Mostrando postagens com marcador animados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animados. Mostrar todas as postagens

18/01/2012

Zé Carioca

Em 1950, Walt Disney lançou o desenho animado abaixo, sobre o primeiro encontro entre o Pato Donald e o Zé Carioca, dentro da estratégia de "soft power" da política de aproximação dos EUA em relação ao Brasil, pois aquele temia que o Brasil pudesse se tornar um país comunista. 




Vale lembrar que este desenho foi criado inteiramente à mão, sem computadores.


Animação Pato Donald e Zé Carioca em seu primeiro encontro.



"É essa mesma mestiçagem que se re-significa em "malandragem" no início do século e se converte em ícone nacional na figura preguiçosa de Macunaíma, de Mário de Andrade, ou então na personagem do Zé Carioca, criada por Walt Disney em 1942 para o filme Alô; amigos. Nessa ocasião, Zé Carioca introduzia Pato Donald nas terras brasileiras, bebendo cachaça e dançando samba junto com o mais famoso e teimoso pato de Disney. Tamanho foi o sucesso do simpático papagaio brasileiro que três anos depois a mesma personagem voltava às telas, desta vez como estrela principal do exótico desenho Você já foi à Bahia?, que apresentava ao público norte-americano "as belezas dessa terra alegre de Cármen Miranda". Com efeito, era o próprio olhar que vinha de fora que reconhecia nesse "malandro simpático" (Disney, 1945) uma espécie de síntese local, ou ao menos uma boa imagem a ser exportada."

Trecho do artigo de Lilia Katri Moritz

09/12/2011

Fox acusa Muppets de “lavagem cerebral” anticapitalista nas crianças


Para canal, Hollywood tem uma agenda liberal 

tentando difamar a indústria do petróleo e os ricos



Não bastou aos Muppets terem enfrentado um megaempresário inescrupuloso no último filme da franquia, lançado em 2011 pela Disney. Agora eles têm pela frente a fúria do império do magnata Rupert Murdoch, dono da gigante de mídia News Corporation.

Na última semana, o programa “Follow the Money” (ou “Siga o Dinheiro”, em português), afirmou que o filme faria parte de uma conspiração “liberal” para persuadir as crianças a rejeitarem o capitalismo. O programa, apresentado por Eric Bolling, passa no canal Fox Entertainment, pertencente ao grupo Fox, um dos braços da News Corporation.


O centro da polêmica gira em torno do personagem Tex Richman, o vilão do filme. A Fox, principal expoente da mídia conservadora norte-americana, e seus apresentadores, não entenderam porque o vilão deve ser um magnata do ramo do petróleo. No filme, Richman quer tomar o cinema dos Muppets, sem indenização, porque no terreno está localizado um poço de petróleo.

A íntegra da entrevista pode ser encontrada neste link, com o título: “Follow The Money, da Fox Business, desmascara a agenda liberal dos Muppets: Lavagem Cerebral em nossas crianças!”.

Estaria um filme da Disney tentando passar uma mensagem subliminar anticapitalista?
“Liberais tentando fazer homens de negócio bem-sucedidos parecerem maus... isso não é novidade”, começa Bolling. Na matéria, Bolling entrevistou o também jornalista Dan Gainor, membro do instituto Media Research Center. ”É incrível ver até onde vai a “esquerda” apenas para manipular nossas crianças, tentando os persuadir e dar uma mensagem anti-corporativa”, protestou Gainor.

O Media Research Center foi um grupo criado nos anos 1980 com a missão de “denunciar e combater a “agenda liberal” na mídia norte-americana”.
 
Bolling fazia perguntas da natureza: ”Estariam os liberais tentando fazer lavagem cerebral em nossas crianças contra o capitalismo?”. A idéia foi compartilhada pelo entrevistado, que afirma que Hollywood faz isso “há décadas”. “Eles odeiam a indústria petrolífera, assim como a “América” corporativa”, disse.

Gainor citou outros filmes em que acredita ter ocorrido um ataque à indústria petrolífera: “Carros 2”, “Syriana”, “Sangue Negro”. Fazem esquecer o que o petróleo significa para as pessoas: abastece hospitais, ambulâncias, aquece suas casas. Eles não contam essas histórias”, protestou.

Bolling em seguida, perguntou se os Muppets não faziam apologia ao movimento “Occupy Wall Street”. “Deve haver, é isso que estão ensinando às nossas crianças. Você vê agora a razão de termos um bando de gente nesse movimento por todo o país? Eles estão sendo doutrinados literalmente por anos por esse tipo de coisa”. 

Gainor volta a fazer uma lista de uma série de programas com fundo ambientalista em sua lista de lavagem: Capitão Planeta (super-herói que lutava pelo meio ambiente), o Big Green Help, do canal Nickelodeon (que ensina as crianças os benefícios de diversos princípios ambientais, como reciclagem), o filme “O Dia Depois de Amanhã” (que mostra um futuro apocalíptico da Terra após um desastre ambiental). “É isso que eles estão ensinando, que as empresas são ruins, que o petróleo é mau. E agora estão dizendo às crianças também o que disseram no filme Matrix: que a humanidade é um vírus na pobre mãe Terra”, completou.
 
Por sua vez, Bolling afirmou que, quando era criança e via alguém rico em um carro, seu pai costumava dizer a ele: “Está vendo aquele cara? Ele trabalhou duro para isso e você pode ficar assim um dia. E não ver o Tex Richman e dizer que ele é mau”.


Fonte: Opera Mundi

13/11/2011

Vacaciones

Prezados leitores,

Este blog está de férias,
 retornaremos em dezembro...


02/08/2011

Capitão América: um herói menos imperialista do que parece


Pesquisador afirma que o personagem foi mais crítico do que incentivador do governo norte-americano nos quadrinhos



Apesar de ganhar proporções internacionais com o lançamento do filme "Capitão América: O Primeiro Vingador", a fama de representar o imperialismo norte-americano sempre esteve associada ao herói, cujo uniforme e nome não deixam dúvidas sobre a sua origem.

O título do longa causou incômodo em alguns países, como Coréia do Sul e China. Na Rússia, a produção estreia apenas como "O Primeiro Vingador".

Nos quadrinhos, Steve Rogers (nome real do herói) provou diversas vezes ser mais crítico ao governo de seu país do que o garoto propaganda criado em 1941, que durante a Segunda Guerra Mundial simbolizou a luta dos Estados Unidos contra o nazismo. E isso tem início ainda nos anos 1940, com o término do conflito que justificou a criação do herói.

"A criação do Capitão América foi uma esperteza de mercado da editora [Timely Comics]. No período, o governo dos EUA incentivou, com descontos em impostos, quem fizesse propaganda ideológica norte-americana", explica o quadrinista e historiador Sávio Queiroz Lima, que pesquisa HQs e suas relações com a história.

Com o fim da Segunda Guerra, os executivos da Timely Comics decidiram suspender as histórias do Capitão América. O personagem retornaria vinte anos mais tarde, quando a editora já era conhecida como Marvel Comics. Em sua "ressurreição", o herói é encontrado congelado e passa a integrar Os Vingadores, equipe formada por nomes como Homem de Ferro e Thor.

Durante a Guerra Fria, o personagem passou a refletir sobre a dificuldade de lidar com mocinhos e bandidos. "Era fácil odiar o nazista, pois ele era um inimigo muito romântico, um cara mau, burocrático. Mas quando ele volta nos anos 1960, descobre que odiar o comunista não tem a mesma facilidade. E o ambiente nos EUA também muda nesse período", afirma Sávio.

Nos anos 1970, desanimado com os escândalos envolvendo o presidente Richard Nixon [o político renunciou ao cargo], Steve Rogers abandonou o uniforme de Capitão América e adotou a identidade de Nômade, herói viajante que testemunhou as mazelas do país em viagens por seu interior.

"O Capitão oscila entre dois universos: a política interna e a externa. Na externa, ele se posiciona como norte-americano, como ocorreu na Segunda Guerra. Mas nos anos 1970 e 1980, ele volta-se à política interna, e critica o próprio Estados Unidos."

De volta ao uniforme tradicional azul, o personagem mergulhou no cotidiano dos guetos de Nova York ao lado do herói negro Falcão - e testemunhou uma América pobre, violenta.

Para Sávio, o período revela a liberdade que os autores tinham dentro da editora para criticar o governo do país. "O herói ganha uma visão mais intimista e passa a questionar os EUA. E ao representar o ideal do homem comum norte-americano, ele passa a vender fácil, pois o público quer alguém que critique o governo."


Pós-11 de Setembro

Em 2001, após a queda das Torres Gêmeas, o Capitão América aparece em algumas histórias enfrentando terroristas. Esse período foi conhecido como Guerra ao Terror. Porém, seus autores evitaram a questão religiosa, não colocando o personagem em luta contra muçulmanos.

"Ele enfrenta terroristas do Oriente Médio, sim, mas com discurso de enfrentar o terror, não o islamismo. Nesse momento, ele se aproxima da propaganda ideológica. Mas a editora nega utilizá-lo no território árabe enfrentando árabes. Ele está sempre em solo americano", diz Sávio.

No final dos anos 2000, surge o arco de histórias conhecido como "Guerra Civil", em que os personagens da Marvel se dividem em dois grupos: o contra e o a favor do registro obrigatório de heróis nos Estados Unidos. E para surpresa de alguns, o líder dos opositores é o Capitão América.

"Existe um momento em que ele prevê que o governo vai dizer para os heróis quem são os vilões. E para ele isso vai contra o altruísmo dos heróis."

Depois da saga, Steve Rogers morre baleado e é substituído por Bucky, seu antigo parceiro que, ao contrário de seu mentor, age de forma mais violenta e agressiva. A mudança traz críticas aos editores - os fãs pedem o retorno de Steve Rogers ao uniforme de Capitão América.

Sobre a postura da Marvel diante da adaptação aos cinemas de um personagem tão emblemático, Sávio afirma: "Qualquer produto americano vende a ideia do que é ser norte-americano, mas como o mercado está ficando plural, o que as empresas fazem com os seus produtos é torná-los mundiais".

13/07/2011

Distraída

Tenho andado distraída
Impaciente e indecisa...
Ilustração: Ana Oliveira (Portugal)
http://ilustrana.blogspot.com/

17/12/2010

Turma da Mônica quer integrar crianças do Mercosul

O Governo brasileiro lançou nesta quinta-feira uma versão da revista de histórias em quadrinhos “A Turma da Mônica” em três idiomas para fomentar a amizade entre as crianças do Mercosul.


A revista “Amizade sem fronteiras: a Turma da Mônica no Mercosul” está em português, espanhol e guarani e foi apresentada em Foz do Iguaçu, sede da 40ª cúpula do bloco, pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o presidente brasileiro da hidroelétrica binacional de Itaipu, Jorge Samek, e pelo desenhista Mauricio de Souza, criador dos personagens.

“Estamos colaborando com nossa arte, nossa técnica e nossos personagens para levar mais rapidamente às crianças a mensagem de união de nossos países, que é uma bandeira para o futuro”, disse Mauricio de Souza aos jornalistas.

A revista inclui historinhas didáticas e jogos sobre a história, geografia e cultura da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, os quatro países que formam o Mercosul, assim como da Venezuela, que está em processo de adesão ao bloco.

Segundo o desenhista, um dos objetivos deste projeto é estimular artistas de outros países sul-americanos a criarem personagens que ajudem a contar às crianças a história da região.

A distribuição da revista será feita nas escolas dos países do Mercosul e, segundo Mauricio, ajudará a fortalecer entre os pequenos valores como a fé no futuro, a esperança e a ecologia.

O desenhista assinalou que ainda não foi definida a tiragem e o número de edições que a revista terá, mas indicou que, se depender dele, será um projeto de longa duração.

Fonte: EFE

06/11/2010

Liniers para Alegrar

   Algumas tirinhas de LINIERS, "El mejor dibujante de la actualidad", na minha modesta opinião :) Quem ainda não o conhece, acesse seu  incrível site: www.porliniers.com/ 
 



Related Posts with Thumbnails