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21/09/2011
Todo apoio ao povo palestino
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19/08/2011
Arte no Muro do Apartheid Palestino
O Muro de Berlim caiu.
O da Cisjordânia caiará quando?
Sete anos após a Corte Internacional de Justiça (CIJ) concluir que a construção, por Israel, de uma barreira no território invadido na Palestina era ilegal, um novo relatório das Nações Unidas reafirma a ilegalidade e pede que parte do muro seja derrubado.
“Só então as comunidades palestinas cortadas pela barreira poderão ser capazes de exercer os seus direitos à liberdade de locomoção, trabalho, saúde, educação e desfrutar de um padrão de vida adequado”, afirma o relatório “Situação humanitária na Faixa de Gaza“.
Os palestinos são forçados a atravessar portões, abertos apenas em horários específicos, para acessar aos serviços de educação e saúde, ou mesmo para fazer suas compras. Membros de uma mesma família divididos pela barreira precisam pedir autorização para entrar em Jerusalém e fazer uma visita.
O relatório também destaca o impacto da barreira entre os agricultores palestinos. Muitos só podem acessar suas terras com licenças emitidas por Israel. “Esta política tem devastado a subsistência agrícola em toda a Cisjordânia”, afirma o documento.
Ao longo dos últimos cinco anos, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) tem publicado relatórios sobre os prejuízos da barreira no aniversário do parecer consultivo da CIJ, comemorado na última segunda-feira (11/07).
O pior é que o Muro da Aparthaid não é o único. Agora Israel está construindo uma cerca imensa nas Colinas de Golã em território invadido da Síria.
Fonte: Vermelho.org
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18/05/2010
ISRAEL NEGA ENTRADA A NOAM CHOMSKY
O conhecido linguista, filósofo e activista político norte-americano ia dar uma conferência na universidade palestiniana de Birzeit, junto a Ramala, e tentou ontem passar a fronteira da Jordânia, pela ponte Allenby, mas viu recusada a sua entrada pelas autoridades.
Depois de ter sido interrogado durante mais de três horas, e sem qualquer explicação, Noam Chomsky, que é judeu, teve o seu passaporte carimbado com a frase "entrada recusada". O site da Universidade de Birzeit divulga a notícia e está a acompanhar o caso. E até o momento as aturidades israelenses dizem ter se tratado de um mal entendido.
Pensador crítico de Israel
Noam Chomsky terá sido informado de que as razões que o impedem de entrar em Israel serão enviadas por escrito para a embaixada dos EUA.
Numa entrevista ao Canal 10 da talevisão israelita, o professor do Instituto Tecnológico de Massachussets afirmou que durante o interrogatório um oficial lhe terá dito que as suas opiniões não agradavam ao Governo de Israel. Em resposta, Noam Chomsky disse ao oficial para encontrar um Governo (de qualquer país) que gostasse dos seus pontos de vista.
Chomsky já escreveu muito sobre Israel e os palestinos, e defende que Israel e os EUA impedem a paz na região, por não aceitarem a proposta de acordo da Liga Árabe.
Recentemente, Noam Chomsky voltou a envolver-se em polémica ao escrever um ensaio em defesa da liberdade de expressão de Robert Faurisson, um escritor que nega que o Holocausto tenha existido. Fê-lo por sua crença na liberdade civil, mas, por causa disso e também por criticar Israel, tem sido acusado de apoiar o anti-semitismo, nomeadamente no livro "Partners in Hate: Noam Chomsky and the Holocaust Deniers", de Werner Cohn.
Prémio Eric Fromm 2010
Prémio Internacional Erich Fromm 2010 - distinção entregue no passado mês de Março em Stuttgart, Alemanha - pelo seu trabalho, convicções políticas e sua posição em defesa dos direitos dos pobres e oprimidos, o filósofo é conhecido pelas suas ideias de esquerda e pela postura crítica à política externa dos EUA.
Noam Chomsky assume-se como socialista libertário e simpatizante do anarquismo, tendo publicado várias análises sobre as relações de conivência entre o poder e os meios de comunicação.
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13/01/2009
GAZA III: Pelo fim do massacre

Assine a petição abaixo pedindo uma forte ação internacional que possibilite um cessar-fogo imediato em Gaza e que passos sérios sejam tomados para garantir um paz justa e duradoura na região.
Nossa mensagem já está chamando a atenção e agora a petição será publicada no jornal The Washington Post e entregue para representantes do Conselho de Segurança da ONU esta semana.
Para assinar, acesse:
http://www.avaaz.org/es/gaza_time_for_peace/
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GAZA II
ISOLAMENTOIsrael alegou autodefesa para atacar a densa faixa de Gaza, foi apoiado pelos EUA e condenado mundo afora pela "reação desproporcional". Com a morte de líderes do Hamas e de mais de 800 palestinos (mais de duas centenas de crianças), é hora de recuar.
Em guerras, perdem-se vidas, armamentos, infraestrutura, bilhões de dólares e, muitas vezes, amor-próprio. Mas Israel está jogando fora algo mais: a sua imagem.
Ao explodir uma escola da ONU, um caminhão de suprimentos da organização e provavelmente um abrigo para onde atraía cem civis, Israel permite a suspeita de que não apenas combate um inimigo, mas perdeu o controle do próprio ódio. E mais: ao confrontar a ONU, confronta o mundo. Isola-se.
Em entrevista ao "Guardian", jornal inglês, a alta-comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, defendeu que o Exército de Israel seja julgado por "crimes de guerra". A guerra acaba, mais cedo ou mais tarde, mas o julgamento, sobretudo moral, continua.
É importante defender o direito de existir do Estado de Israel e não cabe a comparação ofensiva entre as ações israelenses de hoje e os massacres nazistas de ontem contra os judeus. Mas o fato é que o ódio de Israel faz nascer, ou crescer, em diferentes regiões, o ódio a Israel.
São vários erros de cálculo doa tual governo israelense: sair militarmente vitorioso, mas derrotado politicamente; fortalecido internamento para a eleição de fevereiro, mas enfraquecido internacionalmente. E a cúpula do radical e inconsequente Hamas sair aos fragalhos, mas aguando a semente de ódio das novas gerações e secando o poder moral e político da Autoridade Nacional Palestina.
Toda guerra produz vítimas, mas esta deixa para história montanhas de corpos infantis, de um lado, e exércitos infantis prontos a tudo do outro.
Todos perdem, ninguém ganha.
E o grande vitorioso pode ser o principal derrotado.
Por Eliane Cantanhêde para a Folha de São Paulo.
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