Mostrando postagens com marcador ÍNDIOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ÍNDIOS. Mostrar todas as postagens

19/04/2010

TODO DIA É DIA DE ÍNDIO

Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, estimava-se que havia por aqui cerca de 6 milhões de índios. Havia em torno de 1.300 línguas indígenas. Atualmente existem apenas 180. O pior é que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes têm menos de 200 pessoas.

Passados os tempos de matança, escravismo e catequização forçada, atualmente há cerca de 600.000 índios no Brasil. Nos anos 50, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes.

Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país. A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas no interior de 650 Terras Indígenas, de norte a sul do território nacional.

De encontro a isto, mais uma vez recomendo o Documentário “O POVO BRASILEIRO” baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro, a primeira parte, MATRIZ TUPI, é dividida em três capítulos e vale muito a pena assistir.


É mais do que necessário fazermos o resgate da nossa história e acima de tudo nos orgulharmos em ter uma matriz tão rica, e ao mesmo tempo diferente da européia que nos acostumamos a incorporar. Nossa herança indígena nos remete à Terra, à Natureza, ao Respeito à Coletividade, ao Amor ao Próximo. Princípios de Solidariedade e Sociabilidade tão esquecidos nestes tempos de Deus Mercado.




Falar, hoje, em povos indígenas no Brasil significa reconhecer, basicamente, seis coisas:

  • Nestas terras colonizadas por portugueses, onde viria a se formar um país chamado Brasil, já havia populações humanas que ocupavam territórios específicos;
  • Não sabemos exatamente de onde vieram; dizemos que são "originárias" ou "nativas" porque estavam por aqui antes da ocupação européia;
  • Certos grupos de pessoas que vivem atualmente no território brasileiro estão historicamente vinculados a esses primeiros povos;
  • Os índios que estão hoje no Brasil têm uma longa história, que começou a se diferenciar daquela da civilização ocidental ainda na chamada "pré-história" (com fluxos migratórios do "Velho Mundo" para a América ocorridos há dezenas de milhares de anos); a história "deles" voltou a se aproximar da "nossa" há cerca de, apenas, 500 anos (com a chegada dos portugueses);
  • Como todo grupo humano, os povos indígenas têm culturas que resultam da história de relações que se dão entre os próprios homens e entre estes e o meio ambiente; uma história que, no seu caso, foi (e continua sendo) drasticamente alterada pela realidade da colonização;
  • A divisão territorial em países (Brasil, Venezuela, Bolívia etc.) não coincide, necessariamente, com a ocupação indígena do espaço; em muitos casos, os povos que hoje vivem em uma região de fronteiras internacionais já ocupavam essa área antes da criação das divisões entre os países; é por isso que faz mais sentido dizer povos indígenas no Brasil do que do Brasil.


Dica de site sobre os Povos Indígenas Brasileiros: http://pib.socioambiental.org/pt



26/06/2009

NÃO IMPORTA, SÃO ÍNDIOS...


A histórica resistência indígena
se repete hoje, como há 500 anos atrás.

Quantos mais terão de morrer, quantas tribos
ainda hão de se extinguir?
Até quando marginalizaremos e destruíremos
nossos ancentrais?

Nossa gente e nossas matas pedem socorro!
N
ão podemos ser coniventes com governos genocídas
nem com práticas de mercados destrutivas!

Depois de quase dois meses de tensão, o sangue correu no Peru como resultado do confronto entre o governo peruano e as comunidades indígenas da selva amazónica. Cerca de 5.000 indígenas de tribos peruanas, aglutinados na Associação Inter-étnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), protestam contra leis que, consideram afectar o seu direito às terras que ocupam desde tempos ancestrais e que o governo de Alan Garcia aprovou recentemente. Lutam contra os decretos que abrem a porta a uma descontrolada invasão privada.

Desde então bloquearam estradas e vias fluviais, mas Alan Garcia preferiu avançar para o genocídio. Mais de 55 indígenas e camponeses foram mortos a tiro no Peru. Mais de 225 feridos. Mais de 105 presos. São apenas alguns dos números do massacre perpetrado pelas forças do governo peruano, que abriram fogo com cinco helicópteros contra 5 mil manifestantes da região norte do país, no dia 5 de Junho.

Centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição juntaram-se à população da região e exigem a revogação de decretos legislativos enviados ao Congresso como parte da implementação do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. Conforme denunciam as entidades populares, o governo peruano está de mãos dadas — e atadas - com grandes grupos económicos nacionais e internacionais, a quem entregaram ilegalmente nos últimos anos 44 milhões de hectares, o equivalente a 68% do território amazónico do Peru.

As tropas não pouparam nas munições e abriram fogo contra civis desarmados. Muitos deles mulheres, crianças e idosos. Todos eles pobres. Todos eles invisíveis para os grandes meios de comunicação.

Mas afinal quem quer saber da sorte dos indígenas peruanos? Que é que isso importa aos governos ocidentais ou aos respectivos média tão lestos a vir a público sempre que estejam em causa os seus interesses geoestratégicos. Isso não vende e depois, dizem eles, o Peru está em boas mãos, as de Alan Garcia...

Fonte: Carta Maior

Mais em vídeos:

ONU, qualifica de massacre a morte de indígenas no Peru


Atriz que fez Pocahontas no cinema, Q`orianla Quilcher, foi ao Peru demonstrar seu apoio à luta dos indígenas. Em outras oportunidades já havia se manifestado em pról dos direitos humanos, como no Fórum de Globalização promovido pelas Nações Unidas .

“El enemigo acá es la desinformación, la propaganda
de la prensa del gobierno (...),
las campañas de prensa que criminalizan las protestas de paz”


Abaixo, outro vídeo produzido por ela, denunciando a contaminação de rios e solos pelas petroleiras atuantes na região.




“Aquí no hay sino dos culpables:

tú por oprimir a mi pueblo,
y yo por querer liberarlo”

Respuesta del Inka Tupac Amaru II al enviado del rey hispano José Antonio de Areche, quien ordenó la brutal ejecución del líder indígena, su familia y todos sus seguidores en 1781.

20/04/2009

YERBA MATE - ILEX PARAGUARIENSIS - CHIMARRÃO - MATE


Em um momento típico de "Saudades do pago", coloco na roda, como um bom chimas, esse material interessante com as regras para tomar o chimarrão..."chi-chi-chimarrão criolo" para a gaúchada... "mate" para los hermanos ...

Hábito indígena que tornou-se tradição!

Herdado das culturas Guarani, Quíchua e Aymará e que mantém-se vivo até hoje em todo sul do Brasil e em grande parte da América do Sul...

REGLAS PARA COMPARTIR EL MATE

1.No pida azúcar.
Mucha gente está acostumbrada a usar azúcar en su café o té, y es perfectamente correcto el pedir por ella.
Mucha gente también toma Mate con azúcar.
Pero cuando Ud. es invitado a una Mateada, Ud. puede cometer el mayor sacrilegio imaginable por pedir azúcar.
2.No diga que el Mate es antihigiénico.
Ud. puede pensar que es antihigiénico el poner su boca donde los demás ponen la suyas.
Por supuesto que lo es, pero eso es precisamente la experiencia íntima de una Mateada.
La oferta de compartir algo tan íntimo es el honor más alto. Si Ud. no quiere ser tan íntimo con alguién, no comparta el Mate con ellos.
Si desea compartir entonces una mateada, no diga nada sobre la higiene.
3. No diga que el mate está muy caliente.
Si todos los demás están contentos con la temperatura del Mate, se consideraría de mala educación el pedir que lo enfríen o el esperar hasta que se enfríe.
4.No deje el Mate a medio tomar.
A pesar de la similidad entre el Mate y la pipa de la paz, hay algunas diferencias básicas.
Mientras que cada uno toma una pitada de la pipa y la pasa, nunca haga eso con el mate.
Ud. debe tomar toda el agua hasta que escuche el sonido que señala que el mate está vacío.
Vea la regla siguiente.
5.No sienta vergüenza del ruido al final.
Si, después de chupar, Ud. escucha el mate "roncando", no se sienta avergonzado. Es normal, nadie lo va a mirar como un maleducado.
Es lo que se debe hacer.
6.No revuelva el mate.
El mate se puede tapar de vez en cuando por si mismo, por la Yerba o por el que preparó el Mate.
Si pasa, Ud. tiene todo el derecho a quejarse.
Pero, por favor no revuelva el mate.
Hable con quién le ofreció el Mate, o al que le pasó el mate a Ud.
Pero no revuelva el mate, no revuelva el mate y, ante todo no toque la bombilla con sus dedos.
7.No cambie el orden.
Una mateada da la vuelta como el reloj.
El mate pasa de mano en mano siempre en el mismo orden.
Si Ud. está siendo servido pase el mate al cebador.
Si hay gente cebando con su propia agua, que sucede en algunos lugares, siempre paselo a la siguiente persona, sin cambiar el orden.
8.No atrase el ritmo.
Tomar el Mate sólo es una excelente manera para meditar sobre las cosas de su vida.
Ud. lo toma despacio, pensando acerca de cualquier cosa que le pasa por la mente.
El tomar Mate en una Mateada es completamente diferente.
La esencia no es la meditación sino la integración.
En una Mateada, Ud. habla, discute, ríe, maldice, Ud. es parte de la comunidad; es una hermandad.
No se olvide de chupar, el resto de la gente está esperando.
9.No condene al cebador por tomar el primer mate.
Si Ud. dice que el cebador es maleducado porque él o ella prepara el Mate y toma el primer mate, bueno, Ud. es el maleducado.
La chupada más fuerte es la primera, y quien la toma le hace un favor al grupo.
10. No diga gracias antes de tiempo.
Se dice gracias sólo cuando uno ya no quiere seguir Mateando.

Related Posts with Thumbnails