar uma reunião a Unasul para debater o tema. Destacou a importância de "provocar uma boa discussão com Obama para discutir qual é o papel dos Estados Unidos para a América Latina.
Brincadeiras chavistas Ao assumir a palavra, Chávez tentou amenizar o clima. Ele avisou que chegou a atrasado por causa do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Chávez, os dois deveriam ir à cúpula juntos, mas o carro de Lula acabou saindo antes, deixando o presidente venezuelano a pé.
Momentos depois, Chávez voltou a brincar com Lula, dizendo que o documento dos EUA sobre estratégias militares trazido pelo chefe de Estado venezuelano está disponível em português, pois o presidente brasileiro não lê bem em inglês e espanhol.
Melhor cobertura do encontro, com discursos ao-vivo:
www.terra.com.br

14/08/2009

O PLANO COLÔMBIA E AS MULTINACIONAIS

O Plano Colômbia foi criado em 2000, pelo governo estadunidense do então presidente George W.Bush. Oficialmente destina-se à combater o narcotráfico - produção e tráfico de cocaína, e desestruração das guerrilhas de esquerda - as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a ELN (Exército de Libertação Nacional).

Com ajuda financeira e militar, os EUA tem livre acesso à região,

que é geopolíticamente estratégica na América do Sul:

Tanto por sua posição geográfica, faz fronteira com a Venezuela - maior produtor e exportador petrolífero da região, e ao mesmo tempo, maior opositor do governo norte-americano e consequentemente, do governo colômbiano, como por suas riquezas energéticas (petróleo, gás e carvão) e minerais, salvaguardando os interesses de suas corporações multinacionais.

Eleito sob o discurso de por fim as ações dos paramilitares, guerrilheiros e narcotraficantes, Álvaro Uribe - teve sua campanha explicitamente financiada e apoiada pelos EUA - e desde então, a situação na região tem se mostrado cada vez mais tensa.

A relação diplomatica entre Colômbia e seus vizinhos sul-americanos é um tanto indigesta, e tende a se acirrar cada vez mais, principalmente agora, depois do aceite dado por Uribe, à instalação de bases militares estadunidenses em solo colômbiano.

Em recente reunião de cúpula da UNASUL - União das Nações Sul-Americanas - leia-se: países membros da Comunidade Andina + países membros do Mercosul + Chile/Guiana/Suriname e Venezuela (que aguarda a votação autorizando seu ingresso no Mercosul), os líderes do Bloco Econômico, formalizado em 2008 com pretensões de integração dos países e mercados nos Moldes da União Européia, reuniram-se em Quito, para discussão das pautas, sendo que a mais polêmica era esta da militarização yanque na Colômbia, lógico que frente a esperada pressão, a única cadeira de líder vazia, foi a de Uribe.

Hugo Chavez não perdeu a oportunidade e polemizou ao afirmar que "Ventos de Guerra" sopram na região....

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O texto abaixo mostra que

Metade do dinheiro dos EUA no Plano Colômbia se destina aos cofres das suas próprias multinacionais

O Departamento de Estado dos Estados Unidos investirá, ao longo de 2009, aproximadamente 520 milhões de dólares no Plano Colômbia. Mais da metade desse dinheiro será para multinacionais norte-americanas encarregadas de desenvolver, promover e impulsionar a guerra irregular em território colombiano.

A denúncia foi comprovada pela advogada americana-venezuelana Eva Golinger. "Isso comprova a privatização total da guerra na Colômbia. Essas transnacionais não têm a obrigação de responder legalmente a nenhum sistema judicial do mundo. Gozam de total imunidade", assinalou a pesquisadora. Golinger explicou que em documentos governamentais desclassificados, foi encontrada uma lista de 31 multinacionais estadunidenses ligadas ao Departamento de Estado. Porém, apesar de serem empresas americanas contratadas pelo Pentágono, não estão sujeitas a nenhuma lei pública dos EUA. "Como parte do acordo binacional, na Colômbia têm imunidade total, quer dizer, não respondem a ninguém por seus crimes, ações e operações", enfatizou. Entre as principais empresas, que já têm um longo histórico bélico no mundo, etsão a Lockheed-Martin, uma das maiores do complexo industrial militar dos Estados Unidos. Outras multinacionais financiadas na Colômbia são a Dyn Corp International, a Arinc, a Oackley Network - que entrega softwares de monitoração de internet -, a ITT - transnacional de telecomunicações - e o Grupo Rendón, que trabalha com operações psicológicas na mídia.








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