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13/01/2009

GAZA III: Pelo fim do massacre


Assine a petição abaixo pedindo uma forte ação internacional que possibilite um cessar-fogo imediato em Gaza e que passos sérios sejam tomados para garantir um paz justa e duradoura na região.
Nossa mensagem já está chamando a atenção e agora a petição será publicada no jornal The Washington Post e entregue para representantes do Conselho de Segurança da ONU esta semana.

Para assinar, acesse:
http://www.avaaz.org/es/gaza_time_for_peace/

GAZA II

ISOLAMENTO

Israel alegou autodefesa para atacar a densa faixa de Gaza, foi apoiado pelos EUA e condenado mundo afora pela "reação desproporcional". Com a morte de líderes do Hamas e de mais de 800 palestinos (mais de duas centenas de crianças), é hora de recuar.

Em guerras, perdem-se vidas, armamentos, infraestrutura, bilhões de dólares e, muitas vezes, amor-próprio. Mas Israel está jogando fora algo mais: a sua imagem.

Ao explodir uma escola da ONU, um caminhão de suprimentos da organização e provavelmente um abrigo para onde atraía cem civis, Israel permite a suspeita de que não apenas combate um inimigo, mas perdeu o controle do próprio ódio. E mais: ao confrontar a ONU, confronta o mundo. Isola-se.

Em entrevista ao "Guardian", jornal inglês, a alta-comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, defendeu que o Exército de Israel seja julgado por "crimes de guerra". A guerra acaba, mais cedo ou mais tarde, mas o julgamento, sobretudo moral, continua.

É importante defender o direito de existir do Estado de Israel e não cabe a comparação ofensiva entre as ações israelenses de hoje e os massacres nazistas de ontem contra os judeus. Mas o fato é que o ódio de Israel faz nascer, ou crescer, em diferentes regiões, o ódio a Israel.

São vários erros de cálculo doa tual governo israelense: sair militarmente vitorioso, mas derrotado politicamente; fortalecido internamento para a eleição de fevereiro, mas enfraquecido internacionalmente. E a cúpula do radical e inconsequente Hamas sair aos fragalhos, mas aguando a semente de ódio das novas gerações e secando o poder moral e político da Autoridade Nacional Palestina.

Toda guerra produz vítimas, mas esta deixa para história montanhas de corpos infantis, de um lado, e exércitos infantis prontos a tudo do outro.
Todos perdem, ninguém ganha.
E o grande vitorioso pode ser o principal derrotado.


Por Eliane Cantanhêde para a Folha de São Paulo.

08/01/2009

GAZA



Limpeza Étnica?!!!!!


Muitas são as evidências que nos levam a crer que Israel esta praticando uma espécie de "Limpeza Étnica" na Faixa de Gaza, abaixo alguns exemplos pertinentes a esta alegação:





Ataques iniciam entre festividades de final de ano!
Querendo ou não, grande parte da população mundial manteve-se alheia ao início dos conflitos por estarem entre festas de natal e ano novo, logo, a opinião pública não teve grandes mobilizações até término das mesmas. Nesta primeira semana sim, tiveram vultosas manifestações públicas, principalmente na Europa Ocidental e em países do Oriente Médio.

A superioridade bélica do Estado de Israel delineia a desigualdade do conflito!
O exército israelense explicitamente financiado pelas forças armadas estadunidenses, possuem armamentos de primeira linha, tecnologicamente muito mais avançados dos que os mísseis, grande parte de fabricação caseira, usados pelos militantes do Hamas.
Esta desproporcionalidade de combate aliada às práticas violentas , irracionais e , acima de tudo, desiguais de seu exército, caracterizam Terrorismo de Estado.

Baixas incomparáveis, 13 x 800!
Em pouco mais de 15 dias de início do conflito, o número de baixas para os dois lados reflete a diferença de parâmetros. Até ontem, apenas 13 mortos do lado israelense, sendo apenas 5 civis, e do lado palestino, mais de 800, sendo a maioria civis e mais de 257 crianças. Inclusive, numa manifestação estúpida de estratégia militar, bombardearam no ultimo dia 6/01 uma escola gerida pela ONU.

Israel dificulta e impede entrada de Ajuda Humanitária!
De tão absurda a notícia, fica difícil de crer numa solução a curto prazo, nem a médio e que não morram as esperanças, de que ocorra em um longo.
No início da semana foi negociado uma trégua diária de 3 horas! Dia 08/01 por exemplo, o cessar-fogo durou pouco mais de 15 minutos, e um caminhão da ONU que transportava ajuda humanitária foi atacado por soldados israelenses, o motorista morreu.
Nestas três horas a população palestina residente na faixa de Gaza tem de se deslocar, alguns, por vários km para ter acesso a alimentos, água, medicamentos e socorro médico. Fala-se na criação de um corredor humanitário. 75% da região esta sem energia elétrica e os hospitais não tem condições de atender a quantidade de feridos, configurando uma situação de clara crise humanitária.

Vazio de Poder!
Todos sabemos da ineficiência de George W. Bush frente aos conflitos internacionais, ainda mais quando relacionados ao seu principal aliado no Oriente Médio, Israel. Dificilmente se manifestam com relação aos conflitos sempre existentes na região, ao não ser quando envolvem, reservas petrolíferas, como temos assistido nos últimos anos. Não seria agora, em seu momento de retirada, que iria se envolver neste enorme abacaxi!
Obama, por sua vez, diz que somente se manifestará oficialmente após sua posse, no próximo dia 20/01, mas e até lá?
Por mais que a União Européia, liderada pelo presidente francês Sarcozy, tente mediar o conflito, parecem não ter forças diplomáticas suficientes para conseguir qualquer acordo.
Ou seja, quase nada acontece.... caracterizando um vazio de poder.

Infelizmente, o desenrolar dos acontecimentos nos afasta de um fim próximo.


PS: Hugo Chavez expulsou esta semana o Embaixador Israelense da Venezuela, alegando que seu país não servirá de base a representantes de Estados Genocídas, afirmando estar "ao lado da vida, do respeito à soberania dos povos e da justiça."
Dá-le!!!

Graziele Saraiva

Segue texto publicado pela Cruz Vermelha:
Gaza: acesso aos feridos continua sendo prioridade

Depois de quase duas semanas de combates ininterruptos, continua difícil obter acesso aos feridos e esta a prioridade na Faixa de Gaza. As organizações humanitárias devem poder realizar suas atividades com segurança.

Ontem, 6 de janeiro, o CICV teve de abandonar várias tentativas de transportar gêneros médicos aos hospitais devido ao combate, ainda assim o CICV tentou conseguir realizar passagens seguras. O CICV também tentou escoltar cinco ambulâncias da Sociedade Crescente Vermelho da Palestina, que recolheriam pessoas seriamente feridas, ao sul da Faixa de Gaza, mas não foi possível fazê-lo por conta do constante combate.

As autoridades israelenses anunciaram que um corredor humanitário será aberto e eles pararão os ataques por três horas por dia para ajudar as organizações humanitárias a realizarem seus trabalhos. "É um passo importante", disse Pierre Wettach, chefe da delegação em Israel e Territórios Palestinos Ocupados. "Agora temos que ver se isso de fato funciona – e para que isso aconteça, é preciso que ambas as partes envolvidas neste conflito respeitem. No entanto, o que precisamos agora é de um acordo de segurança permanente que permita que as ambulâncias recolham os feridos em toda a Faixa de Gaza. Além disso, os caminhões com gêneros humanitários de necessidade urgente precisam chegar a hospitais, abrigos e outras instalações".

A criação de corredores humanitários não modificará em nada o fato de que os civis que vivem afastados deles também precisam ter acesso a assistência humanitária e cuidados médicos sempre. Além disso, as ambulâncias, os técnicos de manutenção dos serviços básicos, como eletricidade e redes de água, e trabalhadores humanitários devem ter permissão para realizar seus trabalhos de salvamento por toda a Faixa de Gaza.

O CICV continuará a pressionar por uma coordenação eficiente que permita rapidez, passagens seguras para as ambulâncias para o recolhimento de feridos, entrega de gêneros médicos e também para conseguir passagens seguras para os técnicos que tentam consertar com urgência as linhas de energia ou sistemas de fornecimento de água que foram danificados pelos bombardeios.

O CICV se chocou ao saber do ataque israelense ao um abrigo para deslocados da AATNU em Jabaliya na terça-feira, causando um grande número de mortos e feridos. "Também havíamos direcionado famílias que buscavam segurança para esse abrigo", disse Pierre Wettach. "Esse é um incidente muito grave que mostra que as pessoas não podem ter certeza de encontrar segurança em nenhum lugar nesse momento. A AATNU pediu uma investigação internacional independente desse incidente e reiteramos que as partes envolvidas devem fazer o possível para poupar as vidas dos civis".

http://www.icrc.org/web/por/sitepor0.nsf/html/palestine-update-060109



06/01/2009

Condenado o algoz de Ruanda


O Genocídio de Ruanda, há pouquissímos anos atrás, praticamente ontem, foi iniciado devido ao confronto entre duas das principais etnias do país, os tutsis e os hutus.

Para os ruandeses: "O Mundo é o culpado pelo Massacre", ao permití-lo em 1994, e sem fazer a menor questão de recordá-lo quando das manifestações pelos seus 10 anos. E estão cobertos de razão, a maioria dos ocidentais mal sabe de sua ocorrência.

A ferida aberta no seio desta sociedade não cicatrizará tão cedo, para nao dizer - nunca, mas o fato de seus principais mentores serem julgados e condenados, é uma grande vitória para o país que vive hoje assolado pela miséria, epidemias e constante agitação político-étnica.

No fim de dezembro, o ex-coronel do Exército ruandês, Théoneste Bagosora, foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas para Ruanda. Ele foi considerado o mentor do genocídio que, em 1994, vitimou mais de 800 mil ruandeses da minoria tutsi, bem como aqueles da etnia hutu que não concordavam com o massacre. A matança de Ruanda é considerada o segundo pior genocídio do século XX, atrás apenas do Holocausto.

Instalado na Tanzânia, o tribunal foi constituído pela ONU em 2002 e, desde então, já decidiu por três dezenas de condenações e cinco absolvições. No julgamento, além de Bagosora, os ex-comandantes militares Anatole Nsegiyumva e Alloys Ntabakuze também foram condenados à prisão perpétua. Os três foram considerados culpados por liderar o comitê que planejou e coordenou a matança. Cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Bagosora, segundo a Promotoria, fundou a milícia Interahamwe, formada por extremistas hutus, que executou a maior parte dos assassínios.

O genocídio começou poucas horas após o atentado contra o então presidente hutu Juvenal Habyarimana, morto depois que o avião em que viajava foi derrubado. Muitos hutus consideraram os tutsis culpados pela morte de Habyarimana. Bagosora assumiu a chefia política e militar no país e organizou a matança, que duraria cerca de cem dias. Coordenou, entre outras ações, a distribuição das armas e facões usados no genocídio. O ex-coronel tem 67 anos e estava preso desde 1996, quando foi capturado em Camarões.
Graziele Saraiva

Para mais:
Assita:
Hotel Ruanda, um filme de 2004. Direção de Terry George.
Leia:
http://www.pime.org.br/mundoemissao/atualidadesafricamemorias.htm
http://www.adventistas.com/abril2004/clipping_ruanda.htm

19/11/2008

Mapa das Bases Militares Norte-Americanas

.
..
...
Na busca de um mapa mais atualizado do que eu tinha (2007), .......... fui atrás internet a fora........., e encontrei este site de uma Revista americana, a MotherJones (http://www.motherjones.com/military-maps/) com um estudo recente, mostrando visualmente, o avanço da presença militar norte-americana de 1950 pra cá.

É interativo, com mil lupas!!!

Pode-se selecionar: Oriente Médio, Colômbia, o que quiser..., ver o número de tropas ativas, as bases, o investimento empregado...
Além de poder "correr" com a barra de ferramentas inferior e ver a evolução gradativa no mapa, com a acentuação das cores em momentos de crise.
É possível identificar as mudanças de nuances na geopolítica mundial durante a Segunda Guerra, a do Vietnã, a Guerra Fria, as do Golfo... e vem vindo... vale a pena!



28/10/2008

E sobre a "Crise"....

A pergunta que não quer calar:

"Onde estava todo esse dinheiro [desbloqueado para resgatar os bancos]?

Estava muito bem guardado.

Logo apareceu, de repente, para salvar o quê?

Vidas?

Não, os bancos".

"Marx nunca teve tanta razão como agora",

ressaltou José Saramago, acrescentando que "as piores conseqüências ainda não se manifestaram", declarou o prêmio Nobel de Literatura de 1998, esta semana em Lisboa.

18/10/2008

Direitos Humanos

A Human Rights Watch destaca abusos
no Paquistão, no Quênia, na China e na Somália

Francês Espanhol Árabe Russo Chinês

As democracias estabilizadas estão aceitando eleições fraudulentas e injustas por conveniência política, disse a Human Rights Watch no lançamento de seu relatório mundial de 2008. Ao permitir que autocratas posem como democratas, sem exigir que eles defendam os direitos civis e políticos que dão sentido à democracia, os Estados Unidos, a União Européia e outras democracias influentes arriscam minar os direitos humanos em todo o mundo.


Material Fotografico:
http://hrw.org/wr2k8/photos.htm

19/09/2008

As duas Bolívias


Tudo vai bem em Bolívia. Tudo vai mal na Bolívia. A mudança de uma preposição altera tudo. Na Bolívia, a miséria é grande e o conflito entre os governadores dos departamentos ricos e o presidente mais identificado com os pobres parece estar longe de terminar. Em Bolívia, a população não passa de 176 mil habitantes de classe média. Na Bolívia, 60% de 9,2 milhões de indivíduos estão abaixo da linha da pobreza. As coisas são assim mesmo.


Veja-se o Brasil. Tudo vai bem. Todos estão contentes. Quem se importa com o fato de que o Brasil tem 76% de analfabetos funcionais, pessoas que sabem assinar o nome, mas são incapazes de entender o que lêem, e 10% dos assassinatos do mundo todo? Este último índice nos coloca ao lado do Iraque. Talvez entrar em guerra declarada pudesse conter a violência brasileira. Ao menos, cumpridos os acordos internacionais, seria necessário seguir algumas normas e respeitar alguns valores.


O mundo democrático está escandalizado com a 'inabilidade' de Evo Morales. A complexidade raramente aparece nos comentários de mídia. É preciso um herói e um vilão, um ganhador e um perdedor, o representante do bem e a encarnação do mal. Morales é o mais novo demônio. Está superando o seu amigo e mentor Hugo Chávez. Ele é feio, mestiço, tido por anacrônico e não usa gravata. Esse foi o primeiro sinal a preocupar os líderes mundiais. É quase impossível um presidente sem gravata respeitar os parâmetros da democracia ocidental. As estatísticas certamente mostram que não se pode confiar em presidentes sem gravata e que a maioria dos sem-gravata tende para o comportamento ditatorial. Na verdade, a política internacional divide-se hoje entre os com e os sem-gravatas. Evo Morales está do lado errado.

A ordem é esquecer o passado. Para que lembrar que na Bolívia quase nada deu certo nos últimos cinco séculos? Os espanhóis saquearam o ouro e a prata em nome dos mais altos princípios do capitalismo mercantil e do cristianismo então praticado como única verdade universal. As civilizações indígenas foram reduzidas à condição de mendicância. Na Guerra do Pacífico, contra o Chile, foi-se a saída para o mar. Sucessivas ditaduras e pseudo-revoluções aumentaram o atoleiro boliviano. Se não houvesse reclamações, com a plebe aceitando a sua condição de plebe e tratando de enfiar o rabo entre as pernas, o mundo globalizado não gastaria uma linha com a Bolívia. A pobreza extrema não atrai interesses.

Na Bolívia, não há mar. Em Bolívia, vive-se a 11 metros acima do nível do mar. Na Bolívia, nunca acontece algo de bom. Em Bolívia, nunca acontece nada. Na alta Bolívia, vive-se em baixa. Na baixa Bolívia, vive-se pacatamente em alta. Na Bolívia, a modernidade é uma quimera. Em Bolívia, ser moderno significa viver tradicionalmente o atual.

O capitalismo hipermoderno tem horror de países como a Bolívia, cheios de índios e de ressentimentos históricos. É gente que, desse ponto de vista, atrapalha a inexorável e invejável marcha do progresso. A Bolívia, América do Sul, está para a Bolívia, Carolina do Norte, assim como Paris, França, está para Paris, Texas. Nem isso. Contra os métodos errados de Evo Morales para salvar grande parte do seu povo da pobreza, oferece-se como alternativa não ter método algum. A idéia é que certos países só descobrirão o futuro quando apagarem o passado.


A Bolívia tomará o rumo certo quando Evo comprar uma gravata.

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