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20/10/2011

Guerra às Drogas


Dirigido por Fernando Grostein Andrade



O documentário trata do narcotráfico e discute as diversas políticas públicas sobre drogas com depoimentos de Fernando Henrique Cardoso, Dráuzio Varella,  Bill Clinton, Jimmy Carter entre outras personalidades.




COMISSÃO GLOBAL SOBRE DROGAS


Contexto


A Guerra às Drogas lançada pelos EUA a 40 anos atrás fracassou. Políticas proibicionistas baseadas na erradicação, interdição e criminalização do consumo simplesmente não funcionaram. A violência e o crime organizado associado com o tráfico de drogas se mantêm como problemas críticos em nossos países.


A América Latina continua sendo o maior exportador mundial de cocaína e maconha, e está se tornando rapidamente um provedor relevante de ópio e heroína. Hoje, estamos mais distantes que nunca do objetivo de erradicar as drogas. A violência e corrupção associadas ao tráfico de drogas e a políticas ineficazes de combate estão corroendo a cultura cívica e as instituições democráticas.

A Comissão
A Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia (www.drogasedemocracia.org) foi uma iniciativa dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso do Brasil, César Gaviria da Colômbia e Ernesto Zedillo do México. 


Foi composta por 17 personalidades eminentes de diversos países da região. Seu objetivo foi avaliar a eficácia e impacto das políticas de combate às drogas e formular recomendações para políticas mais eficientes, seguras e humanas. A Comissão se propôs a abrir uma ampla discussão sobre o tema, ouvindo especialistas, analisando alternativas e formulando recomendações. Suas propostas foram apresentadas à opinião pública e governos de vários países da região. 


E a voz da América Latina foi ouvida no debate global sobre um problema transnacional que afeta a todos. A experiência bem-sucedida da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia deu origem a mais duas comissões: 
i) A Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia; e 
ii) A Comissão Global de Políticas sobre Drogas A Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (http://cbdd.org.br) é composta de 28 personalidades de diversos setores da sociedade brasileira que se propõem a refletir sobre a política de drogas no país. A Comissão irá ouvir especialistas das diversas áreas relacionadas ao tema e transmitirá suas conclusões ao Governo, ao Congresso Nacional e à opinião pública. Busca políticas e práticas que sejam mais humanas e mais eficazes no enfrentamento deste grave problema.

A Comissão Global de Políticas sobre Drogas (www.globalcommissionondrugs.org) é formada por 18 membros e tem como objetivo levar à esfera internacional um debate bem-informado, baseado em pesquisas científicas sobre maneiras mais humanas e eficientes de reduzir o dano causado pelas drogas para indivíduos e para as sociedades. Seus principais objetivos são:
1) Revisar a premissa, eficácia e as consequencias da ‘guerra às drogas’
2) Avaliar os riscos e benefícios de diferentes respostas adotadas para se lidar com a questão das drogas
3) Desenvolver recomendações concretas para a reforma de leis e políticas sobre drogas.

Influência no filme
Ao saber da existência da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o cineasta Fernando Grostein Andrade resolveu convidar o ex-presidente para uma jornada em busca de soluções mais humanas e eficazes sobre a questão das drogas. Essa jornada foi registrada no documentário ‘Quebrando o Tabu’.






Guerra às drogas já matou 50 mil mexicanos

Mais de 50 mil mexicanos foram mortos desde que o presidente Felipe Calderón declarou guerra aos traficantes de drogas e colocou o Exército do México, lamentou ontem o ex-presidente Vicente Fox, que junto com os ex-presidentes brasileiro Fernando Henrique Cardoso e colombiano Cesar Gaviria, defende a descriminalização como tentativa de reduzir a violência.

Os gangues aproveitaram a facilidade de comprar armas nos Estados Unidos e investiram parte do lucro obtido no mercado americano para lutar por seus feudos. Até membros de tropas de elite formaram um cartel, Los Zetas, responsável por algumas das piores atrocidades desta guerra suja.

A fronteira também está tomada pelos cartéis, que agora controlam a imigração ilegal. Mesmo assim, a mortalidade por arma de fogo no Brasil é maior do que no México. 



28/08/2009

CÚPULA DA UNASUL

Acontece hoje em Bariloche, Argentina, a Cúpula do UNASUL,
principal discussão: Acordo Colômbia - Estados Unidos,
com a instalação de Bases Militares no país, como o principal
ponto de uma série de "convênios" militares entre os dois países.


Em cheque: A capacidade de liderança do Brasil,
em seu discurso, em tom apaziguador, Lula tenta mediar conflito.

Como sempre, o politizado povo argentino,
manifesta-se em frente à Reunião dos Chefes de Estado do América do Sul.

O presidente venezuelano Hugo Chávez justificou, nesta sexta, seu posicionamento contundente em relação às bases dos EUA na Colômbia. "Eu amo a Colômbia, me sinto tão colombiano como venezuelano", disse durante sua participação na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que acontece em Bariloche na Argentina.
Chávez e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ficaram frente a frente, nesta sexta. Os dois vivem um clima tenso desde que Bogotá anunciou um acordo militar com os EUA. Chávez apresentou um documento que supostamente mostra um interesse militar de Washington na América do Sul. Uribe frisou que o acerto com os EUA não fere a soberania colombiana.
Além de reafirmar a soberania militar na Colômbia, Uribe fez críticas a países que apóiam grupos paramilitares colombianos. Um recado claro a Chávez que mantém diálogos com a cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Ao fazer seu discurso, Chávez evitou responder diretamente a críticas de Uribe e apenas citou o documento que ele divulgou ontem em entrevista ao jornal argentino Pagina 12. Segundo o presidente venezuelano um relatório entregue pelo líder cubano Fidel Castro mostraria que o exército dos EUA planeja estabelecer tropas na América do Sul.
Rafael Correa, do Equador, e presidente temporário da Unasul disse que o documento militar trazido à cúpula por Chávez o preocupa muito. "Nesse sentido, a primeira decisão da Unasul é analisar este documento e, em função desta análise, solicitar uma reunião urgente com o presidente Obama", afirmou Correa.
Lula como mediador Em seu discurso na cúpula, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura apaziguadora ao abordar a crise das bases e pediu garantias de que o acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos não afetará outras regiões do continente.
Lula pediu "garantias jurídicas" de que o convênio militar que Bogotá-Washington não afetará a América do Sul. "Respeitamos o acordo, mas queremos nos resguardar", afirmou, e insistiu que os países da região devem "ter a segurança" de contar com instrumentos que garantam que o acordo "é específico para o território colombiano".
"Não está (no acordo), mas também não é proibido, o que não é proibido é permitido, temos que ter cuidado com isso", afirmou. "Ter cuidado e tomar sopa não fazem mal a ninguém", brincou o governante. Como proposta para a crise, Lula sugeriu a criação de um fórum entre os sul-americanos por uma cultura de paz.
Lula disse que ainda aguarda uma resposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a sua proposta de convocar uma reunião a Unasul para debater o tema. Destacou a importância de "provocar uma boa discussão com Obama para discutir qual é o papel dos Estados Unidos para a América Latina.
Brincadeiras chavistas Ao assumir a palavra, Chávez tentou amenizar o clima. Ele avisou que chegou a atrasado por causa do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Chávez, os dois deveriam ir à cúpula juntos, mas o carro de Lula acabou saindo antes, deixando o presidente venezuelano a pé.
Momentos depois, Chávez voltou a brincar com Lula, dizendo que o documento dos EUA sobre estratégias militares trazido pelo chefe de Estado venezuelano está disponível em português, pois o presidente brasileiro não lê bem em inglês e espanhol.
Melhor cobertura do encontro, com discursos ao-vivo:
www.terra.com.br

14/08/2009

O PLANO COLÔMBIA E AS MULTINACIONAIS

O Plano Colômbia foi criado em 2000, pelo governo estadunidense do então presidente George W.Bush. Oficialmente destina-se à combater o narcotráfico - produção e tráfico de cocaína, e desestruração das guerrilhas de esquerda - as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a ELN (Exército de Libertação Nacional).

Com ajuda financeira e militar, os EUA tem livre acesso à região,

que é geopolíticamente estratégica na América do Sul:

Tanto por sua posição geográfica, faz fronteira com a Venezuela - maior produtor e exportador petrolífero da região, e ao mesmo tempo, maior opositor do governo norte-americano e consequentemente, do governo colômbiano, como por suas riquezas energéticas (petróleo, gás e carvão) e minerais, salvaguardando os interesses de suas corporações multinacionais.

Eleito sob o discurso de por fim as ações dos paramilitares, guerrilheiros e narcotraficantes, Álvaro Uribe - teve sua campanha explicitamente financiada e apoiada pelos EUA - e desde então, a situação na região tem se mostrado cada vez mais tensa.

A relação diplomatica entre Colômbia e seus vizinhos sul-americanos é um tanto indigesta, e tende a se acirrar cada vez mais, principalmente agora, depois do aceite dado por Uribe, à instalação de bases militares estadunidenses em solo colômbiano.

Em recente reunião de cúpula da UNASUL - União das Nações Sul-Americanas - leia-se: países membros da Comunidade Andina + países membros do Mercosul + Chile/Guiana/Suriname e Venezuela (que aguarda a votação autorizando seu ingresso no Mercosul), os líderes do Bloco Econômico, formalizado em 2008 com pretensões de integração dos países e mercados nos Moldes da União Européia, reuniram-se em Quito, para discussão das pautas, sendo que a mais polêmica era esta da militarização yanque na Colômbia, lógico que frente a esperada pressão, a única cadeira de líder vazia, foi a de Uribe.

Hugo Chavez não perdeu a oportunidade e polemizou ao afirmar que "Ventos de Guerra" sopram na região....

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O texto abaixo mostra que

Metade do dinheiro dos EUA no Plano Colômbia se destina aos cofres das suas próprias multinacionais

O Departamento de Estado dos Estados Unidos investirá, ao longo de 2009, aproximadamente 520 milhões de dólares no Plano Colômbia. Mais da metade desse dinheiro será para multinacionais norte-americanas encarregadas de desenvolver, promover e impulsionar a guerra irregular em território colombiano.

A denúncia foi comprovada pela advogada americana-venezuelana Eva Golinger. "Isso comprova a privatização total da guerra na Colômbia. Essas transnacionais não têm a obrigação de responder legalmente a nenhum sistema judicial do mundo. Gozam de total imunidade", assinalou a pesquisadora. Golinger explicou que em documentos governamentais desclassificados, foi encontrada uma lista de 31 multinacionais estadunidenses ligadas ao Departamento de Estado. Porém, apesar de serem empresas americanas contratadas pelo Pentágono, não estão sujeitas a nenhuma lei pública dos EUA. "Como parte do acordo binacional, na Colômbia têm imunidade total, quer dizer, não respondem a ninguém por seus crimes, ações e operações", enfatizou. Entre as principais empresas, que já têm um longo histórico bélico no mundo, etsão a Lockheed-Martin, uma das maiores do complexo industrial militar dos Estados Unidos. Outras multinacionais financiadas na Colômbia são a Dyn Corp International, a Arinc, a Oackley Network - que entrega softwares de monitoração de internet -, a ITT - transnacional de telecomunicações - e o Grupo Rendón, que trabalha com operações psicológicas na mídia.








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