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19/08/2011

Arte no Muro do Apartheid Palestino



O Muro de Berlim caiu. 
O da Cisjordânia caiará quando?

Enquanto a mídia se esforça para demonizar o socialismo nestes 50 anos da construção do Muro de Berlim, um outro muro passa incólume. Trata-se do muro ilegal que foi construído por Israel, há 11 anos, para isolar o território invadido pelo país na Palestina. Se o muro de Berlim foi um símbolo da crueldade da Guerra Fria, o chamado “Muro do Apartheid” é um símbolo do terror sionista.

Sete anos após a Corte Internacional de Justiça (CIJ) concluir que a construção, por Israel, de uma barreira no território invadido na Palestina era ilegal, um novo relatório das Nações Unidas reafirma a ilegalidade e pede que parte do muro seja derrubado.

“Só então as comunidades palestinas cortadas pela barreira poderão ser capazes de exercer os seus direitos à liberdade de locomoção, trabalho, saúde, educação e desfrutar de um padrão de vida adequado”, afirma o relatório “Situação humanitária na Faixa de Gaza“.

Os palestinos são forçados a atravessar portões, abertos apenas em horários específicos, para acessar aos serviços de educação e saúde, ou mesmo para fazer suas compras. Membros de uma mesma família divididos pela barreira precisam pedir autorização para entrar em Jerusalém e fazer uma visita.

O relatório também destaca o impacto da barreira entre os agricultores palestinos. Muitos só podem acessar suas terras com licenças emitidas por Israel. “Esta política tem devastado a subsistência agrícola em toda a Cisjordânia”, afirma o documento.

Ao longo dos últimos cinco anos, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) tem publicado relatórios sobre os prejuízos da barreira no aniversário do parecer consultivo da CIJ, comemorado na última segunda-feira (11/07).

O pior é que o Muro da Aparthaid não é o único. Agora Israel está construindo uma cerca imensa nas Colinas de Golã em território invadido da Síria.


Fonte: Vermelho.org

18/05/2010

ISRAEL NEGA ENTRADA A NOAM CHOMSKY

O conhecido linguista, filósofo e activista político norte-americano ia dar uma conferência na universidade palestiniana de Birzeit, junto a Ramala, e tentou ontem passar a fronteira da Jordânia, pela ponte Allenby, mas viu recusada a sua entrada pelas autoridades.


Depois de ter sido interrogado durante mais de três horas, e sem qualquer explicação, Noam Chomsky, que é judeu, teve o seu passaporte carimbado com a frase "entrada recusada". O site da Universidade de Birzeit divulga a notícia e está a acompanhar o caso. E até o momento as aturidades israelenses dizem ter se tratado de um mal entendido.

Pensador crítico de Israel

Noam Chomsky terá sido informado de que as razões que o impedem de entrar em Israel serão enviadas por escrito para a embaixada dos EUA.

Numa entrevista ao Canal 10 da talevisão israelita, o professor do Instituto Tecnológico de Massachussets afirmou que durante o interrogatório um oficial lhe terá dito que as suas opiniões não agradavam ao Governo de Israel. Em resposta, Noam Chomsky disse ao oficial para encontrar um Governo (de qualquer país) que gostasse dos seus pontos de vista.

Chomsky já escreveu muito sobre Israel e os palestinos, e defende que Israel e os EUA impedem a paz na região, por não aceitarem a proposta de acordo da Liga Árabe.

Recentemente, Noam Chomsky voltou a envolver-se em polémica ao escrever um ensaio em defesa da liberdade de expressão de Robert Faurisson, um escritor que nega que o Holocausto tenha existido. Fê-lo por sua crença na liberdade civil, mas, por causa disso e também por criticar Israel, tem sido acusado de apoiar o anti-semitismo, nomeadamente no livro "Partners in Hate: Noam Chomsky and the Holocaust Deniers", de Werner Cohn.

Prémio Eric Fromm 2010

Prémio Internacional Erich Fromm 2010 - distinção entregue no passado mês de Março em Stuttgart, Alemanha - pelo seu trabalho, convicções políticas e sua posição em defesa dos direitos dos pobres e oprimidos, o filósofo é conhecido pelas suas ideias de esquerda e pela postura crítica à política externa dos EUA.

Noam Chomsky assume-se como socialista libertário e simpatizante do anarquismo, tendo publicado várias análises sobre as relações de conivência entre o poder e os meios de comunicação.

09/11/2009

NO MURO DOS OUTROS É REFRESCO

Aproveitando a oportunidade, com todos os holofotes voltados às homenagens dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, por enquanto, tenho apenas essa oportuna colocação à ocasião: NO MURO DO OUTROS É REFRESCO!

O momento de reflexão deveria avaliar a real necessidade, a real discriminação e a real segment
ação social que os muros representam, tanto o de 20 anos atrás como os atuais:
  1. O projeto da prefeitura carioca em cercar as favelas, sob a justificativa de conter o avanço das mesmas.
  2. O "Murinho americano" que divide a fronteira entre México e Estados Unidos, barreira física e "legal" para conter a imigração "ilegal".
  3. O "Muro da Vergonha" que separa a Cisjordânia de Israel, isolando e imobilizando milhares de Palestinos.
  4. O muro de Cuba, o que sofre o embargo americano, e o que não permite a saída de sua população.




Não seria a hora de discutirmos sobre estes
polêmicos e atuais entraves à liberdade,
ou será preciso que se passem muitas décadas
para que estes também sejam considerados
páginas cinzentas de nossa história
?


13/01/2009

GAZA III: Pelo fim do massacre


Assine a petição abaixo pedindo uma forte ação internacional que possibilite um cessar-fogo imediato em Gaza e que passos sérios sejam tomados para garantir um paz justa e duradoura na região.
Nossa mensagem já está chamando a atenção e agora a petição será publicada no jornal The Washington Post e entregue para representantes do Conselho de Segurança da ONU esta semana.

Para assinar, acesse:
http://www.avaaz.org/es/gaza_time_for_peace/

GAZA II

ISOLAMENTO

Israel alegou autodefesa para atacar a densa faixa de Gaza, foi apoiado pelos EUA e condenado mundo afora pela "reação desproporcional". Com a morte de líderes do Hamas e de mais de 800 palestinos (mais de duas centenas de crianças), é hora de recuar.

Em guerras, perdem-se vidas, armamentos, infraestrutura, bilhões de dólares e, muitas vezes, amor-próprio. Mas Israel está jogando fora algo mais: a sua imagem.

Ao explodir uma escola da ONU, um caminhão de suprimentos da organização e provavelmente um abrigo para onde atraía cem civis, Israel permite a suspeita de que não apenas combate um inimigo, mas perdeu o controle do próprio ódio. E mais: ao confrontar a ONU, confronta o mundo. Isola-se.

Em entrevista ao "Guardian", jornal inglês, a alta-comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, defendeu que o Exército de Israel seja julgado por "crimes de guerra". A guerra acaba, mais cedo ou mais tarde, mas o julgamento, sobretudo moral, continua.

É importante defender o direito de existir do Estado de Israel e não cabe a comparação ofensiva entre as ações israelenses de hoje e os massacres nazistas de ontem contra os judeus. Mas o fato é que o ódio de Israel faz nascer, ou crescer, em diferentes regiões, o ódio a Israel.

São vários erros de cálculo doa tual governo israelense: sair militarmente vitorioso, mas derrotado politicamente; fortalecido internamento para a eleição de fevereiro, mas enfraquecido internacionalmente. E a cúpula do radical e inconsequente Hamas sair aos fragalhos, mas aguando a semente de ódio das novas gerações e secando o poder moral e político da Autoridade Nacional Palestina.

Toda guerra produz vítimas, mas esta deixa para história montanhas de corpos infantis, de um lado, e exércitos infantis prontos a tudo do outro.
Todos perdem, ninguém ganha.
E o grande vitorioso pode ser o principal derrotado.


Por Eliane Cantanhêde para a Folha de São Paulo.

08/01/2009

GAZA



Limpeza Étnica?!!!!!


Muitas são as evidências que nos levam a crer que Israel esta praticando uma espécie de "Limpeza Étnica" na Faixa de Gaza, abaixo alguns exemplos pertinentes a esta alegação:





Ataques iniciam entre festividades de final de ano!
Querendo ou não, grande parte da população mundial manteve-se alheia ao início dos conflitos por estarem entre festas de natal e ano novo, logo, a opinião pública não teve grandes mobilizações até término das mesmas. Nesta primeira semana sim, tiveram vultosas manifestações públicas, principalmente na Europa Ocidental e em países do Oriente Médio.

A superioridade bélica do Estado de Israel delineia a desigualdade do conflito!
O exército israelense explicitamente financiado pelas forças armadas estadunidenses, possuem armamentos de primeira linha, tecnologicamente muito mais avançados dos que os mísseis, grande parte de fabricação caseira, usados pelos militantes do Hamas.
Esta desproporcionalidade de combate aliada às práticas violentas , irracionais e , acima de tudo, desiguais de seu exército, caracterizam Terrorismo de Estado.

Baixas incomparáveis, 13 x 800!
Em pouco mais de 15 dias de início do conflito, o número de baixas para os dois lados reflete a diferença de parâmetros. Até ontem, apenas 13 mortos do lado israelense, sendo apenas 5 civis, e do lado palestino, mais de 800, sendo a maioria civis e mais de 257 crianças. Inclusive, numa manifestação estúpida de estratégia militar, bombardearam no ultimo dia 6/01 uma escola gerida pela ONU.

Israel dificulta e impede entrada de Ajuda Humanitária!
De tão absurda a notícia, fica difícil de crer numa solução a curto prazo, nem a médio e que não morram as esperanças, de que ocorra em um longo.
No início da semana foi negociado uma trégua diária de 3 horas! Dia 08/01 por exemplo, o cessar-fogo durou pouco mais de 15 minutos, e um caminhão da ONU que transportava ajuda humanitária foi atacado por soldados israelenses, o motorista morreu.
Nestas três horas a população palestina residente na faixa de Gaza tem de se deslocar, alguns, por vários km para ter acesso a alimentos, água, medicamentos e socorro médico. Fala-se na criação de um corredor humanitário. 75% da região esta sem energia elétrica e os hospitais não tem condições de atender a quantidade de feridos, configurando uma situação de clara crise humanitária.

Vazio de Poder!
Todos sabemos da ineficiência de George W. Bush frente aos conflitos internacionais, ainda mais quando relacionados ao seu principal aliado no Oriente Médio, Israel. Dificilmente se manifestam com relação aos conflitos sempre existentes na região, ao não ser quando envolvem, reservas petrolíferas, como temos assistido nos últimos anos. Não seria agora, em seu momento de retirada, que iria se envolver neste enorme abacaxi!
Obama, por sua vez, diz que somente se manifestará oficialmente após sua posse, no próximo dia 20/01, mas e até lá?
Por mais que a União Européia, liderada pelo presidente francês Sarcozy, tente mediar o conflito, parecem não ter forças diplomáticas suficientes para conseguir qualquer acordo.
Ou seja, quase nada acontece.... caracterizando um vazio de poder.

Infelizmente, o desenrolar dos acontecimentos nos afasta de um fim próximo.


PS: Hugo Chavez expulsou esta semana o Embaixador Israelense da Venezuela, alegando que seu país não servirá de base a representantes de Estados Genocídas, afirmando estar "ao lado da vida, do respeito à soberania dos povos e da justiça."
Dá-le!!!

Graziele Saraiva

Segue texto publicado pela Cruz Vermelha:
Gaza: acesso aos feridos continua sendo prioridade

Depois de quase duas semanas de combates ininterruptos, continua difícil obter acesso aos feridos e esta a prioridade na Faixa de Gaza. As organizações humanitárias devem poder realizar suas atividades com segurança.

Ontem, 6 de janeiro, o CICV teve de abandonar várias tentativas de transportar gêneros médicos aos hospitais devido ao combate, ainda assim o CICV tentou conseguir realizar passagens seguras. O CICV também tentou escoltar cinco ambulâncias da Sociedade Crescente Vermelho da Palestina, que recolheriam pessoas seriamente feridas, ao sul da Faixa de Gaza, mas não foi possível fazê-lo por conta do constante combate.

As autoridades israelenses anunciaram que um corredor humanitário será aberto e eles pararão os ataques por três horas por dia para ajudar as organizações humanitárias a realizarem seus trabalhos. "É um passo importante", disse Pierre Wettach, chefe da delegação em Israel e Territórios Palestinos Ocupados. "Agora temos que ver se isso de fato funciona – e para que isso aconteça, é preciso que ambas as partes envolvidas neste conflito respeitem. No entanto, o que precisamos agora é de um acordo de segurança permanente que permita que as ambulâncias recolham os feridos em toda a Faixa de Gaza. Além disso, os caminhões com gêneros humanitários de necessidade urgente precisam chegar a hospitais, abrigos e outras instalações".

A criação de corredores humanitários não modificará em nada o fato de que os civis que vivem afastados deles também precisam ter acesso a assistência humanitária e cuidados médicos sempre. Além disso, as ambulâncias, os técnicos de manutenção dos serviços básicos, como eletricidade e redes de água, e trabalhadores humanitários devem ter permissão para realizar seus trabalhos de salvamento por toda a Faixa de Gaza.

O CICV continuará a pressionar por uma coordenação eficiente que permita rapidez, passagens seguras para as ambulâncias para o recolhimento de feridos, entrega de gêneros médicos e também para conseguir passagens seguras para os técnicos que tentam consertar com urgência as linhas de energia ou sistemas de fornecimento de água que foram danificados pelos bombardeios.

O CICV se chocou ao saber do ataque israelense ao um abrigo para deslocados da AATNU em Jabaliya na terça-feira, causando um grande número de mortos e feridos. "Também havíamos direcionado famílias que buscavam segurança para esse abrigo", disse Pierre Wettach. "Esse é um incidente muito grave que mostra que as pessoas não podem ter certeza de encontrar segurança em nenhum lugar nesse momento. A AATNU pediu uma investigação internacional independente desse incidente e reiteramos que as partes envolvidas devem fazer o possível para poupar as vidas dos civis".

http://www.icrc.org/web/por/sitepor0.nsf/html/palestine-update-060109



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