Um blog feito de História(s): Com Política Internacional, Economia, Literatura, Cultura, Música... dentre outras cositas más!
05/07/2010
02/05/2010
CONTRASTES
Enquanto no Brasil o Supremo Tribunal Federal recusa a revisão da Lei de Amnistia de 1979, no sentido de permitir o julgamento dos torturadores da ditadura que governou o país entre 1964 e 1985;

Na Argentina o Supremo Tribunal de Justiça declarou inconstitucionais os indultos que o Governo de Carlos Menem concedeu ao ditador Carlos Videla e ao seu ministro de economia José Martinez de Hoz, por considerar imprescritíveis os delitos de lesa humanidade.
Igualmente na Bolívia a justiça está realizando diligências para investigar os crimes cometidos durante a ditadura de Luis Garcia Meza (1980-1991), tendo o Supremo Tribunal de Justiça deste país ordenado ontem às Forças Armadas a desclassificação dos arquivos secretos desse período para investigar o desaparecimento de várias pessoas.
26/04/2010
A DÉCADA DE OURO DE LUIZ INÁCIO
*Juremir Machado Da Silva
Publicado no Jornal Correio do Povo de 18/04/10
Continuo ouvindo os críticos do presidente Luiz Inácio vociferarem contra ele. Ainda dizem que não passa de um quase analfabeto. Só falam do mensalão. Sonham com as eleições.
Lamentam que a população desinformada se deixe manipular por políticas “populistas”. Pobre massa, incapaz de se proteger do lulismo. Sem dúvida, o povo não sabe o que faz!
Dados da Fundação Getúlio Vargas, publicados pela Folha de S. Paulo, mostram que esta primeira década do século XXI é um estouro.
Ainda temos 30 milhões de miseráveis – pessoas vivendo com menos de R$ 137 por mês, mas seriam 50 milhões sem as políticas sociais do metalúrgico que tomou o poder na lábia e no voto.
A proporção de miseráveis caiu 43%. Que horror! Nunca na história deste país dos últimos 15 anos o poder de compra das famílias esteve tão alto.
É um problema. Dá engarrafamento em supermercado.
O pessoal come demais. Alguns, simplesmente comem. Ficam obesos.
Esse povo, como se vê, é besta.
Onde se viu continuar apoiando um presidente que lhe melhora a vida.
“Foi uma “pequena grande década”, diz Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-Rio, para a Folha de S. Paulo, jornal que não morre de amores pelo PT. “E a melhora na renda hoje é muito mais sustentável, pois está apoiada mais na renda do trabalho”.
Deviam mandar prender uma cara que conta isso. Onde já se viu provar que o Brasil vai bem com Luiz Inácio?
A matéria da Folha diz mais: “Na média da década, a renda do trabalho explicaria 67% da redução da desigualdade. O Bolsa Família, cerca de 17%; os gastos previdenciários, 15,7%.
Desde 2003 foram criados 12,2 milhões de empregos formais”. Que barbaridade!
O principal vem do aumento da renda do trabalho e não das criticadas políticas assistencialistas.
A renda cresce 5,3% ao ano. Esse crescimento é de 7,3% no nordeste. Será que é por isso que Luiz Inácio tem injustificados 83% de apoio por lá?
Um dado da Folha é acachapante: “Em 2003, um salário mínimo comprava pouco mais de uma cesta básica. Hoje, paga 2,2 cestas”. Simplesmente mais do que dobrou.
Com uma situação dessas, a tarefa dos opositores de Dilma é simples: convencer a população que dar continuidade a essa política pode ser muito ruim para todos. Uma missão, bem se vê, absolutamente simples.
Luiz Inácio está completando uma década de ouro para os mais pobres.
Coisa de quem não sabe o que faz.
O economista Ricardo Paes de Barros lamenta que esse crescimento é “mais pró-pobre”. Um erro grave! Mais uma razão para os pobres se rebelarem.
09/10/2009
FRASE DO ANO
01/09/2009
O ataque covarde da IstoÉ à Venezuela
Na edição desta semana, a revista IstoÉ, famosa por suas capas sensacionalistas e reportagens difamatórias, aprontou mais uma das suas. No artigo “O lobista de Chávez”, ela desferiu um ataque covarde contra o jornalista Carlos Alberto de Almeida, reconhecido por sua militância internacionalista e por seu compromisso com a ética jornalística. Descaradamente marcarthista, o texto insufla a perseguição política: “Jornalista brasileiro trabalha no Senado, mas faz hora extra para defender os interesses da Venezuela”. Nela, o senador tucano Álvaro Dias aparece pregando a apuração sobre a “dupla militância do funcionário”. Só falta pedir a sua demissão!
Para a revista, que nunca escondeu o seu ódio à revolução bolivariana, Beto Almeida seria um inimigo da “liberdade de expressão” por defender as medidas de Hugo Chávez contra a ditadura midiática. A fonte principal da IstoÉ é Sociedade Interamericana de Prensa (SIP), a máfia dos barões da mídia que não tolera qualquer restrição legal à “libertinagem de imprensa”. O texto também desfere duro ataque à Telesur, “a emissora criada para se contrapor à rede americana CNN na América Latina”. Beto Almeida é membro do seu conselho diretivo, “seguindo à risca a cartilha do caudilho venezuelano”, esbraveja a revista.
Temores da mídia colonizada
Na prática, o rancoroso artigo visa atingir o presidente Hugo Chávez, num momento em que o parlamento brasileiro discute a adesão da Venezuela ao Mercosul. Ele também procura evitar o fortalecimento da Telesur, que já agrega vários países do continente e realiza o contraponto à mídia colonizada pelos EUA. A IstoÉ chega a alertar os reacionários de plantão. “Até agora, a emissora funciona de forma precária, quase na informalidade. Mas, aos poucos, Beto avança no lobby pelos ideais bolivarianos. Já emplacou, por exemplo, a programação da Telesur na grade do Canal Comunitário de Brasil, a ‘TV Cidade Livre’, da qual é presidente. E está costurando um convênio entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Telesur”.
No seu reacionarismo inconsistente e leviano, a IstoÉ joga farpas para todos os lados. Ataca o governo de Roberto Requião (PMDB), que retransmite a Telesur na TVE do Paraná, e critica a militância de Beto Almeida em defesa do “repasse das verbas públicas para emissoras públicas e comunitárias”. De forma marota, ela aproveita o episódio para se contrapor à 1ª Conferência Nacional de Comunicação. A revista não tolera a diversidade e pluralidade informativas e rejeita qualquer ação que vise enfrentar a concentração e a manipulação midiáticas. Para ela, a militância de Beto Almeida é incompatível “com os princípios da liberdade de expressão”.
“IstoÉ Daniel Dantas”
A publicação semanal da Editora Três já é bem conhecida por seu jornalismo sensacionalista e mercenário, sempre na busca insana por aumento de tiragem e de lucros. Em fevereiro passado, no texto intitulado “Stédile, o intocável”, ela procurou justificar a repressão às 270 famílias de sem-terras acampadas numa fazenda em Eldorado da Carajás (PA), adquirida ilegalmente pelo Grupo Opportunity, controlado pelo mega-especulador Daniel Dantas. A agressão ao líder do MST teve como objetivo criminalizar a luta pela reforma agrária e defender o banqueiro.
Na ocasião, o MST respondeu a altura no texto intitulado “IstoÉ Daniel Dantas”. Lembrou que a revista “atua como títere dos poderosos, ao passo que se distancia do compromisso com a sociedade e a ética jornalística”. Destacou que ela faz o papel de advogado do bandido e que evita noticiar as sujeiras de Daniel Dantas, “preso em julho passado durante a operação da Polícia Federal por prática de crimes financeiros e de desvio de verbas públicas”. E ironizou: “Resta saber se o conteúdo da reportagem é fruto de um trabalho investigativo competente ou se deve ao curioso fato de que a IstoÉ é publicada pela Editora Três, que por sua vez também é controlada pelo banqueiro Daniel Dantas. Desde 2007, ele possui 51% das ações da editora”.
07/05/2009
ISSO É BRASIL
Até porque parte dela não acredita no
que vocês escrevem. Vocês batem,
mas a gente se reelege."
deputado federal (PTB-RS), relator do processo contra Edmar Moreira, falando a jornalistas sobre a possibilidade de uma má repercussão caso Moreira seja absolvido.
É Sérgio, nosso queridão amigo Collor que o diga...
A real:A maior parte das vítimas é pobre,
moradora de favelas e negra."
da ONG Justiça Global, sobre denúncias que responsabilizam o governo pela violência praticada contra a população, em especial a mais pobre.
Fonte: http://www.folha.uol.com.br/
17/04/2009
A (RE)VOLTA DA CHIBATA
João Cândido foi o Almirante Negro - líder da revolta da Chibata, movimento de militares da Marinha do Brasil que se rebelaram contra a aplicação de castigos físicos como punição contra eles, em 1910. Em uma carta ele dá o ultimato: "Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já".Os tempos são outros, mas o teor ainda é o mesmo: a violência. Eu 'e toda a torcida do Flamengo' ficamos chocados com as imagens exibidas pela televisão hoje. Pensei que o tempo dos castigos da escravidão (como o da imagem acima, de Debret) tinha passado. Estava enganada.
As chicotadas que os seguranças da SuperVia deram nos cidadãos embarcados e amontoados nos poucos trens que estavam em funcionamento mostram que sofremos ainda com os mesmos erros do passado. Esse comportamento adotado pela companhia é um retrocesso social. É a prova que o Estado falha, mais uma vez.
O contribuinte acorda de manhã e enfrenta um tumulto para poder ir trabalhar. Greve dos ferroviários e pronto: quem depende dos trens vai sofrer. Centenas de se aglomeram nas estações e lotam os vagões. Trata-se de pessoas que pagaram por aquele serviço, concedido à empresa pelo governo. Ninguém está fazendo nada de errado para ser castigado.
Mais do que os socos e pontapés, os chicotes usados para bater os passageiros são a instituição da barbárie no sistema de transportes. Mais de um agressor possuía o instrumento em mãos. Como (e por quê)? Faz parte do uniforme? Gostaria que o diretor de lá me respondesse. Será que eles tinham carta branca para agir daquela forma?
Confusão sempre vai ter quando houver problemas, greve etc. mas não há justificativa para que pessoas sejam tratadas de tal forma por uma empresa prestadora de um serviço básico como o de transporte. Logo penso na minha teoria de poder e volto a me questionar sobre o porquê de as pessoas tomarem para si certos (podres) poderes.
Por que o porteiro sempre pensa que é dono do prédio?
http://vavalindajones.blogspot.com/
02/03/2009
"Ditabranda" ... fala sério ...
A Folha saúda a ditadura!
respeitados do país,definir como "branda" a ditadura,
que mais do que sequelas deixou em nossa sociedade,
"dissimulava" informaçõese ainda por cima "emprestava"
suas peruas para transporte dos presos políticos
manifestações políticas, nesta esfera, nos dias de hoje.
aos seus familiares
...aonde?
para que nunca mais aconteça:



06/02/2009
Onde os dinossauros ainda vagam...
da BBC Brasil
A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semifeudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica "The Economist" que chegou às bancas nesta sexta-feira.
A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".
"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.
"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."
De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".
"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".
A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".
"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.
A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no nordeste, mas que isso estaria mudando.
Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.
"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a "Economist".
Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.
"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.
"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.
02/02/2009
O Highlander da Política Brasileira

O Senador José Sarney (PMDB-AP)
foram eleitos nesta segunda-feira presidentes do Senado e da Câmara respectivamente.
Nossos órgãos representativos máximos estarão em suas mãos até 2010.
Mas Sarney e Temer nos representam?
Mais uma vez torna-se explícito o enorme fosso que divide o cidadão brasileiro de seus representantes em Brasília.
A política participativa se distancia cada dia mais da nossa realidade,
isto esta certo?
Ah não.... o Sarney de novo, não!!!!
......Ninguém merece.....
Coragem meu povo!
17/12/2008
SARAJEVO É BRINCADEIRA AQUI É O RIO DE JANEIRO
de frente pro mar, mas de costas pra favela...
Problemas nos sistemas judicial, prisional e de segurança pública, entre os quais violações sistemáticas dos direitos humanos, contribuíram para os níveis elevados e persistentes de violência criminal. A maioria das dezenas de milhares de mortes causadas por armas de fogo ocorreu nas comunidades mais pobres. Bem mais de mil pessoas foram mortas em confrontos com a polícia, em incidentes classificados como “resistência seguida de morte”, muitas em situações que sugerem o uso excessivo de força ou execuções extrajudiciais. A tortura continuou a ocorrer de forma generalizada e sistemática. O acesso à terra seguiu sendo um foco de violações dos direitos humanos. Houve despejos forçados e ataques violentos contra ativistas rurais, manifestantes contrários à construção de barragens, movimentos de sem-teto e povos indígenas. Muitas pessoas continuaram a trabalhar em condições análogas à escravidão ou sujeitas a servidão por dívida. Os defensores dos direitos humanos continuaram a sofrer ameaças e ataques.
Trecho introdutório do Relatório Anual da Anistia Internacional, onde encontramos um capítulo que fala do Brasil, mais especificamente da violência nas favelas do Rio de Janeiro e São Paulo. Poder paralelo, violações aos direitos humanos por parte da Polícia, chacinas, deterioração do sistema carcerário, mazelas do campo, trabalho escravo, dentre outros.
Para acessá-lo na íntegra:



