Depois de conhecer Cuba, e ir mais a fundo nos ideais de Che,
não tem como não estampar um sorrisão
após ver uma imagem histórica como esta.
"Dirán que soy un soñador, pero no soy el único"...
Chicago, 11 de agosto de 1966. John Lennon se refugió en una vieja cabina de grabación de radio para estar solo y relajarse. Recién salía de una conferencia de prensa bajo la presión del escándalo desatado por sus declaraciones en marzo al London Evening Standard (aunque en Estados Unidos se conoció esto a través de la revista Datebook ) donde afirmó que los Beatles ya eran más famosos que Jesucristo. Situación que en Estados Unidos propició el veto de su música en varias estaciones de radio.
Aquel 11 de agosto, Lennon con guitarra en mano, levantaba su mirada y ante él estaba otra figura de pelo largo y con sueños de libertad. Guevara no sabía cantar pero tomó una guitarra y cantó, más bien gritó canciones sobre los oprimidos y las causas justas. John lo escuchó sin decir palabra alguna y el Che se fue así como llegó.
Ni John ni Ernesto comentaron nunca nada acerca de ese extraño encuentro.Hoy se conoce la existencia de aquel miniconcierto secreto, y ya algunos se han aventurado en decir que ese encuentro marcó en definitiva la producción artística de John.Otros hasta han llegado a escuchar fragmentos de aquellos "cantos" del Che en "Revolución #9", del album blanco de Los Beatles.
— con John Lennon y Che Guevara.
El 8 de diciembre del 2000, Fidel Castro y Silvio Rodríguez
develaron una estatua del ex beatle John Lennon, en el 20 aniversario de su muerte.
Durante el evento, Fidel lamentó no haber conocido antes a Lennon, y agregó: "Hay reivindicaciones que son muy justas".
Desde entonces,
John Lennon permanece sentado en La Habana, en imagen de bronce,
junto a una placa con una de sus frases:
"Dirán que soy un soñador, pero no soy el único"...
...Mientras que en otro lado de la isla, en Santa Clara,
como escuchando esa frase, la estatua del Che Guevara, sonríe.
Vale a pena assistir o programa Não Conta Lá em Casa que entra na sua 4ª temporada, com Haiti, Cuba e Paquistão.
Abaixo alguns trechos dos programas que já foram ao ar gravados em Havana
Parte 1
Parte2
Parte 3 Vídeo indisponível: No último episódio do NCLC em Cuba, Fran, os 4 partem para o interior da ilha a bordo de um classudo old mobile. Eles conhecem as cidades de Santa Clara e Guantánamo e tentam entrar na base americana homônima.
Se fosse possível expressar em duas palavras o que significa Fidel Castrou, poderíamos dizer: Dignidade e princípios. Fidel é admirado e odiado por isto. Quem o odeia não consegue aceitar que alguém mantenha a dignidade de fazer de sua vida uma luta permanente por aquilo que acredita, e a firmeza de princípios que não se negociam, o que no caso de Fidel é o combate contra esse mundo, capitalsita, como ele é, baseado na lógica da desigualdade e da exploração do homem pelo homem. Tido como algo "natural", o sistema capitalista tem, nestes valores, o seu motor e sua essência.
Fidel completou 85 anos neste sábado 13 de agosto de 2011. Sua vida já entrou para a história. Foi no distante ano de 1953 que um jovem advogado de uma pequena ilha caribenha, até então conhecida apenas como "um Cassino dos EUA", organizou um levante armado contra o ditador feroz que governava a ilha. O jovem advogado que tinha tudo para uma brilhante carreira como "defensor" do sistema, torna-se seu principal inimigo. O episódio conhecido como "ataque ao quartel Moncada", se deu em 26 de julho de 1953. A ação fracassou e Fidel foi preso. O que parecia ser uma derrota, foi na verdade o inicio do que viria a ser o "Movimento 26 de julho" que 5 anos depois derrubaria a ditadura de Fulgencio Batista e inauguraria a primeira revolução socialista da América Latina.
Foi na preparação da revolução, em 1956, no exílio de Fidel no México, após sua libertação da prisão, que ele encontrou outro jovem que entraria para história. O médico argentino que, como FIdel, queria mudar o mundo. Che Guevara, seria um dos principais comandantes da revolução cubana, junto com Fidel e Camilo Cienfuegos. Os três seriam o cérebro e o coração da revolução. A epopéia dos 12 militantes que sairam do México em um pequeno iate e chegaram clandestinos em Cuba e que em 4 anos se transformaram o Movimento 26 de julho em um poderoso exército de camponeses, já faz parte da historica dos povos que lutam, em todo mundo, por sua liberdade e emancipação.
No quintal dos império americano, em plena guerra fria, uma pequena ilha enfrentava o capitalismo, buscando construir uma outra forma de desenvolvimento, baseada em princípios profundamente diferentes daqueles dominantes, ou seja, igualdade,liberdade, solidariedade e justiça social.
A Batalha por esse objetivo ainda não chegou a seu final. Passados mais de 50 anos Cuba ainda enfrenta o império americano e Fidel como símbolo máximo desta luta, continua sendo odiado por todos aqueles que se sentem ameaçados pela idéia de que um outro mundo seja possível e de que é possível lutar e vencer, por mais que o inimigo pareça forte e poderoso.
Fidel e o povo cubano se confundem; dignidade e firmeza de princípios compõe a característica tanto de um como de outro. "O Ditador", ainda não foi "derrubado", dizem, tristes, os capitalistas de todo o mundo. Até agora quem foi derrubado foram apenas os "democratas" do capitalismo. Por que será? Se até os ditadores comunistas do Leste Europeu caíram, porque Fidel ainda resiste? Porque o povo cubano ainda ama este "ditador"?? Porque Fidel é respeitado e adorado pelos pobres de todo o mundo e ao mesmo tempo odiado pelos ricos? Porque este velho revolucionário ainda incomoda? Não seria sua vida um "perigoso" exemplo para as futuras gerações?
Esse é o homem que completa 85 anos nesta sexta. O "ditador" que enfrentou um império,e que a sua maneira procurou contribuir para uma idéia de sociedade sem crianças passando fome ou analfabetas. Onde a solidariedade é um valor maior que qualquer individualismo egoísta e predatório.
A idéia de que o mais importante a ser exportado para o mundo é a solidariedade para todos os povos que lutavam por liberdade e por uma vida melhor.
O comandante Fidel, no alto de seus 85 anos continua em plena atividade intelectual e, por isso, incomodando muitos, com o pensamento vivo e crítico de quem ainda tem muito a contribuir para uma sociedade menos miserável do que essa que dizem ser a única possível.
Longa vida comandante, longa vida a sua dignidade e firmeza de princípios.
Notícia que pode espantar os críticos ao regime de Fidel e Raúl, líderes do país estigmatizado pela intolerância e perseguição aos homossexuais. A cirurgia de mudança de sexo de um dos noivos foi feita em hospital público do país.
Cuba oficializará 1º casamento entre gay e transexual
A madrinha: Yoani Sánchez, do Generación Yblog"independente", que é traduzido para mais de 20 idiomas, mundialmente conhecido por fazer oposição ao regime cubano.
Na mídia:
Havana, 16 jul (EFE).- Uma transexual e um homossexual cubanos vão se casar no dia 13 de agosto em Havana, na primeira oficialização destas características realizado na ilha e que além disso coincidirá com o 85º aniversário do ex-presidente Fidel Castro, confirmaram os noivos neste sábado à Agência Efe. Wendy Iriepa, de 37 anos e submetida a uma cirurgia de mudança de sexo em 2007 na ilha, e Ignacio Estrada, de 31 anos e homossexual soropositivo, se casarão em cerimônia aberta que esperam marcar o país e que terá como madrinha à blogueira dissidente Yoani Sánchez. "Nos conhecemos no dia 13 de maio deste ano e pensamos em nos casar três meses depois", disse à Agência Efe Estrada, que se considera homossexual, mas diz ter se apaixonado pela mulher que Wendy é. O casal também decidiu casar-se na "polêmica" data de 13 de agosto para coincidir com o aniversário de 85 anos de Fidel Castro e destacar o "gigantesco" passo que significará sua união dentro da comunidade de Lésbicas, Gay, Bissexuais e Transexuais (LGBT) do país. Estrada lembrou que há um ano Fidel Castro admitiu em entrevista a perseguição que pessoas homossexuais sofreram em Cuba no início da revolução, ao tempo que reconheceu sua responsabilidade por não emprestar "suficiente atenção" ao feito que qualificou de "grande injustiça". Ignacio admitiu que este casamento só pôde ser concretizado graças às cirurgias de mudança de sexo promovidas pelo Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex). Essa instituição, dirigida por Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, e sobrinha de Fidel, liderou nos últimos anos uma insistente campanha para sensibilizar nos planos políticos e da opinião pública sobre o respeito à diversidade sexual. Entre suas conquistas está a legalização das operações de mudança de sexo por uma resolução do Governo em 2008.
Os meios de comunicação festejam o "Fracasso do Regime Comunista de Cuba" após seus 53 anos. Se o que eles construiram nestas 5 décadas foi "fracasso", então podemos comemorar a "Vitória" de termos tantas crianças brasileiras dormindo na rua e vicidas em crack.
200 milhões de crianças no mundo dormem hoje nas ruas. Nenhuma é cubana.
250 milhões de crianças com menos de 13 anos são obrigados a trabalhar para viver. Nenhuma delas é cubana.
Mais de um milhão de crianças são forçadas à prostituição infantil e dezenas de milhares foram vítimas do comércio de órgãos. Nenhuma delas é cubana.
25 mil crianças morrem a cada dia no mundo por sarampo, caxumba, difteria, pneumonia e desnutrição. Nenhuma delas é cubana.
"con una lupa que magnifica todo lo que interesa a sus enemigos"
Europa Press
12-03-2010
El escritor y periodista uruguayo Eduardo Galeano alertó hoy de que "contra Cuba se aplica una lupa inmensa que magnifica todo lo que allí ocurre cada vez que conviene a los intereses enemigos, llamando la atención sobre lo que pasa en la revolución, mientras la lupa se distrae y no alcanza a ver otras cosas importantes y que los medios de comunicación no hacen por informar".
Galeano, que participa hoy en el Seminario Internacional 'Derechos humanos, mujer y frontera: El feminicidio de Ciudad Juárez', organizado por la Universidad Internacional de Andalucía (UNIA) en Sevilla, realizó estas declaraciones en rueda de prensa tras ser cuestionado por el caso de la muerte del disidente cubano Orlando Zapata, fallecido tras una huelga de hambre de 85 días.
En este sentido, el escritor afirmó que "respeta la decisión de alguien que es capaz de hacer la huelga de hambre y morir por lo que cree, aunque no es algo digno de aplauso". Al mismo tiempo, apuntó que lo que ha pasado con Zapata y sucede ahora con el periodista Guillermo Fariñas son cosas "importantes y desgraciadas" y ante las cuales el Gobierno de Cuba tendría que "tomar nota, pues son señales de alarma en cuanto a signos de descontento popular que deberían impulsar los cambios que la revolución necesita".
No obstante, Galeano lamentó que "los grandes medios de comunicación no hayan recogido en tantas páginas que dedicaron al terremoto de Haití que el país que más médicos mandó fue Cuba, 1.000, y que los galenos haitianos recibieron la formación en el país cubano de forma gratuita".
Así, añadió que "mientras Cuba manda médicos, Estados Unidos mandó soldados, lo que implica una concepción de las relaciones internacionales diametralmente opuesta". Además, aseguró que "Cuba sigue siendo un país ejemplar en su capacidad de solidaridad y en su dignidad nacional". No obstante, precisó que "no aplaude todo lo que hace Cuba, pues el amigo de verdad es el que crítica de frente y elogia por la espalda".
Por otro lado, el autor de 'Memoria del fuego' afirmó que "la discriminación en este mundo continúa y contra la mujer es muy grave, pues aunque se hayan ganado algunas batallas sigue existiendo discriminación marcada por las tradiciones machistas, elitistas o militaristas, pese a que haya quien cree que está resuelto el asunto"
OBAMA, "POSITIVO"
El escritor aclaró que no él "no pretende demostrar que las mujeres son mejores que los hombres, ni los negros que los blancos o los indios que los conquistadores, sino reivindicar la igualdad de derechos para poder mostrar lo que somos, es decir, mitad basura, mitad maravilla".
En este sentido expresó que "sigue creyendo que el hecho de que Barack Obama fuera elegido presidente de los Estados Unidos es positivo, porque se trata de reivindicar la igualdad de derechos en una nación que cuenta con unas contradicciones del racismo tan frecuentes". Al mismo tiempo, apuntó que no cree que el presidente haya tenido tiempo de leer el ejemplar que le regaló el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, de su obra 'Las venas abiertas de América Latina'; pues "Obama es un hombre prisionero del poder y éste no deja tiempo para leer", dijo, aunque, confesó que "le hubiera recomendado otro libro suyo más digerible".
Asimismo lamentó que "Obama no aprovechara la entrega del Nobel de la Paz para purificar la tradición estadounidense en este galardón tras haberlo recibido Wilson, ferviente admirador del Ku Klux Klan, y Roosevelt, elogiando la guerra en su discurso".
"SI LOS HOMBRES QUEDARAN EMBARAZADOS, EL ABORTO SERÍA LIBRE"
Continuando con la lucha de la igualdad de derechos, en cuanto a la reforma de la Ley del Aborto llevada a cabo por el Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero y la polémica levantada en la sociedad, Galeano comentó que "existe mucha ignorancia histórica, pues la emperatriz bizantina Teodora aprobó el derecho al aborto en el siglo VI de la era cristiana, en Uruguay existió este derecho durante cuatro años en la década de 1930, en España durante la República o en Nicaragua en 1853, donde un gobierno conservador aprobó una ley que permitía el aborto, que se eliminó siglo y medio después por los sandinistas". Estos ejemplos demuestran, según el escritor, que este derecho de la mujer "pobre, pues la rica acude a clínicas privadas no es nada nuevo". Además, aseguró que "si los hombres quedaran embarazados el aborto sería libre".
"EL MUNDO, UN CASINO"
Galeano, que hoy imparte la conferencia 'Mujeres' en Sevilla, donde realiza un recorrido a través de la historia por la imagen de la mujer en el mundo con sus aventuras y desventuras, destacando figuras como la de Emilia Pardo Bazán -primera catedrática española- o Concepción Arenal, lamentó que el poder "sigue siendo masculino en casi todas las facetas de esta sociedad o desempeñado por mujeres disfrazadas de hombres como la ex jefa de la diplomacia estadounidense Condoleezza Rice o por desprestigiadoras de la noble causa de la reivindicación de los derechos femeninos".
Con respecto a la crisis, el periodista uruguayo aseguró que la situación actual confirma que "el capitalismo es un sistema gobernado por las altas finanzas, convirtiendo el mundo en un casino donde gana el que mejor juega". En este sentido alertó de que una de las consecuencias de esta crisis es "la resurrección del racismo, pues a las altas cifras de parados en países como España, en Italia y otros países del norte del mundo se ha vuelvo a ver brotes de racismo que se creían enterrados".
Gravado nos EUA, Índia, China, Itália, Suécia, Hungria, Canadá e Cuba durante três anos, usando a linguagem midiática, dinâmica do videoclip, o documentário Surplus desvela a insustentabilidade de um sistema baseado no consumismo desenfreado para a geração de lucro às grandes corporações e sem contudo preencher o vazio existencial da sociedade de consumo.
Cenas de ativistas anti-capitalistas, do comércio de bonecas infláveis, da monotonia e alienação do trabalho, da crise existencial de um jovem milionário da New Economy, e ainda George Bush, Tony Blair, Silvio Berlusconi e outros governantes símbolos de uma era de estímulo à guerra, ao consumo e à intolerância vão sendo apresentadas ao espectador como um chocante videoclip. Nem a Cuba de Fidel Castro é poupada: os discursos anti-capitalista e anti-comunista também são uma forma de propaganda.
Qual nossa alternativa diante do modelo hegemônico da sociedade de mercado?
O documentário conta ainda com a participação especial e voluntária do filósofo Jonh Zerzan um dos críticos mais radicais do pensamento contemporâneo que tem influenciado decisivamente a prática de ativistas por todo mundo contra a alienação da sociedade de consumo.
Não há dúvida de que a América Latina trilha novos caminhos na dignidade dos povos e exemplo disso foi a decisão da 39ª assembleia da OEA, Organização dos Estados Americanos, que decidiu anular a decisão de 1962 pela qual Cuba, por pressão dos Estados Unidos, tinha sido expulsa do seu seio. É a história a reescrever-se a si própria.
Independentemente da decisão de Cuba que já anunciou que não tenciona integrar a OEA, tal como é e funciona, não se poderá negar que há sinais de que algo esta mudando. A decisão foi anunciada no término da 39ª assembleia-geral da OEA, realizada na cidade de San Pedro Sula, norte das Honduras, pela voz da sua presidente, Patricia Rodas, chanceler de Honduras, ao declarar que "a resolução adoptada em 31 de Janeiro de 1962, que excluiu Cuba da Organização dos Estados Americanos, fica sem efeito" e que o retorno, de facto, do país à OEA é de livre escolha do governo cubano.
Patricia disse também que a anulação da medida está sustentada pela carta de fundação e por outros elementos de autodeterminação e de direitos humanos que orientam os países membros. Definiu a decisão como uma notícia fundamental e histórica e ressaltou que os povos latino-americanos mais não fazem do que recuperar a dignidade do povo cubano.
Já o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse que a OEA fez uma "reparação histórica". "Esta foi uma decisão tomada pelo mérito de nossos chanceleres. Uma decisão tomada por consenso, o que era mais difícil. A OEA está a fazer uma rectificação histórica, que mostra a força do diálogo e das ideias invencíveis. Estamos começando uma nova era de fraternidade e tolerância".
Zelaya ressaltou ainda que "todo o país tem o direito de escolher seu próprio sistema político, económico e social. Isso foi o que o povo cubano fez há mais de quatro décadas, e hoje, depois de bloqueios e ingerências, a OEA faz uma sábia reparação, a Guerra Fria terminou aqui, em San Pedro Sula."
Como não podia deixar de ser os Estados Unidos exigem que a readmissão de Cuba se dê apenas mediante a adequação do regime de Havana aos "princípios democráticos da OEA". Passados estes anos todos e apesar das transformações operadas naquela região Washington não desiste de tentar impor o seu modelo, esquecendo-se que a sua coutada emagreceu, e muito. Esquece-se igualmente que em matéria de direitos humanos será certamente um dos últimos países a poder impor condições.
O filme "Che", do americano Steven Soderbergh, é uma saga de quatro horas e meia dedicada ao líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara - porém, por estes pagos tivemos o lançamento somente da primeira parte a do "Che- Argentino".
Filmado em espanhol, e não em inglês, é apresentado em duas partes. A primeira percorre minuciosamente o processo que começa em 1956com a viagem de Fidel Castro e 80 rebeldes a Cuba e culmina com a entrada dos "barbudos" em Santa Clara em 1959, e com o triunfo da Revolução que derrubou o ditador Fulgencio Batista.
Permeia a história, sempre de maneira pedagógica, com seqüências em preto e branco para simular imagens de arquivo, que na realidade foram reconstituídas para o filme. Uma entrevista de Che a uma jornalista americana é usada como fio condutor desse relato, que passa por diversos momentos importantes do processo revolucionário e do protagonista, especialmente a intervenção do ministro Guevara diante da Assembléia Geral das Nações Unidas em 1964.
O discurso é o original e as imagens parecem ser tão reais e com cara de documentário/acervo, que chegam a confundir, mas são sempre de Del Toro, que com maestria interpretou o comandante.
A história se desenrola em um mosaico da guerra de guerrilha, acompanhada quase no dia-a-dia . Tem um humor aguçado e inteligente, e emana os nobres valores dos revolucionários comunistas, como a necessidade de alfabetização dos guerrilheiros, o respeito aos campesinos - às suas plantações e às suas mulheres.
Ficou sim o gostinho de quero mais, e virá em breve....
A segunda parte de "Che" começa com Fidel Castro lendo a carta de despedida do argentino antes de abandonar Cuba em 1965 com a intenção de estender a revolução pelo mundo, primeiro no Congo e depois na Bolívia.
Do movimento revolucionário de Cuba não ficam rastros nas montanhas da Bolívia. Muito doente, com asma, Che Guevara não é nem sombra do que um dia foi. Pouco a pouco vão caindo seus fiéis seguidores até que a caça ao homem termina com sua prisão seguida de execução sumária em 1967, na selva boliviana.