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04/10/2011

Não Conta Lá em Casa - CUBA



Vale a pena assistir o programa Não Conta Lá em Casa que entra 
na sua 4ª temporada, 
com Haiti, Cuba e Paquistão.




Abaixo alguns trechos dos programas que já foram ao ar
 gravados em Havana

Parte 1

Parte2


Parte 3
Vídeo indisponível: No último episódio do NCLC em Cuba, Fran, os 4 partem para o interior da ilha a bordo de um classudo old mobile. Eles conhecem as cidades de Santa Clara e Guantánamo e tentam entrar na base americana homônima.

Onde:
Exibição as Quartas 22:00hs


27/07/2011

Todos Jornais do Mundo


Dica de Site para manter-se informado

TODOS OS JORNAIS DO MUNDO 
TODOS OS DIAS
NUM SÓ LUGAR

13/12/2010

“A Web deu ao público o controle da informação”


07/12/2010 16:00
por Leda Balbino, iG São Paulo


A empresária Arianna Huffington, de 60 anos, inicia em 18 de dezembro uma viagem de quatro dias ao Brasil para “aprender sobre sua economia vibrante” e sobre as medidas adotadas pelo País para “reduzir a desigualdade social”. O tema lhe é caro por causa de seu mais recente livro, “Third World America”, em que alerta que a redução da mobilidade social e o declínio da classe média nos EUA vêm dizimando o chamado “sonho americano” e arriscam transformar o país em uma nação do Terceiro Mundo.


A ateniense radicada nos EUA, autora de outros 12 livros – incluindo biografias de Maria Callas e Picasso e obras de autoajuda -, não limitou a discussão da perda de poder dos EUA ao “Third World America”. Ela a expandiu para o fenômeno do jornalismo online Huffington Post, site de notícias e opinião lançado em 2005 e do qual é editora-chefe e cofundadora. No site, conhecido simplesmente como HuffPost, Arianna batizou uma seção com o nome do livro, com a proposta de que os leitores e internautas mapeiem iniciativas sendo empregadas nos EUA para ajudar na recuperação econômica e social do país.


A seção se encaixa na visão de Arianna de que o público não é mais um receptor passivo da informação, um mero espectador. Com a liberdade dada pela internet de poder comentar, interagir, compartilhar e de buscar qualquer conteúdo, as pessoas agora detêm seu controle. “Com o crescimento explosivo da mídia social, nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais”, disse Arianna ao iG.


Essa ideia, somada a 195 empregados, à colaboração voluntária de 6 mil blogueiros – que atraem 4 milhões de comentários por mês – e a um habilidoso uso do SEO (sigla em inglês para “Otimização da Ferramenta de Busca”, que melhora os resultados no Google), transformou o HuffPost em um sucesso do jornalismo online. Atualmente o site só perde em audiência para o do New York Times.


No Brasil, a 28ª mulher mais poderosa do mundo, segundo a revista Forbes, deve se encontrar com a presidenta eleita Dilma Rousseff e com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), e participar de um jantar promovido pelo publicitário Nizan Guanaes em São Paulo. Leia a seguir os principais trechos da entrevista que concedeu por email ao iG.





iG: A sra. afirma que o Huffington Post é um jornal. Mas algumas pessoas acreditam que seu modelo de colaboradores não remunerados, reduzida equipe editorial e uso do conteúdo de outros canais pode modificar a mídia como negócio. A sra. concorda com essa avaliação?

Arianna: Nosso modelo é unir o melhor da mídia tradicional com a nova mídia. Isso inclui ter dezenas de editores altamente treinados e um crescente número de repórteres produzindo material próprio – incluindo as recentes contratações de Howard Fineman, que antes trabalhava na Newsweek, e Peter Goodman, do New York Times. Também oferecemos uma ótima plataforma para blogueiros conhecidos ou relativamente desconhecidos para que possam contribuir para o debate público. E, quando agregamos histórias de outras fontes, nos certificamos de fazê-lo respeitando o direito autoral e de direcionar a audiência ao veículo original da história – fluxo que eles podem monitorar. Os leitores do HuffPost amam que o site tenha ao mesmo tempo notícias e opinião – de nossos escritores, blogueiros, repórteres e de todas as partes do mundo – apresentadas com nossa atitude e ponto de vista.


iG: Considerando o sucesso do modelo do HuffPost, qual é o futuro dos jornais tradicionais?

Arianna: Acredito em um futuro jornalístico híbrido em que os jornais tradicionais adotem os melhores elementos do jornalismo online e em que os sites de mídia façam cada vez mais a reportagem investigativa usualmente associada somente às empresas tradicionais. E ao contrário do derrotismo relacionado à mídia como negócio, acredito que vivemos a Era Dourada para aqueles que consomem informação, que podem navegar na internet, usar sistemas de buscas, acessar as melhores histórias de todas as partes do mundo e ser capazes de comentar, interagir e formar comunidades. A Web nos deu o controle sobre a informação que consumimos. E agora o crescimento explosivo da mídia social também está mudando fundamentalmente nosso relacionamento com a notícia. Não é mais algo que aceitamos passivamente. Agora nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais.


iG: Quais características do HuffPost a mídia tradicional deveria adotar para sobreviver?

Arianna: Algo que o HuffPost faz bem – e penso que os meios tradicionais de mídia poderiam fazer mais – é cobrir as notícias obsessivamente para lhes possibilitar reverberar fora de nosso universo multimídia. Também temos orgulho de nossa posição editorial: o compromisso com a transparência e a descoberta da verdade – aonde quer que ela nos leve. Frequentemente, a mídia tradicional sente ter de ouvir os dois lados de uma história, mesmo quando a verdade está certamente em um deles.





iG: O HuffiPost tem 6 mil blogueiros. Qual o segredo para fazer essa quantidade enorme de pessoas escrever sem remuneração?

Arianna: Os melhores blogueiros tendem a ser apaixonados por algo. E estamos felizes de lhes oferecer uma plataforma para expressar suas opiniões. Uma das razões originais para começar o HuffPost era minha sensação de que as vozes mais interessantes em nossa cultura não estavam online – e quis lhes facilitar essa transição.


iG: Como a sra. explica o sucesso do HuffPost? Qual papel que o hábil uso da “Otimização da Ferramenta de Busca” (Search Engine Optimization, SEO) desempenha nisso?

Arianna: O site foi lançado em meio a uma tempestade perfeita para um veículo de notícias e opinião. Tivemos uma inédita combinação de três coisas: agregação de notícia com atitude, opinião e comunidade. E sempre estivemos comprometidos com evoluir constantemente. Quanto ao SEO, sim, HuffPost é bom nisso, mas a coisa mais importante é nosso conteúdo grande e variado.


iG: Em seu livro “Third World America” (América do Terceiro Mundo, em tradução livre), a sra. alerta que os EUA não cumprem mais sua promessa do sonho americano. Qual é a relação entre o declínio da classe média dos EUA e fenômenos políticos como o movimento conservador Tea Party liderado pela republicana Sarah Palin?

Arianna: Em um período de dificuldades econômicas, quando grande número de pessoas perde  seus empregos, casas e se sente impotentes, fomenta-se a raiva. A ascensão do Tea Party é, em muitos casos, a ascensão desse sentimento. Mas o que falta nessa explicação é o fato de que todos estão com raiva. E não é difícil entender por quê. Os americanos estão sofrendo: a pobreza está crescendo, e não há previsão para o fim do alto desemprego e das execuções hipotecárias. Mas há mais de uma forma de canalizar a raiva. Em vez de demonizar, dividir e buscar bodes-expiatórios, podemos canalizar a energia para conectar, alcançar o outro, atuar, tornar a vida melhor para sua família e para quem precisa de ajuda. O que mais me surpreendeu durante a pesquisa do livro – e agora enquanto viajo pelo país – é a criatividade extraordinária florescendo em meio aos problemas perante as comunidades em todo o país.


iG: Em que contexto seu livro explica as eleições de novembro e a derrota democrata?

Arianna: Quase dois anos em seu mandato, o presidente Obama tem uma economia que desagrada nove em dez americanos. É realmente surpreendente que os eleitores tenham descontado sua ira nos democratas. Com os índices de “desemprego real” perto de 17% nos EUA, significa que quase todos são atingidos negativamente pela economia – ou conhecem alguém que seja. E eles não serão confortados pela reforma da assistência à saúde que não entrará em vigor até 2014 e pela reforma financeira que não desacelera o ritmo das execuções hipotecárias ou facilita o empréstimo de dinheiro para pequenos negócios. Como resultado, os eleitores não confiam mais nos democratas para consertar as coisas.


iG: Em seu post “Memorando para a Classe Média dos EUA: Obama, simplesmente não estão a fim de você ”, a sra. diz que as pessoas que estão descontentes com o presidente deveriam parar de reclamar e basicamente fazê-lo trabalhar. A sra. é uma das pessoas decepcionadas com Obama? Por quê?

Arianna: O governo Obama enfrentou muitos desafios reais, incluindo uma oposição que foi obstrucionista em um nível sem precedentes e perigoso e uma formidável máquina de ataque da direita que não se importa muito com a verdade.

Também é verdade que (o ex-presidente George W.) Bush realmente deixou o país em ruínas. O presidente Obama fez várias coisas boas, mas também cometeu vários grandes erros. O maior deles foi não priorizar os empregos – ele não dirigiu a mesma urgência em resgatar a classe média e reconstruir nossas comunidades que dirigiu para resgatar Wall Street e os grandes bancos. A escalada militar no Afeganistão foi outro grande erro, assim como tornar o bipartidarismo um objetivo em si mesmo. E realmente acredito que depende das pessoas – e da mídia – manter nossos líderes com os pés no chão com o objetivo de obter uma real mudança.


iG: Como a população pode fazê-lo trabalhar em 2011 com um Congresso quase totalmente republicano?

Arianna: Reivindicar que nossos políticos se atenham ao emprego, e às dificuldades da classe média, vai além do partidarismo, do “direita versus esquerda”. E é importante lembrar que há muitas coisas que o presidente Obama pode fazer sem envolver o Congresso – e, claro, há o poder incrível de seu cargo de autoridade para defender sua posição diretamente para a população americana.


iG: Por que a sra. vem ao Brasil?

Arianna: Nunca estive no País, então estou ansiosa para aprender sobre sua economia vibrante e sobre a forma como os partidos políticos, apesar de suas diferenças ideológicas, têm sido capazes de se unir para reduzir a desigualdade econômica e melhorar os sistemas educacional e de assistência à saúde do país.

17/05/2010

CANCIÓN POR TIBET

Ngawang Choephel fue condenado por intentar grabar música popular de su país.

"China lleva seis décadas intentando hacer desaparecer las tradiciones tibetanas"

"Llegaron en los 50, eran unos extraterrestres y nos están lavando el cerebro"

Un grupo de refugiados tibetanos son fotografiados con instrumentos tradicionales a su llegada a Nueva Delhi (India), donde llegan huyendo de la invasión china. (Diciembre de 1950 / AP)

Ngawang Choephel nació en 1968 en el Tíbet. Con tan sólo dos años su familia se vio obligada a escapar a la India. Si algo le caracteriza es un silencio prácticamente infranqueable. Y tras él, una modestia en el trato que sólo puede ser fruto de la timidez más increíble o de las consecuencias de un largo periodo de internamiento en cárceles chinas. Lleva tiempo conseguir su confianza. El tiempo que se toma antes de comenzar a responder cada pregunta, el tono de voz – extremadamente bajo – o la lentitud con la que habla denotan la profunda reflexión – si bien nunca contaminada de inseguridad – que precede a cada una de sus palabras.

Ngawang creció como refugiado, escuchando canciones tibetanas y viendo danzar a los ancianos que le educaban como tibetano en la India. Con 25 años consiguió una beca Fullbright para estudiar etnografía y música en los Estados Unidos. Como paso previo a su objetivo real. Siempre quiso volver al Tíbet, cautivado por aquella música milenaria de su infancia y preocupado por la posibilidad de su desaparición.

En 1995, armado de una libreta, una grabadora y una cámara de video, Ngawang viajó finalmente de regreso a Tíbet con el único objetivo de grabar música tibetana para codificarla y tratar de evitar que el fallecimiento de los ancianos se llevase sus acordes a la tumba para siempre. Fue detenido. Gran parte de su material, confiscado. Condenado a 18 años de cárcel y acusado de espionaje, podría haberse podrido en un penal Chino si su madre no hubiera decidido permanecer durante casi tres años protestando ante la Embajada China en la India. Su ejemplo llegaría a oídos de las organizaciones de Derechos Humanos y finalmente la presión ejercida por Amnistía Internacional consiguió que, tras siete años en las poco confortables prisiones comunistas, Ngawang fuese puesto en libertad en 2002.

PREGUNTA: Decide viajar desde Estados Unidos al Tíbet ¿con qué intención?

NGWANG CHOEPHEL: No era consciente de la situación real que se vive en el Tíbet. Sólo sabía lo que había leído en los libros y en los relatos de mi madre y de los ancianos del campo del refugiados. Como refugiado uno aprende a no pertenecer a ningún lugar. Contra eso decidí emprender un doble viaje. Por un lado, científico, con el objetivo de contribuir a recuperar la música de mi pueblo, ya que en la universidad en la que estudiaba no había archivos de música tibetana pero sí cientos de ejemplos de música china y por otro de comprender mi identidad y conocer el lugar de donde venían los ancianos que me educaron. Tenía dos años cuando abandoné Tíbet. Necesitaba regresar.

P: ¿Por qué hablar del Tíbet a través de la música y no directamente desde la política?

N.G.: La música es parte de la identidad cultural de un pueblo. Quizás mucho más que su ideología política. Se trata de un mensaje universal y compartido. La música, al mismo tiempo, se convierte en política y se suma al activismo ya que puede ser utilizada para intervenir sobre la realidad, agrupar a las personas y transmitir mensajes de manera colectiva, incidir en su mentalidad, impactando sobre individuos que se fusionan y se convierten en grupo ante la música. Es muy fácil de entender.

Ngawang muestra en diferentes momentos de su documental Tibet in song la imagen más cruda de la colonización cultural china sobre el Tïbet. Un ejemplo. Mañana de mercado en Lhasa. Horas y horas de altavoces que atruenan las calles con himnos del Partido Comunista. Karaokes en los que se cantan himnos del Partido Comunista. Compañías de música chinas que giran por los pueblos disfrazados de tibetanos, modificando antiguas melodías locales y con letras en chino mandarín que elogian la modernización desarrollada por el Partido Comunista ante el estupor de los ancianos, a los que la policía prohibe cantar y bailar en público en su propio idioma.


P: ¿Cómo describiría la realidad con la que se encontró?

N.G.: El gobierno chino no diferencia entre política, religión o música. Cualquier manifestación de la cultura tibetana es reprimida. Pero inmediatamente entendí que, pese a todo, los chinos aún no han logrado destruir totalmente la identidad y la cultura tibetanas. Especialmente en las áreas nómadas, aunque es cierto que quizás las ciudades estén prácticamente perdidas. Todavía no lo han logrado, pero puede quedar poco tiempo. No han logrado cambiar el alma de las personas, aunque hayan ocupado la tierra. En Tíbet continúan cantando la canción para ordeñar a una vaca, la canción para beber y la canción para hacer la mantequilla. Los tibetanos cantan desde que se levantan hasta que se acuestan. Tres tibetanos se juntan y comienzan a cantar y a bailar. Si la policía les ve, inmediatamente les dispersa. Cuando no les detiene.

No han logrado cambiar el alma de las personas, aunque hayan ocupado la tierra

P: ¿Es posible salvar la cultura tibetana o es ya demasiado tarde?

N.G.: En España, por ejemplo, sabéis lo que había y lo que se ha perdido. Al menos tenéis archivos de vuestra herencia cultural. El problema es que a nosotros nos faltan esos archivos, que sólo son transmitidos de persona a persona. Es probable que en una sola generación nuestra cultura desaparezca. En el marco de la globalización cultural estamos asistiendo a una homogeneización progresiva de las manifestaciones culturales. En el caso chino, se suma una destrucción estratégica, científica y cuidadosamente planeada de nuestra identidad, de todo lo que suene a tibetano, desde la religión hasta la comida o la pintura y por supuesto la música y la danza. La ideología comunista china, pretendidamente positivista y objetiva, ha etiquetado la cultura tibetana como caduca y conservadora, religiosa y feudal, condenándola a la desaparición. Cuando China nos invadió en 1950 la modernidad era como un extraterrestre para los tibetanos y ese extraterrestre llegó con un lavado de cerebro. Cuando vieron que la propaganda no era suficiente, pasaron directamente al uso de la fuerza y últimamente han descubierto que la economía es incluso más fuerte que la propaganda política y la fuerza. Si no somos capaces de detener esta tendencia, tras nuestra generación la cultura tibetana podría desaparecer.

P: Se acusa a los tibetanos de resistirse a la modernización que China ha llevado al Tíbet en forma de universidades, trenes, escuelas…

N.G: El discurso de la modernización que se nos aplica tanto a tibetanos como a uigures es totalmente equivocado. Ese sistema va a quebrar ya que se basa exclusivamente en tecnología y capitalismo. La música y la cultura son mucho más humanos que el crecimiento económico y el desarrollo material sin límites, que terminan por uniformarnos para que compremos y produzcamos objetos de consumo inmediato, incluida la música moderna. Si no defendemos nuestras tradiciones como pueblos, dejaremos de existir. No podemos ser otra cosa que lo que hemos sido durante miles y miles de años. El modelo de progreso chino simplemente, nos destruye para transformarnos en otras personas, que sirvan a sus intereses políticos y económicos.

P: Entonces, según su punto de vista ¿medio siglo de colonización no ha llevado ningún avance al Tíbet?

N.G.: El Tíbet moderno es conveniente para la vida diaria. Es más fácil ir a una escuela, es más fácil tener cosas materiales. Pero se pierde el idioma tibetano para sustituirlo por el chino mandarín y se pierde el nomadismo, por ejemplo, para vivir hacinados en cajones de cemento. No puede definirse avance material como modernización y mucho menos como progreso. Ya que no necesariamente significa una mejora en la calidad de vida del ser humano. Las hambrunas en el Tíbet, como en la Rusia estalinista, fueron provocadas por los cambios de modelo productivo impuestas por los comunistas y no porque fuéramos un territorio pobre. Poseer un bien no tiene porque significar ser más feliz. La posibilidad de ver a un médico a cambio de dejar de ser tibetano no es modernizar el Tíbet, es destruirlo.

China ha descubierto que la economía es incluso más fuerte que la propaganda política y la fuerza

P. ¿Cual es tu punto de vista respecto a la vinculación entre religión y política?, ¿No crees que se puede acusar al Dalai Lama de defender un sistema teocrático de sociedad?

N.G.: No hay nada malo en ser religioso. Muchos pueblos del mundo viven su religión con libertad y no se utiliza la religiosidad para humillarlos ni despreciarlos como se hace con los tibetanos. El budismo no es sólo una religión, es un sistema cultural complejo y completo que nadie nos ha impuesto desde el exterior, que ha nacido de nosotros mismos. Religión y cultura en nuestro caso son indisociables. Con la consecuencia, por ejemplo, de ser una de las naciones más pacíficas de este mundo violento en el que vivimos. Nosotros no humillamos ni reprimimos ni exportamos por la fuerza nuestro modelo a nadie. La nuestra es una religión basada en la no-violencia más sofisticada.

P. ¿Es la causa tibetana una causa perdida?

N.G.: Necesitamos generar un movimiento nuevo. Nos hemos estancado, no tenemos ningún plan alternativo. Tenemos al Dalai Lama como líder único y lamentablemente es un anciano. Si él falta, no hay alternativa. Los últimos 50 años de nuestra causa no han generado el más mínimo avance real. Es hora, por tanto, de cambiar de estrategia. En nuestro caso será muy difícil para China justificar una represión como la aplicada contra los uigures. Necesitamos que la protesta despierte de nuevo a través de nuestro ejercicio de la noviolencia y que sea firme, continuada y diaria para que cuando sea inevitable el cambio de liderazgo, éste no dependa de una sola persona. En tibetano lo llamamos “qunlum”, “la fuente de la que nace el movimiento y aquello con lo que se sostiene”. Existe la fuente para el movimiento, nos falta como sostenerlo. La situación es crítica y la represión es brutal. No puedes limitarte a gritar “Libertad para el Tíbet” sino estás dispuesto a convertirlo en acción política organizada.

Monjes budistas tibetanos tocan instrumentos tradicionales en una ceremonia religiosa en Lhasa, en 1988 (AP Photo/Kathy Wilhelm)

Tíbet, seis décadas de ocupación china

Tíbet se extiende sobre un territorio de superficie equivalente a las de Alemania, Francia y España juntas. China lo invadió en 1949. En una década, seis mil monasterios budistas fueron destruidos y 1.200.000 tibetanos (sobre una población total de seis millones) fueron asesinados. La tradición y la cultura tibetana fueron -y son- perseguidas por el gobierno chino. Más de cien mil tibetanos siguieron en 1959 al Dalai Lama a su exilio. En la actualidad son 130.000 los que viven como refugiados en Dharamsala, al norte de la India.

Después de medio siglo de colonización de un territorio en el que no vivían chinos en 1959, los ocho millones de colonos desplazados a la región por el régimen de Pekín constituyen hoy en día la mayoría de la población, frente a los seis millones de tibetanos originarios. La imposición del idioma, la discriminación laboral y educativa, las violaciones constantes de los derechos humanos o la destrucción medioambiental, con el establecimiento de vertederos nucleares dentro del territorio muestran -en el Tíbet- características comunes con la situación del pueblo Uigur a la que ya hemos hecho referencia en periodismohumano.

China trata de asimilar política y culturalmente a las minorías que viven bajo su control a través de políticas que las organizaciones de derechos humanos condenan continuamente. Ambas nacionalidades, Uigur y Tibetana han sido definidas como “Regiones Autónomas” dentro de China, representando en su conjunto más de una cuarta parte del territorio controlado por el Partido Comunista. No obstante, destacados representantes de ambos grupos rechazan este modelo de integración en el Estado, al mismo tiempo que las califican de ”acuerdos sobre el papel más pensados para aliviar la presión exterior que para garantizar la supervivencia de ambas identidades”. Ni Rebiya Kader, líder del Congreso Mundial Uigur, ni Ngawang Choepel, músico tibetano se muerden la lengua al utilizar la expresión “genocidio cultural” para definir la política china en sus regiones de origen.

Fonte: http://periodismohumano.com/culturas/cancion-por-tibet.html

26/01/2009

Periodistas en Guerra

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"En época de mentiras, contar la verdad

se convierte en un acto revolucionario"

(George Orwell)



Nada mais oportuno, dadas as atuais circunstâncias:
- Internet ajuda a furar bloqueio midiático imposto por Israel
- Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, mas isso não vem impedindo que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundo.


Em meio ao alvoroço noticialesco causado pela invasão em Gaza e na busca de fontes alternativas de informação, que não a imprensa oficial, leia-se Reuters, Associated Press, BBC`s e companhias limitadas... Muito naveguei por blogs, sites oficiais de Organizações Não Governamentais, como Cruz Vermelha, Anistia Internacional e o próprio site da Onu, dentre outros vários , além óbvio, de páginas de mídia alternativa daqui e de fora... muitas descobertas boas, dentre elas os "Periodistas en Guerra".

O blog http://periodistasenguerra.blogspot.com/ é formado por um grupo de jornalistas espanhóis, a maioria correspondentes em áreas de conflito e ativistas políticos.

Sua bandeira:
" El deber del periodista es ir a donde esta el silencio!
Dar voz a quien ha sido olvidado, abandonado y golpeado."


Fazendo uma referência a citação da repórter americana Amy Gooldman, já elogiada por Noam Chomsky e Michael Moore. Amy mantém um programa de rádio e tv , chamado "Democracy Now!" e destacou-se como uma das maiores opositoras dos excessos cometidos pela adminstração Bush e pelas grandes Coorporações Financeiras.

Defendem o papel dos jornalistas e sua independência frente a verdade.

"Creemos firmemente que la independencia
de los periodistas es vital
para la sociedad y que el periodismo
es un servicio público a los ciudadanos
que no puede estar sometido
a intereses políticos o económicos. . .
"

Nele postam notícias, vídeos e fotografias inéditas, sem cortes e diretas do "front" , além de participarem de manisfestos em pról dos Direitos Humanos, e denunciarem abusos e "furos de reportagem" de primeira linha, como o publicado hoje, onde noticiam que :


"Israel esta orientando os seus militares e evitarem viajar à Espanha e a outros países,
por receio de serem detidos por crimes de guerra."


***

Vale a pena acompanhá-los,
realizam um trabalho digno, verdadeiro e acima de tudo esclarecedor,
daqueles difíceis de se encontrar nos dias de hoje,
onde 5 Agências de Notícias
dominam o que será divulgado ao mundo todo!

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