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06/10/2011

Ocupando Wall Street

Quatro ativistas discutem os objetivos do acampamento no distrito financeiro de Nova York. "Deveria estar razoavelmente claro para qualquer um que olhe o que está se passando no movimento Ocupar Wall Street que o objetivo é acabar com a influência corrupta dos extremamente ricos sobre a política democrática. Wall Street controla a América e nós nos opomos a isso", diz o jornalista Jesse Alexander Meyerson, de 25 anos.

Em 17 de setembro, um grupo relativamente pequeno de pessoas frustradas com a crise financeira nos EUA e com a resposta que o governo do país deu a ela, acampou no Parque Zuccotti, na cidade de Nova York – próximo ao local onde estavam as Torres Gêmeas e próximo a Wall Street.
Uma semana depois, os nova-iorquinos começaram a acampar, 80 manifestantes foram presos e ao menos quatro foram atingidos por sprays de pimenta da polícia, quando marchavam pelo distrito financeiro de Nova York. Depois de duas semanas, milhares de manifestantes se dirigiram à Ponte do Brooklyn e 700 foram presos, enquanto marchavam diretamente pelo famoso vão que dá nos bairros nova-iorquinos de Manhattan e do Brooklyn.
A ação se tornou conhecida como “Ocupar Wall Street”, um trending topicque se tornou viral no Twitter, no Facebook e, como os organizadores esperavam, nas ruas.
Enquanto esse texto era escrito, pessoas de aproximadamente 70 outras cidades dos EUA estavam tomando ou planejando tomar as áreas próximas aos centros financeiros, e acampando, marchando e tomando decisões coletivas a respeito de como fazer o melhor uso deste momento, usando o “Ocupar Wall Street” como exemplo. Ações de solidariedade estão ocorrendo ou sendo planejadas no Reino Unido, na Alemanha, na Austrália e na Bósnia.
Mas os aspectos principais desse movimento de ocupação de Wall Street permanecem indefinidos. O grupo não produziu nenhum conjunto de demandas e se orgulha de reunir as pessoas com base numa questão, em vez de visando a um objetivo. 
A Al Jazeera falou com quatro ativistas que estão participando do movimento crescente de “ocupação” nos EUA, para ter algumas respostas a respeito de suas motivações, processos de tomadas de decisões, esperanças e dados demográficos. 
Elliot Tarver (E.T), 21 anos, é um dos que tem participado da Ocupação de Wall Street organizando o processo desde o planejamento do primeiro encontro, no começo de agosto, e tem estado nas manifestações quase diariamente.
Jesse Alexander Meyerson (JAM), 25, é um jornalista de Nova York que está trabalhando no comitê de apoio ao trabalho da Ocupação de Wall Street. 
Mohamed Malik (MM), 29 é ex-diretor executivo do Conselho de Relações Islamo-Americanas no sul da Flórida e hoje está desempregado, organizando o movimento Ocupação de Miami, no estado da Flórida, que está para ser lançado em 15 de outubro. 
Malcom Sacks (MS), 22, é um ativista nova-iorquino que tem participado da ocupação do Parque Zuccotti.
AlJazeera – Você poderia explicar, da maneira mais simples possível, o propósito do movimento Ocupar Wall Street? O que vocês estão comunicando e o que significa ter um protesto sem um objetivo definido?

ET: Ocupar Wall Street é um movimento crescente de pessoas que se juntaram por várias razões diferentes – é bastante amplo e não há qualquer estabelecimento explícito de demandas, embora implicitamente, ao se estar em Wall Street tomando a rua com todas as ações que temos feito, estas sejam pessoas que estão com raiva do modo como as corporações e a política e o dinheiro controlam as suas vidas e a sua maneira de viver e respirar e como funciona a sociedade, e que tem algum tipo de visão de um mundo diferente que existe além da ganância, do racismo, do patriarcalismo, do poder corporativo e da opressão política. 

MS: Esta é uma expressão da frustração diante do sentimento de que o processo político está sendo comandado por interesses econômicos e em particular pelas corporações gigantes.

MM: Quando as pessoas usam a palavra “ocupar”, o que elas querem dizer é: trazer as pessoas para o papel no qual elas produzam realmente decisões políticas, sobretudo no que concerne à economia e ao nosso bem estar. O modo como as instituições operam no tipo da sociedade em que vivemos não é muito condizente com altos níveis de participação democrática. Eu penso que as pessoas se sentem frequentemente deixadas de lado, desconectadas. Nós temos essas elites em nossa sociedade que na verdade nos fazem questionar se vivemos de fato numa democracia, ou se na verdade vivemos numa plutocracia – um país controlado pelas elites? Neste caso, por uma elite econômica. 

JAM: Deveria estar razoavelmente claro para qualquer um que olhe o que está se passando no movimento Ocupar Wall Street que o objetivo é acabar com a influência corrupta dos extremamente ricos sobre a política democrática. Eu realmente não acredito que as pessoas não entendam o que está em jogo aqui. Wall Street controla a América e nós nos opomos a isso.Só porque não há uma determinada carta de exigências passando de mão em mão, ou alguma lei a ser anulada, isso não deveria nos fazer acreditar que é de algum modo não unificado ou um gesto sem sentido. O sentido está claro.
[Ocupar Wall Street] não é apenas um protesto político, mas também um modelo de sociedade, o que eu penso que é o protesto político verdadeiramente interessante – isto é a própria demanda.
Houve movimentos sociais plenos de sentido antes, sem serem unificados, sem terem uma lista coerente de demandas, e houve movimentos, antes, nos quais as demandas levaram anos para serem desenvolvidas – ao passo que a ocupação [de Wall Street] durou 16 dias até agora.
Em 1949, seria inconcebível que, em 1968, camaradas negros tivessem o direito de votar...Assim como no fim de dezembro de 2010, não havia um só americano expert ou estudioso do Oriente Médio prevendo que, por volta de 25 de janeiro, a Praça Tahir, no Egito estaria fervendo de gente e que, não muitas semanas depois, Hosni Mubarak teria sido deposto.
AlJazeeraO alvo é claro: Wall Street e os americanos mais poderosos e ricos que tomam as decisões que causaram ou levaram adiante a crise econômica. Quem está participando?MS: Em geral, todos os sequelados da crise econômica, nos EUA, ao menos; é um tipo de resposta à crise econômica que finalmente está atingindo as pessoas. Eu penso que isso é um reflexo dessa crise. As pessoas não brancas nos EUA tem vivido num certo estado de crise, em termos de desemprego e falta de representação política e de falta de apoio do estado frente as suas dificuldades econômicas, nas últimas centenas de anos. Finalmente [esta crise, agora] aparece como crise para a maioria, inclusive a classe média e os trabalhadores brancos, e é por isso que temos visto pessoas brancas à frente das manifestações e ocupando espaço nesses protestos.ET: Mesmo que a maior parte do espectro demográfico do grupo tenha começado com a classe média branca e com estudantes de graduação, o quadro se tornou muitíssimo mais diverso. Mesmo que isso tenha mudado, as pessoas que se sentem apoderadas e que tem condicionado toda a sua vida para se sentirem confiantes, confortáveis, líderes de um grupo e para falarem para centenas de pessoas são mais aquelas pessoas oriundas de posições privilegiadas – homens brancos em particular – e eu penso que isso é algo que precisa ser fortemente enfrentado. 
AlJazeeraComo o grupo decide levar adiante alguma ação específica? Qual é o processo de tomada de decisão do grupo?
ET: O processo é a realização de assembleias gerais duas vezes por dia. Qualquer pessoa pode fazer uma proposta, uma declaração, ou ter um ponto a defender, e as coisas são decididas por consenso.. em vez de simplesmente ser eleito um grupo de líderes que irão decidir as coisas juntos, em seu pequena bolha fechada.Uma grande tarefa é traduzir a nós mesmos e nos tornarmos mais acessíveis às pessoas que não entendem de fato o que significa tomar decisões horizontalmente – o que significa que não há um líder único que tenha controle e diga a todos o que fazer. 
MS: Eu discordo. Estou hesitante em dizer que não há hierarquia, que não há liderança, porque eu realmente penso que há um núcleo de pessoas – jornalistas – que estão fazendo muito da organização e dando uma forma à imagem pública da coisa. Eu e outros camaradas temos encontrado resistência nas lideranças para incorporarem outras ideias ao trabalho e para pensarem criticamente a respeito do que está acontecendo. 
Tentamos falar com um dos camaradas da mídia a respeito do problema de não haver gente não branca no movimento e o do problema dessas pessoas não se sentirem confortáveis em participar, e houve resistência da parte deles em reconhecer isto. Eles afastam as críticas dizendo: “Se alguém quiser se envolver pode se envolver. Se quiserem ser representados, eles simplesmente vem e podem fazê-lo, também”. Eu penso que isso é denegar a dinâmica real do poder que está em jogo agora. Eu não estou certo de se este é um modo de a liderança afastar a responsabilidade ou se eles realmente não pensam que estão exercendo poder no movimento.

AlJazeeraVários sindicatos e organizações não lucrativas estão planejando uma marcha, no dia 5 de outubro, em apoio ao movimento Ocupar Wall Street. Só o sindicato dos trabalhadores no transporte público de Nova York representa 38 000 trabalhadores. O que isso significa e por que é importante?
ET: Eu acho que será realmente grande a marcha, em termos de mobilização das pessoas – pessoas provavelmente mais afetadas por um grande número de medidas de austeridade a que estão respondendo. Eu acho que isso tem um potencial de mudar o espectro demográfico do protesto – ao trazer trabalhadores e mais pessoas não brancas.

JAM: Eu acho que os sindicatos de trabalhadores e outros grupos viabilizam e fornecem a engrenagem para as necessidades daqueles que não têm voz, para os empobrecidos, etc., reconhecerem que esse movimento Ocupar Wall Street que está chamando a atenção de todo o país e todo o mundo tem pessoas realmente comprometidas, que não têm se sentido mobilizadas a dar outras respostas à crise.
De um modo mais cínico e insensível, pode-se suspeitar de que o que as grandes instituições querem é se aproximar, cooptar o movimento, impor a sua agenda a quem está na luta. Mas no meu modo de ver mais generoso, o que eu diria é que os sindicatos ajudariam esse movimento a crescer e expandir e a conseguir criar um movimento social ampliado, porque eles reconhecem que estamos em busca da mesma coisa: a classe oprimida e o desmantelo do poder dos ricos sobre a política.
AlJazeera: Olhando para a frente, o que podemos esperar do Ocupar Wall Street?
MS: Alguém ontem foi citado, dizendo: “ficaremos aqui enquanto pudermos”. Mas isso significa que, assim que eles disserem “vocês não podem ficar”, todo mundo vai embora? Você não pode de fato dizer qual a direção que essa coisa está tentando tomar, ela está simplesmente buscando existir. Eu sou cético a respeito de onde isso pode dar, mas apoio o movimento, porque penso que está claro que a sua existência, mesmo que não vá a lugar algum, é de muita importância.
ET: Agora está crescendo diariamente e o seu fim não parece próximo.

31/05/2011

A hipocrisia do discurso de Obama sobre o Oriente Médio



A profunda hipocrisia do discurso do presidente Obama sobre o Oriente Médio onde mantém e continua a financiar uma rede de ditaduras submissas brutais, financia a máquina de guerra israelense e leva a efeito repetidas invasões, bombardeios e ocupações contra os povos da região.

  

O presidente Obama foi ao ar em 18/05 para falar sobre as revoltas e os conflitos que se espalham pelo Oriente Médio. A hegemonia dos Estados Unidos sobre está região estratégica e rica em petróleo tem sido o pivô da política externa de Washington por décadas. Utilizando um sistema de poder e de regimes submissos, a par de suas vastas forças militares na região, os Estados Unidos vêm sustentando uma rede de ditaduras brutais e o regime israelense por décadas.

Este sistema de controle imperial vem sendo sacudido por levantes populares que começaram na Tunísia e se espraiaram para o Egito e outros países. Sobre esta conjuntura, a administração Obama se pronunciou na sede do Departamento de Estado como parte de um esforço para reafirmar a liderança norte-americana sobre a região ora em processo de célere mudança.

Valendo-se da retórica de democracia e liberdade para mascarar a responsabilidade do imperialismo norte-americano na duradoura opressão e sofrimento por que passam os povos do Oriente Médio, o discurso do presidente Obama foi uma demonstração de inescrutável hipocrisia.

Hipocrisia: o presidente Obama disse que “o maior recurso não explorado no Oriente Médio e Norte da África é o talento de seus povos”. 

Realidade: a estratégia dos Estados Unidos é baseada no controle do mais cobiçado recurso do Oriente Médio: dois terços das reservas mundiais conhecidas de petróleo. O governo de Washington forneceu bilhões de dólares e armou as mais brutais ditaduras do Oriente Médio durante décadas, uma prática a que a administração Obama deu ampla continuidade.



O governo dos Estados Unidos jamais bloqueou ou cortou os fundos destinados à ditadura de Mubarak ainda quando o regime matou mais de 850 pacíficos manifestantes. Mais de 5 mil civis no Egito foram acusados e presos desde 25 de janeiro em julgamentos conduzidos pelos militares egípcios. Os Estados Unidos continuam a enviar maciças somas aos militares egípcios a despeito da contínua repressão contra o povo.

Hipocrisia: O presidente Obama declarou: “a política dos Estados Unidos será de promover reformas em toda a região e de apoiar as transições para a democracia”. 

Realidade: Os únicos governos do Oriente Médio que foram objeto de invasão, sanções econômicas e derrubadas pelo governo dos Estados Unidos foram aqueles que seguem políticas independentes do controle, político, militar e econômico dos Estados Unidos.

Washington jamais impôs sanções econômicas à ditadura de Mubarak e somente se manifestou publicamente contra Mubarak quando a maré da revolução tornou-se irresistível. Do mesmo modo, os Estados Unidos apoiam a brutal monarquia da Arábia Saudita.

Hipocrisia: o presidente Obama advoga para os povos do Oriente Médio os “direitos fundamentais de expressar seu pensamento e ter acesso às informações”, afirmando que, “a verdade não pode ser escondida e a legitimidade dos governos vai depender em última instância de cidadãos ativos e bem informados”.

Realidade: a administração Obama exorbitou ao punir aqueles que queriam informar o público ao jogar luz sobre as atividades do governo norte-americano. Bradley Manning permanece em prisão sob ameaça de prisão perpétua, sendo mantido em brutais condições que levaram o Relator Especial sobre Tortura das Nações Unidas a buscar investigação.

O Departamento de Justiça está trabalhando à máxima velocidade para processar Julian Assange, do Wikileaks, por abrir documentos governamentais ao público, muitos dos quais expõem o papel dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O governo Obama leva a cabo uma grande campanha, mais agressiva do que qualquer governo anterior, a fim de processar criminalmente informantes que exponham a verdade sobre ações governamentais ilegais. 

Hipocrisia: o presidente Obama declarou: “Os Estados Unidos se opõem ao uso da violência e da repressão contra o povo da região.” 

Realidade: Os Estados Unidos sob Obama estão envolvidos na invasão, ocupação e bombardeio ao mesmo tempo de quarto países predominantemente muçulmanos: Iraque, Afeganistão, Líbia e Paquistão. Além do mais, o chefe de Estado, isoladamente o maior violador dos direitos humanos fundamentais e perpetuador da violência na região, é George W. Bush, cuja invasão ilegal do Iraque custou a vida de mais de um milhão de pessoas. 

A invasão de 19 de março de 2003 foi uma guerra de agressão contra um país que não constituía nenhuma ameaça aos Estados Unidos ou ao povo dos Estados Unidos. A invasão e ocupação do Iraque levaram à morte de mais árabes do que os que foram mortos por todas as ditaduras da região somadas. O presidente Obama chamou Osama Bin Laden de assassino em massa.
O 11 de setembro de 2001 foi de fato um repugnante crime que tirou a vida de milhares de trabalhadores inocentes, mas medindo-se na ordem de magnitude de vítimas fatais, o crime de assassinato em massa no Iraque não tem comparação. George W. Bush não só não foi preso por assassinato em massa do povo iraquiano como é tratado com honras pela administração Obama. 

Hipocrisia: Numa tentativa de apaziguar a opinião pública árabe, o discurso do presidente Obama dá a impressão que os Estados Unidos insistem com o retorno de Israel às fronteiras anteriores a 1967. Obama afirmou “precisamente devido à nossa amizade, é importante que eu diga a verdade: o status quo é insustentável e Israel também deve agir corajosamente em direção a uma paz duradoura”.

Realidade: A guerra de Israel contra o povo palestino seria impossível sem o apoio dos Estados Unidos, que segue constante. O maior destinatário individual da ajuda externa dos Estados Unidos é o Estado de Israel, que usa os 3 bilhões de dólares de receita anualmente para manter o sítio ao povo de Gaza, continuar a ocupação ilegal da Cisjordânia e evitar o retorno das famílias de 750 mil palestinos que foram expulsos de suas casas e aldeias da Palestina histórica em 1948.

As Nações Unidas, em várias resoluções, condenaram a invasão e ocupação israelense em 1967 de Gaza, da Cisjordânia e das Colinas de Golã da Síria. Longe de impor sanções econômicas, o presidente Obama prometeu a Israel um mínimo de 30 bilhões de dólares em ajuda militar para os próximos 10 anos, funcionando, portanto, como um parceiro da ocupação.

O discurso de Obama deixou claro também que os Estados Unidos apoiariam Israel na retenção de vastas faixas da Cisjordânia. Isto é o que ele quis dizer ao se referir a “permuta de terras”. Nos próximos dias, Obama manterá encontros privados com Benjamin Netanyahu e será o orador principal da conferência do AIPAC (American Israel Public Affairs Committee). Com certeza, irá reforçar os fortes vínculos militares com Israel e a ajuda financeira.

Hipocrisia: o presidente Obama declarou: “Nós apoiamos um conjunto de direitos universais. Esses direitos incluem liberdade de expressão; liberdade de reuniões pacíficas; liberdade de religião; igualdade entre homem e mulher sob o império da lei e liberdade para escolher seus próprios líderes – onde quer que você viva em Bagdá ou Damasco, Sanaa ou Teerã ... Continuaremos a insistir que esses direitos universais se apliquem tanto às mulheres quanto aos homens.” 

Realidade: Enquanto o governo dos Estados Unidos, junto com a Inglaterra e a França, os antigos colonizadores do Oriente Médio e da África, bombardeavam a Líbia com mísseis e bombas de última geração em nome da “proteção aos civis” e da “promoção da democracia”, o governo Obama apresentava a mais morna crítica à monarquia do Bahrein quando esta e a monarquia saudita matavam e prendiam manifestantes pacíficos no Bahrein.
Nenhuma sanção foi imposta ao Bahrein ou Arábia Saudita. A monarquia saudita é a suprema negação de democracia, privando as mulheres de todos os direitos, privando os trabalhadores de formar sindicatos e privando todos os setores da população de qualquer direito de livre manifestação, reunião ou imprensa. Nunca houve eleição na Arábia Saudita.

Porém as funções da monarquia saudita como cliente e submissa dos Estados Unidos não fazem dela objeto de sanções econômicas ou “mudança de regime” como o são os governos da Síria e da Líbia. A monarquia do Bahrein igualmente funciona como cliente dos Estados Unidos e permite que a 5ª Frota utilize o Bahrein como base naval. Eis o motivo porque Washington refere-se à monarquia como “um parceiro de longa data”.

Hipocrisia: O presidente Obama denunciou o governo do Irã, afirmando que “iremos continuar a insistir que o povo iraniano merece ter direitos universais” e condenou o que ele chamou de “programa nuclear ilícito” do Irã.

Realidade: Ele deixou de mencionar que foi a CIA junto com o serviço secreto britânico, que orquestrou a derrubada do governo democrático do Irã em 1953 e reinstalou a monarquia do xá. Eles derrocaram a democracia iraniana quando o Irã nacionalizou seu petróleo da AIOC/British Petroleum. Os Estados Unidos só romperam relações com o governo iraniano quando a ditadura do xá foi derrocada por uma revolução nacional popular.

Com relação às armas nucleares, o governo de Israel recusou-se a assinar o tratado de não-proliferação nuclear e acumulou 200 “ilícitas” armas nucleares. É claro, os Estados Unidos têm milhares de armas nucleares e permanece sendo o único país a ter usado armas nucleares, destruindo Hiroshima e Nagasaki em 1945.

Hipocrisia: o presidente Obama diz ao mundo que os Estados Unidos partilham dos objetivos da revolução árabe, que “a repressão irá fracassar, que as tiranias irão cair, e que todo homem e mulher são dotados de certos direitos inalienáveis.”

Realidade: O governo dos Estados Unidos, seja ele comandado pelos republicanos ou democratas, vê o Oriente Médio, rico em petróleo, pelas lentes do império. Operando por meio de uma rede de regimes amigos que inclui Israel, Arábia Saudita, Jordânia, a ditadura de Mubarak no Egito, o xá do Irã até sua deposição em 1979 e outros regimes da região, suplementado por dezenas de milhares de tropas norte-americanas posicionadas em bases de toda a região, e por porta-aviões, os Estados Unidos almejam dominar e controlar a região responsável por dois terços das reservas mundiais de petróleo conhecidas.

Mantém e continua a financiar uma rede de ditaduras submissas brutais, financia a máquina de guerra israelense e leva a efeito repetidas invasões, bombardeios e ocupações contra os povos da região. 



22/05/2011  Brian Becker e Mara Verheyden-Hilliard* | Washington
 
* Brian Becker é co-diretor do International Action Center. Mara Verheyden-Hilliard é ativista, promotora e co-fundadora da Partnership for Civil Justice. Ambos co-escreveram esse artigo para a organização ANSWER (Act Now to Stop War and End Racism). Traduzido por Max Altman. 

09/05/2011

Fidel Castro comenta o assassinato de Osama Bin Laden


Fidel e suas sempre 
sensatas considerações.

Vale e leitura, artigo originalmente publicado em
Contra o Terrorismo Mediático


Aqueles que se ocupam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo se solidarizou com o dos Estados Unidos e deu a modesta cooperação que podíamos oferecer no campo da saúde às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova York.

Oferecemos também de imediato as pistas aéreas de nosso país para os aviões norte-americanos que não tiveram onde aterrissar, dado o caos reinante nas primeiras horas depois daquele golpe.

É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que se opôs sempre às ações que puseram em perigo a vida de civis.

Partidários decididos da luta armada contra a tirania batistiana, éramos, por outro lado, opostos por princípio a todo ato terrorista que conduzisse à morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, nos dá o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.

No ato público de massas efetuado na Cidade do Esporte expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais se resolveria mediante a violência e a guerra.

Bin Laden foi, certamente, durante anos, amigo dos Estados Unidos, que o treinou militarmente, e adversário da URSS e do socialismo, mas qualquer que fossem os atos atribuídos a ele, o assassinato de um ser humano desarmado e acompanhado de familiares constitui um fato repugnante. Aparentemente foi isso que fez o governo da nação mais poderosa de todos os tempos.

O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: "…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O lugar vazio na mesa. As crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 mil cidadãos se foram para longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações".

Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas recordem as guerras injustas desencadeadas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão, as centenas de milhares de crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai e os pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.

Milhões de cidadãos se foram para longe de seus povos no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Cambodja, Cuba e outros muitos países do mundo.
Da mente de centenas de milhões de pessoas não se apagaram tampouco as horríveis imagens de seres humanos que em Guantânamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insuportáveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas sequestradas e transportadas a prisões secretas com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.
Obama não tem como ocultar que Osama foi executado na presença de seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis foram violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.

Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem lei nem julgamento expliquem o ocorrido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?
Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather difundiu por meio dessa emissora de televisão que em 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma hemodiálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de esconder-se nem de proteger-se em cavernas profundas.

Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstram medo e insegurança, convertem-no em um personagem muito mais perigoso.

A própria opinião pública dos Estados Unidos, depois da euforia inicial, terminará criticando os métodos que, longe de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.

Fidel Castro Ruz
Ex-presidente de Cuba


Fonte: Cubadebate
Contra o Terrorismo Mediático
Tradução da Redação do Vermelho

02/05/2011

E o inimigo nº 1 dos Estados Unidos volta a ser a Obesidade



Osama Bin Laden 

10 anos depois:

duas guerras,

919.967 mortes, 
e US $ 1.188.263.000.000 em gastos militares.

E quando encontram o "cara",
seu corpo é retirado ao mar por respeito às tradições muçulmas!


É o primeio passo do Obama em direção à Reeleição: 
Osama Vai, Obama Fica!

21/03/2011

29/11/2010

Vazamento de dados secretos testa a diplomacia dos EUA








A Casa Branca condenou neste domingo (28) o vazamento de documentos secretos da diplomacia dos Estados Unidos, chamando a ação de "negligente e perigosa”. O Pentágono - que representa o Departamento de Defesa americano - anunciou que já tomou medidas para evitar que a "divulgação ilegal" de arquivos volte a ocorrer.

O Reino Unido já havia se posicionado antes mesmo da publicação dos documentos, ao afirmar que as informações contidas nesse material "podem colocar vidas em risco". De acordo com o jornal espanhol El País, Franco Frattini, ministro das Relações Exteriores da Itália, chegou a declarar que esse "é o 11 de Setembro da diplomacia mundial", em referência à data dos ataques às torres gêmeas nos Estados Unidos. O partido do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, o Povo da Liberdade, afirmou que esse modo de tratar informações é o novo terrorismo.

A divulgação de cerca de 250 mil documentos confidenciais foi promovida pelo site WikiLeaks, uma organização dedicada a expor os segredos oficiais, conduzida supostamente por um ex-analista de inteligência que explorou uma brecha de segurança.

Jornais como El País, o inglês The Guardian, o americano The New York Times, o francês Le Monde, além da revista alemã Der Spiegel, expuseram em suas manchetes dados sobre as relações dos Estados Unidos com outros países.

De acordo com o El País, os documentos revelam dados inéditos sobre os episódios de maior conflito no mundo, mostrando os mecanismos e as fontes da política externa americana e "deixando em evidência suas fraquezas e obsessões".

Os textos contêm comentários e informes elaborados por funcionários dos EUA, com linguagem franca e até dura em relação a outras nações. O jornal espanhol diz ainda que os documentos revelam entrevistas, atividades de espionagem e expõem com detalhes opiniões e dados levantados por fontes em conversas com embaixadores americanos ou funcionários da diplomacia.

Boa parte dos documentos data dos últimos anos, mas o conteúdo geral compreende o período de 1966 a 2010. O New York Times informa que, no arquivo, há comunicações entre o governo federal e mais de 270 representações diplomáticas pelo mundo.

De acordo com a imprensa internacional, na última semana o governo de Barack Obama manteve contato com líderes de países aliados para tentar amortizar o impacto do vazamento de informações em suas relações diplomáticas. A secretária de Estado, Hillary Clinton, ligou na última sexta-feira (26) para dirigentes franceses, afegãos, britânicos e chineses para falar sobre as informações adquiridas pelo WikiLeaks.

Um dos documentos fala sobre uma campanha de inteligência secreta dirigida aos membros da ONU (Organização das Nações Unidas), incluindo o secretário-geral, Ban Ki-moon, e representantes do Conselho de Segurança.

Os Estados Unidos chegaram a pedir aos seus diplomatas, em 2008, que investigassem a possível presença da Al Qaeda e outros "grupos terroristas" islâmicos na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, segundo documentos.

Um dos aspectos que mais chama atenção nos documentos do WikiLeaks é a revelação do que pensam os diplomatas, conhecidos pelo tom politicamente correto de suas declarações públicas, sobre os líderes mundiais.

Um dos documentos diz que o Departamento de Estado americano pediu à embaixada em Buenos Aires informações sobre "o estado de saúde mental" da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Em outro texto, um conselheiro presidencial francês, Jean-David Lévitte, diz que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está "louco" e afirma que até mesmo o Brasil não podia apoiá-lo.

Sobre o primeiro-ministro da Itália, são detalhadas suas "festas selvagens". Os documentos também mostram pouco apreço pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, personalidade acompanhada de perto pelas autoridades americanas.

Links

TNNEWS:

PERIODISMO HUMANO

ESTADÃO INTERNACIONAL 

16/07/2010

EUA: Senado aprova maior reforma de Wall Street em 80 anos




O Senado estadunidense aprovou ontem a maior reforma de regulação financeira desde os anos 1930. O diploma está agora nas mãos de Obama.

Barack Obama garantiu uma vitória crucial, ao ver aprovada no Senado a maior reforma de regulação financeira desde os anos 30. Vencendo com 60 votos a favor e 39 votos contra, o Senado aprovou o texto de cerca de 2.300 páginas, intitulado ‘Dodd-Frank' - o nome dos seus principais autores, o senador Chris Dodd e o representante Barney Frank - que foi pensado para tentar impedir uma nova crise como a que ‘explodiu' em 2008.

Entre outras coisas, o documento, pretende:
• Aumentar o controle dos reguladores sobre alguns pontos que ainda escapam à sua acção;
• Criação de um órgão que proteja os consumidores e impeça ainda o resgate de grandes instituições financeiras com dinheiro dos contribuintes;
• Os bancos poderão investir em ‘private-equity' e ‘hedge funds', mas nunca contribuir com mais de 3% para o capital dos fundos;
• As instituições financeiras também não poderão investir mais de 3% do seu rácio de capital, usado para medir a saúde financeira dos bancos, por exemplo.

Longo alcance - O presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben Bernanke, disse que a lei de reforma do setor financeiro, aprovada pelo Congresso, é um passo bem-vindo e de longo alcance. Em comunicado divulgado pelo Fed logo depois da aprovação da lei pelo Senado, Bernanke afirma que a nova legislação "representa um passo bem-vindo e de longo alcance na direção de prevenir uma repetição da crise financeira recente".

Segundo o presidente do Fed, a nova lei fortalece a supervisão das instituições financeiras e dá ao governo uma ferramenta para desmontar de forma segura as empresas financeiras que falirem. A lei também "aumenta a transparência do Federal Reserve e ao mesmo tempo preserva a independência política que é crucial para a formulação da política monetária", diz o comunicado.

"Mesmo antes da aprovação da legislação de reforma, o Federal Reserve tem mudado sua supervisão e regulamentação das organizações bancárias e trabalhado para fortalecer as infraestruturas e as práticas do mercado financeiro. Estaremos focados e diligentes ao desempenhar nossas responsabilidades sob a nova lei", acrescentou Bernanke.


Texto adaptado de: http://economico.sapo.pt/noticias/senado-aprova-maior-reforma-de-wall-street-em-80-anos_94683.html


18/03/2010

ENTREVISTA COM GALEANO



Eduardo Galeano alerta de que se mira a Cuba

"con una lupa que magnifica todo lo que interesa a sus enemigos"


Europa Press

12-03-2010


El escritor y periodista uruguayo Eduardo Galeano alertó hoy de que "contra Cuba se aplica una lupa inmensa que magnifica todo lo que allí ocurre cada vez que conviene a los intereses enemigos, llamando la atención sobre lo que pasa en la revolución, mientras la lupa se distrae y no alcanza a ver otras cosas importantes y que los medios de comunicación no hacen por informar".


Galeano, que participa hoy en el Seminario Internacional 'Derechos humanos, mujer y frontera: El feminicidio de Ciudad Juárez', organizado por la Universidad Internacional de Andalucía (UNIA) en Sevilla, realizó estas declaraciones en rueda de prensa tras ser cuestionado por el caso de la muerte del disidente cubano Orlando Zapata, fallecido tras una huelga de hambre de 85 días.


En este sentido, el escritor afirmó que "respeta la decisión de alguien que es capaz de hacer la huelga de hambre y morir por lo que cree, aunque no es algo digno de aplauso". Al mismo tiempo, apuntó que lo que ha pasado con Zapata y sucede ahora con el periodista Guillermo Fariñas son cosas "importantes y desgraciadas" y ante las cuales el Gobierno de Cuba tendría que "tomar nota, pues son señales de alarma en cuanto a signos de descontento popular que deberían impulsar los cambios que la revolución necesita".


No obstante, Galeano lamentó que "los grandes medios de comunicación no hayan recogido en tantas páginas que dedicaron al terremoto de Haití que el país que más médicos mandó fue Cuba, 1.000, y que los galenos haitianos recibieron la formación en el país cubano de forma gratuita".


Así, añadió que "mientras Cuba manda médicos, Estados Unidos mandó soldados, lo que implica una concepción de las relaciones internacionales diametralmente opuesta". Además, aseguró que "Cuba sigue siendo un país ejemplar en su capacidad de solidaridad y en su dignidad nacional". No obstante, precisó que "no aplaude todo lo que hace Cuba, pues el amigo de verdad es el que crítica de frente y elogia por la espalda".


Por otro lado, el autor de 'Memoria del fuego' afirmó que "la discriminación en este mundo continúa y contra la mujer es muy grave, pues aunque se hayan ganado algunas batallas sigue existiendo discriminación marcada por las tradiciones machistas, elitistas o militaristas, pese a que haya quien cree que está resuelto el asunto"


OBAMA, "POSITIVO"

El escritor aclaró que no él "no pretende demostrar que las mujeres son mejores que los hombres, ni los negros que los blancos o los indios que los conquistadores, sino reivindicar la igualdad de derechos para poder mostrar lo que somos, es decir, mitad basura, mitad maravilla".


En este sentido expresó que "sigue creyendo que el hecho de que Barack Obama fuera elegido presidente de los Estados Unidos es positivo, porque se trata de reivindicar la igualdad de derechos en una nación que cuenta con unas contradicciones del racismo tan frecuentes". Al mismo tiempo, apuntó que no cree que el presidente haya tenido tiempo de leer el ejemplar que le regaló el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, de su obra 'Las venas abiertas de América Latina'; pues "Obama es un hombre prisionero del poder y éste no deja tiempo para leer", dijo, aunque, confesó que "le hubiera recomendado otro libro suyo más digerible".


Asimismo lamentó que "Obama no aprovechara la entrega del Nobel de la Paz para purificar la tradición estadounidense en este galardón tras haberlo recibido Wilson, ferviente admirador del Ku Klux Klan, y Roosevelt, elogiando la guerra en su discurso".


"SI LOS HOMBRES QUEDARAN EMBARAZADOS, EL ABORTO SERÍA LIBRE"

Continuando con la lucha de la igualdad de derechos, en cuanto a la reforma de la Ley del Aborto llevada a cabo por el Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero y la polémica levantada en la sociedad, Galeano comentó que "existe mucha ignorancia histórica, pues la emperatriz bizantina Teodora aprobó el derecho al aborto en el siglo VI de la era cristiana, en Uruguay existió este derecho durante cuatro años en la década de 1930, en España durante la República o en Nicaragua en 1853, donde un gobierno conservador aprobó una ley que permitía el aborto, que se eliminó siglo y medio después por los sandinistas". Estos ejemplos demuestran, según el escritor, que este derecho de la mujer "pobre, pues la rica acude a clínicas privadas no es nada nuevo". Además, aseguró que "si los hombres quedaran embarazados el aborto sería libre".


"EL MUNDO, UN CASINO"

Galeano, que hoy imparte la conferencia 'Mujeres' en Sevilla, donde realiza un recorrido a través de la historia por la imagen de la mujer en el mundo con sus aventuras y desventuras, destacando figuras como la de Emilia Pardo Bazán -primera catedrática española- o Concepción Arenal, lamentó que el poder "sigue siendo masculino en casi todas las facetas de esta sociedad o desempeñado por mujeres disfrazadas de hombres como la ex jefa de la diplomacia estadounidense Condoleezza Rice o por desprestigiadoras de la noble causa de la reivindicación de los derechos femeninos".


Con respecto a la crisis, el periodista uruguayo aseguró que la situación actual confirma que "el capitalismo es un sistema gobernado por las altas finanzas, convirtiendo el mundo en un casino donde gana el que mejor juega". En este sentido alertó de que una de las consecuencias de esta crisis es "la resurrección del racismo, pues a las altas cifras de parados en países como España, en Italia y otros países del norte del mundo se ha vuelvo a ver brotes de racismo que se creían enterrados".



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