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12/12/2012

Quando o futebol e a política se misturam


Quando a Fifa resolveu admitir e tomar para si a existência de um Mundial de Clubes, houve aquela abertura ampla, geral e quase irrestrita que só as entidades que precisam AZEITAR a máquina política em diversas frentes sabem fazer. “Onde a Arena for mal, um time no Nacional”, já dizia o nefasto lema. E passaram a frequentar as televisões brasileiras nos finais de ano esquadrões vestindo camisas estranhas, com nomes esdrúxulos e jogadores idem. Todos com alguma história, claro, mas quase nunca uma história digna de ser registrada em ata.

O Mundial de 2012, como raros outros, soa em outro tom. Deixemos o Corinthians e sua imensa e gloriosa história para outros que aqui escrevem, como o Odil David, e vamos ao que alguém precisa dizer nessas horas pré-jogo: o Al-Ahly faz um CLÁSSICO INTERNACIONAL com o Timão.
“Enlouqueceram”, dirão os leitores. Há muito tempo, responderemos nós. Mas, dessa vez, falamos sério. Vamos à VACA FRIA:

A história recente do Al-Ahly é de arrepiar os cabelos do defunto mais indiferente. Nos últimos dois anos, a torcida do clube foi parte FULCRAL do processo que levou à derrubada do ditador egípcio Hosni Mubarak, parte das mais relevantes da dita Primavera Árabe. A hinchada ahlynesca, os “Ultras Ahlawy”, protagonizava cenas como essa na Praça Tahrir durante o inesquecível ano de 2011.


Mas a parte mais dramática da história do Al Ahly veio depois da queda do canalha. Em Port Said, 74 torcedores foram massacrados no que primeiro foi tratado como uma briga de torcida em uma partida contra o Al-Masry. Pouco depois, soube-se que o ataque, ainda no estádio, foi orquestrado por apoiadores do ex-ditador em retaliação à posição política dos torcedores do time da capital. 

“Isso não é futebol. Isso é uma guerra, e ninguém faz nada. As pessoas estão morrendo na nossa frente, sem segurança, sem ambulâncias”, disse Mohamed Aboutrika na ocasião da tragédia. “Não tinha ninguém para nos proteger. Mas a culpa é nossa, pois fomos a campo jogar a partida. As autoridades só pensam em dinheiro”, disse outro ídolo local, Mohamed Barakat.

Milhares foram receber os mortos e o restante da delegação na estação de trem do Cairo. Protestos se espalharam pela cidade.




Na ocasião, Mohamed Aboutrika, o maior ídolo do time, disse que abandonaria o futebol profissional. Aboutrika tem 34 anos e joga no Nacional – significado de Al-Ahly em egípcio – desde 2004. Tem quase 400 jogos com a camisa do clube e mais de 100 gols. Disputou todos os quatro mundiais da história do clube, incluindo este e o de 2006, quando seu time deu um sufoco daqueles no Internacional. É graduado em filosofia pela Universidade do Cairo. Tomou outras atitudes políticas na sua carreira: em 2008, pela Copa Africana das Nações, levantou uma camisa em apoio à luta na Faixa de Gaza e levou cartão amarelo. 

Mesmo após a punição, não ficou calado: disse que estava preocupado com o sofrimento e o cerco de Gaza e, principalmente, com as crianças que lá vivem. Aboutrika tornou-se um ídolo na Palestina desde então, e comentaristas árabes afirmaram que o cartão amarelo foi uma punição “honrosa”.

Depois do massacre de Port Saïd, a liga egípcia foi suspensa pela Fifa por sete meses. O Egito jogou o torneio olímpico de futebol seis meses depois, com Aboutrika entre os atletas, marcando inclusive um gol contra o Brasil. Em setembro, porém, a Federação Egípcia retomou as atividades e agendou a disputa da Supercopa local contra o ENPPI para o dia 9. O Al-Ahly tinha muitas dificuldades em treinar, devido à hostilidade dos apoiadores de Mubarak, e seus torcedores avisaram que não iriam à partida em protesto contra a falta de atitude da Liga Egípcia em relação ao massacre e ao fato de que ninguém foi punido pela morte dos 74.


Aboutrika uniu-se aos torcedores. “Eu não quero esquecer. As pessoas que morreram na minha frente estão sempre na minha memória. Elas nos dão uma enorme motivação para honrá-las e dar a elas tudo o que temos.” Estava decidido a continuar sem jogar futebol profissional na Liga enquanto não houvesse justiça. 

Porém, pouco depois revogou a sua auto-suspensão. “Nossa meta, a mais importante delas, é dar alegria ao povo egípcio, principalmente às famílias daqueles que morreram. Queremos levar-lhes um pouco de felicidade, qualquer uma. Um sorriso que seja”, disse ele ao site da Fifa.


O campeonato egípcio nunca mais foi jogado desde o massacre. Mesmo assim, o Al-Ahly foi campeão africano, jogando todas as suas partidas com torcida restrita. Na final o Al-Ahly venceu o Esperánce Túnis, na Tunísia, com o estádio pela metade por medo da violência. O Nacional egípcio venceu por 2-1 para sagrar-se campeão africano.

Assim, tomem nota: Corinthians x Al-Ahly é um clássico. Aliás, um BAITA clássico. Eis a verdade.

Repercutam.

Fonte: http://impedimento.org/2012/12/11/corinthians-x-al-ahly-um-classico-mundial/



05/07/2010

22/04/2010

QUANDO O PRECONCEITO NASCE DE QUEM PENSA COM OS PÉS!

A idéia não era publicar este texto no blog, apenas o repassei por e-mail a algumas pessoas, mas devido aos retornos, aqui publicados como comentários, decidi divulgá-lo. Segue...

Fanatismo, na Política, na Religião, cega as pessoas!
É dificil de acreditar que a religião se sobreponha aos valores humanos!!!

ACONTECEU UM INCIDENTE GRAVE EM SÃO PAULO, QUE CONTRARIA TUDO AQUILO QUE SE FALA SOBRE O LADO BOM E GENEROSO DO POVO BRASILEIRO.

PRIMEIRAMENTE NOTICIADO PELO JORNAL FOLHA DE SP E DEPOIS PELOS DEMAIS EM TODO O PAÍS.

O LAR MENSAGEIROS DA LUZ É UM ABRIGO DE CRIANÇAS, ADOLESCENTES E ADULTOS DE AMBOS OS SEXOS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA, ESPECIFICAMENTE PARALISIA CEREBRAL. ATUALMENTE ATENDEM 38 PESSOAS DA BAIXADA
SANTISTA, SP E DE ONDE VÊM ESSAS CRIANÇAS? SÃO PORTADORES DE DEFICIÊNCIA ENCAMINHADOS PELO PODER JUDICIÁRIO, CONSELHO TUTELAR, PODER EXECUTIVO MUNICIPAL OU ESPONTANEAMENTE.

O INACREDITÁVEL
Como tudo começou? Foi programada na Semana Santa uma visita de jogadores do SANTOS F.C., HOJE O TIME MAIS BADALADO DO PAÍS, ao Lar Mensageiros da Luz, que dá assistência à paralisia cerebral.

Seriam entregues ovos de Páscoa.Quando o ônibus parou à porta da instituição, alguns jogadores como Neymar, Robinho, Fábio Costa, Durval, Léo, Marquinhos e Brum se recusaram a descer.

Ganso chegou com seu próprio carro e, antes de entrar no local, foi chamado pelos colegas que estavam no ônibus (eles gritaram e bateram nas janelas). Ganso entrou no ônibus e não saiu mais.

A RAZÃO?
SOUBERAM QUE A INSTITUIÇÃO TINHA SIDO FUNDADA POR ESPÍRITAS.
O PRESIDENTE LUIS ALVARO DE OLIVEIRA RIBEIRO FOI ATÉ O ÔNIBUS E CONVERSOU COM OS ATLETAS. "FALEI PARA OS JOGADORES QUE O SANTOS TEM QUE PROVAR QUE NÃO É APENAS UM TIME DE FUTEBOL".

O TÉCNICO DORIVAL JÚNIOR, VISIVELMENTE CONSTRANGIDO, DISSE QUE DEIXARA CLARO QUE ERA UMA ATIVIDADE PARALELA ÁS ATIVIDADES DO CLUBE E QUE NÃO ERA OBRIGATÓRIA A PRESENÇA DE TODOS. “ERA PRA SER ALGO FRATERNO, BUSCANDO UMA TROCA COM AQUELAS CRIANÇAS QUE TÊM MUITO MAIS PARA NOS ENSINAR DO QUE TEMOS PARA LHES OFERECER” - DISSE O TÉCNICO SANTISTA.

Dentro da instituição, os jogadores que participaram da doação dos 600 ovos, entre eles Felipe, Edu Dracena, Arouca, Pará e Wesley,conversaram e brincaram com as crianças.

Em entrevista à TV Bandeirantes, Robinho e Neymar disseram que sua religião (evangélica) precisa ser respeitada. Por isso não
desceram do ônibus para visitar os deficientes que os esperavam. “Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita” – disse Robinho.

Evangélico, Neymar disse o seguinte: “Fiquei sabendo dos rituais
religiosos (sic) realizados no local somente quando cheguei lá. Tomei essa atitude, pois tinha receio de não me sentir bem".

E DEPOIS?

O preconceito no caso de alguns jogadores do Santos superou a
caridade. É uma pena. Eles teriam invadido de alegria os corações daquelas crianças com paralisia cerebral. Mas, o preconceito é uma opinião não submetida à razão. Pior mesmo, é quando o preconceito religioso surge de quem pensa com os pés.

POIS É... SÃO OS MENINOS DA VILA, ROBINHO, NEYMAR, GANSO...O TIME QUE ESTÁ "ENCANTANDO O PAÍS"...OS QUERIDINHOS DA MÍDIA !

29/03/2010

NOSTALGIA DA LAMA

A velha e boa hipocrisia brasileira,
cada vez mais em alta, cada vez mais classista...

Escândalos envolvendo os jogadores Adriano e Vagner Love,
do Flamengo, escancaram o preconceito de classe no Brasil

Talvez não seja correto dizer que o esporte é um espelho da sociedade, mas a maneira como os fatos do esporte e seu entorno são lidos pela mídia certamente diz muito sobre ambas (a sociedade e a própria mídia).

O "mea culpa" do golfista Tiger Woods diante das câmeras expôs muito mais que suas infidelidades conjugais. Colocou a nu uma cultura manifestamente puritana que transforma em espetáculo midiático a repressão de suas pulsões.

Como se sabe, muitos norte-americanos, talvez a maioria, acham que gostar de sexo é uma espécie de doença.

No Brasil, a cobertura e a repercussão crítica dos recentes escândalos envolvendo os astros do futebol Adriano e Vagner Love revelam, entre outras coisas, um indisfarçável preconceito de classe.

O que mais escandaliza a chamada crônica esportiva, com honrosas exceções, parece ser o ambiente em que os personagens foram "flagrados". A própria recorrência desse verbo é significativa, como se estar num baile funk ou simplesmente na favela fosse por si só uma atitude ilícita ou, no mínimo, suspeita.


Na Chatuba e na Barra

O vínculo entre os termos favela e crime, martelado durante décadas pelos meios de comunicação, parece ter-se tornado indissolúvel.

Condena-se Adriano não tanto por trocar socos com a namorada, mas por fazê-lo no morro da Chatuba, e não numa cobertura na Barra da Tijuca ou num palacete em Milão.

O viés de classe nunca ficou tão evidente, aliás, como quando o jogador, um ano atrás, deixou de se reapresentar a seu clube, a Internazionale de Milão, e se refugiou durante três dias no bairro onde se criou, no Rio de Janeiro. A perplexidade foi geral, na imprensa e no mundo futebolístico.

A pergunta que se repetia era: como um sujeito abre mão de milhões de euros, do destaque num clube de ponta, de uma cidade sofisticada, para voltar à favela? O corolário, explícito ou subjacente, era mais ou menos o seguinte: "Quem nasceu na maloca nunca vai deixar de ser maloqueiro".

Uma espécie de "nostalgia da lama" arrastaria Adriano para baixo -ainda que, topograficamente, para cima.
O que escandaliza, no fundo, é a recusa em aderir aos valores, condutas e discursos tornados praticamente compulsórios para quem "vence" na nossa sociedade.

Não se perdoa Vagner Love por optar por um baile funk na Rocinha em vez de uma boate na zona sul do Rio. No primeiro, estão os "bandidos"; na segunda, a gente de bem.

Pouco importa que o tráfico que mata tanta gente no morro se alimente do consumo recreativo de muitos habitués das casas noturnas chiques.

Num país de "malandros com contrato, com gravata e capital", não escandaliza ninguém que Kaká saia publicamente em defesa dos líderes de sua argentária igreja, investigados em dois países por estelionato e lavagem de dinheiro.

Kaká, diz a crônica em uníssono, é um rapaz de boa cabeça, de boa família, de boa "estrutura". Mas Vagner Love aparecer num baile na Rocinha ladeado por traficantes armados (algo que talvez ocorresse com qualquer celebridade que visitasse o local) é intolerável.

Motel e travestis


Para reforçar a constatação de que, entre nós, o viés de classe é ainda mais forte do que o viés moralista, um caso exemplar é o de Ronaldo, "flagrado" (olha o verbo de novo) com três travestis num motel do Rio.

O que mais se ouviu, nos bastidores da imprensa, foi: "Como é que um sujeito com a grana que ele tem vai se meter com travecos de rua? Era só pegar o telefone e encomendar a perversão que quisesse, no sigilo do seu apartamento ou de um hotel de luxo".

Ou seja, dependendo do montante gasto, do cenário e dos figurinos, tudo é bonito e aceitável.

Artigo publicado no

Caderno Mais da Folha de São Paulo de 21/03/2010

Por JOSÉ GERALDO COUTO


PS:

"Se fosse você, um famoso jogador de futebol,

preferiria ser visto em um Baile Funk na Rocinha,

ou em um Culto da Renascer???


24/06/2009

COISAS QUE NÃO TEM EXPLICAÇÃO...

Pautas, reflexões e preocupações não faltam:
  • Os testes nucleares da Coréia do Norte
  • As conturbadas eleições Iranianas #####iranelection####
  • A cheia na Amazônia
  • O massacre dos indígenas peruanos
Mas não consigo pensar em outra coisa a não ser
.........
a Libertadores da América!


... Vamô ...
... Vamôô ...
!!! Grêmioooooooo !!!

Rumo a mais uma semifinal!
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